Polícia
Trio é preso com armas de fogo e munições em Rondônia
Na manhã de quinta-feira (22/2), policiais do 3° Batalhão de Polícia realizaram uma operação de busca em uma propriedade rural situada no município de Vilhena (RO). Durante a operação, quatro armas de fogo e várias munições foram apreendidas. Três pessoas, suspeitas de envolvimento no crime, foram detidas e levadas para a Unidade Integrada de Segurança Pública – Unisp – de Vilhena.
Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 7 horas da manhã, equipes da Polícia Militar conduziram a busca na fazenda localizada nas proximidades do distrito de São Lourenço.
Durante as buscas nas duas residências da propriedade rural, os policiais encontraram as seguintes armas de fogo: uma espingarda calibre 12, uma carabina calibre 44, um revólver calibre .32 e uma espingarda calibre 36, além de munições de diversos calibres.
Como os suspeitos não possuíam registros legais para as armas de fogo encontradas, foram detidos no local e posteriormente conduzidos, juntamente com as armas apreendidas, para a Unidade Integrada de Segurança Pública – Unisp – de Vilhena para os procedimentos legais.
Polícia
Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).
“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.
Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.
O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.
Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).
“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.
“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.
Violência
Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).
Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).
Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).
Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).
Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).
Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).
Trabalho escravo
O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).
Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.
As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

Plataforma Socioambiental
A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.
Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país.
Fonte: Agência Brasil
Polícia
Mulher mata marido e alega suspeita de abuso da filha autista
A mulher afirmou à polícia que sofria agressões e suspeitava de que o marido estivesse abusando da filha autista, de 13 anos
Uma mulher de 46 anos confessou ter matado o marido, de 42, com uma facada no pescoço na noite desse domingo (26/4), em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. À polícia, ela afirmou que agiu após ser agredida e relatou um histórico de violência doméstica, além de suspeitar que o homem pudesse estar abusando da filha autista do casal, de 13 anos.
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu após uma discussão na casa da família, na Rua Bica. Quando os militares chegaram ao local, encontraram o homem caído no corredor, já sem vida, com um corte na lateral do pescoço.
Aos policiais, a mulher contou que mantinha um relacionamento com o companheiro há cerca de 15 anos e que sofria agressões desde o início da convivência. Ela disse que permaneceu na relação por dependência financeira e por causa da filha, que tem autismo.
A suspeita também afirmou que passou a desconfiar de possíveis abusos do marido contra a adolescente. Segundo o relato, ela já teria encontrado o homem saindo do quarto da filha durante a noite, o que a levou a adotar medidas como trancar a porta do cômodo.
No dia do crime, de acordo com a versão apresentada pela mulher, o casal começou a beber ainda durante a tarde e, após retornar de um bar, iniciou uma nova discussão. Ela relatou ter sido agredida com socos na cabeça e no rosto.
Ainda conforme o depoimento, a mulher conseguiu se desvencilhar, foi até a cozinha, pegou uma faca e atingiu o companheiro. Após o golpe, saiu da casa pedindo ajuda e afirmando que não queria matá-lo, mas apenas cessar as agressões.
A mulher foi socorrida e levada ao hospital de Ibirité, com hematomas pelo corpo. Em seguida, foi encaminhada à delegacia de plantão.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a perícia esteve no local e realizou a coleta de vestígios que vão subsidiar as investigações. A faca utilizada no crime foi apreendida, e o corpo da vítima encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames.
O caso segue em investigação, e a polícia deve apurar as circunstâncias do crime, incluindo a alegação de legítima defesa e as denúncias de violência e possível abuso envolvendo a família.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Mulher morre com queimaduras graves e caso é investigado
A morte de uma mulher de 31 anos está sendo investigada pela Polícia Civil em Vilhena, após ela dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queimaduras graves e não resistir aos ferimentos neste domingo (26).
A vítima, identificada como Eliene Francisca Gomes da Silva, apresentava lesões severas no rosto, braços e região das axilas. Segundo relato do companheiro, o caso teria ocorrido dentro de casa durante uma situação que ele descreveu como uma “brincadeira”. Ele afirmou que a própria mulher teria jogado álcool no corpo e, ao utilizar um isqueiro, acabou sendo atingida pelas chamas.
A versão, no entanto, levanta dúvidas entre familiares e pessoas próximas. A mãe da vítima, que saiu de Porto Velho para acompanhar o caso, contou que a filha chegou a mencionar o uso de álcool enquanto ainda recebia atendimento médico, mas relatou uma sequência de fatos que não esclarece totalmente o ocorrido. De acordo com ela, Eliene disse que chegou a tomar banho e trocar de roupa antes do momento em que o fogo teria começado.
O registro oficial aponta que a causa da morte foi parada cardiorrespiratória provocada pelas queimaduras. Diante das incertezas, a família solicitou exames no Instituto Médico Legal (IML) para verificar se as lesões são compatíveis com a versão apresentada.
Eliene trabalhava em um frigorífico da região e deixa filhos. O caso causou forte repercussão entre amigos, colegas e moradores da cidade, que aguardam o resultado das investigações.
O velório ocorre em uma igreja evangélica na Avenida Paraná, e o sepultamento está previsto para esta segunda-feira (27), em Vilhena.
