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Polícia

MPF pede prisão de PM acusado de matar estudante de medicina

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O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. O pedido foi apresentado na sexta-feira (9), com base na gravidade do caso e na periculosidade atribuída ao agente.

O estudante morreu em novembro de 2024, após ser baleado no saguão de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

No documento, o subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira afirma que o policial perseguiu o jovem depois que ele atingiu o retrovisor da viatura com um tapa. Segundo o MPF, a ação não provocou danos materiais ao veículo.

A manifestação também relata que Marco Aurélio procurou abrigo no hotel, mas foi alcançado pelos policiais. Conforme o órgão, o estudante estava desarmado e não representava uma ameaça concreta aos agentes quando foi atingido por um disparo no abdômen.

Para o MPF, as circunstâncias justificam a prisão preventiva como medida para garantir a ordem pública. O pedido será analisado pelos ministros da Quinta Turma do STJ.

A reportagem procurou a defesa do policial, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

Policiais serão julgados pelo Tribunal do Júri

Em 29 de setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou os recursos apresentados pelos policiais Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, também réu no processo.

As defesas pediram a absolvição dos acusados ou que eles não fossem submetidos ao Tribunal do Júri. Os advogados de Guilherme alegaram legítima defesa, enquanto a defesa de Bruno sustentou que ele não teria participado do crime.

Por unanimidade, a 12ª Câmara de Direito Criminal negou os pedidos e manteve a decisão que determina o julgamento dos dois policiais por homicídio duplamente qualificado.

Relembre o caso

Marco Aurélio foi abordado por policiais militares em 20 de novembro de 2024, na Vila Mariana. Após a perseguição, ele entrou no hotel onde estava hospedado e acabou baleado. O estudante foi levado ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos.

Relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) apontaram, em comunicação enviada ao governo brasileiro, que imagens das câmeras corporais indicariam falta de justificativa objetiva para a abordagem. O relato também questionou a ausência de medidas menos letais antes do disparo.

Em 8 de outubro deste ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) concedeu uma carteira profissional póstuma a Marco Aurélio. A homenagem foi recebida pelos pais do estudante durante uma cerimônia de entrega de documentos a novos médicos.

Fonte: Metrópoles

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Polícia

Advogado é preso por execução brutal de jovem com 16 tiros e 15 facadas

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por intermédio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, após quase dois anos de minuciosa investigação, concluiu o inquérito que apurou o homicídio doloso que vitimou Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, ocorrido na madrugada do dia 7 para 8 de novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, nesta Capital. Uma ação foi realizada nesta quarta-feira (14) e um dos alvos é um advogado.

A vítima foi executada de forma sumária e cruel, após ser torturada, com dezesseis disparos de arma de fogo e quinze golpes de faca, em razão de vingança de membros de facção criminosa que acreditavam que ela havia colaborado com as forças de segurança, o que resultou na apreensão de significativa quantidade de entorpecentes pela Polícia Militar.

As investigações, conduzidas com apoio de perícias, análise de imagens, monitoramento eletrônico e inteligência policial, resultaram no indiciamento de quatro autores, com condutas individualmente comprovadas.

Após a representação pela prisão preventiva, deferida pela Justiça, a Polícia Civil deflagrou a Operação Silenciar, dando cumprimento aos mandados expedidos. Foi preso Ênio Martimiano da Cunha Júnior, advogado, apontado como coautor do crime e colaborador ativo da facção criminosa, responsável por prestar suporte jurídico à organização há anos.

Equipes da DHPP estão cumprindo ainda nesta manhã outros dois mandados no presídio estadual: Geison dos Santos Nascimento, o “Todynho” ou “Americano”, motorista do veículo utilizado no crime e responsável pelo uso da faca na execução; e João Paulo Corbelino Costa, ambos já custodiados por outros delitos. O quarto identificado, Gleison Corrêa dos Santos, o “Disciplina da Facção” na época, ainda está foragido.

A investigação apurou que a vítima foi morta porque os integrantes da facção acreditavam que ela havia entregado informações às forças de segurança. O crime foi praticado com extrema crueldade, premeditação e emprego de tortura física antes da execução.

A DHPP ressalta que a conduta de um membro da Ordem dos Advogados do Brasil no crime é situação excepcional e não representa, em nada, a instituição nem seus membros. A Ordem e a advocacia seguem sendo pilares essenciais à justiça e à sociedade, e episódios isolados como este não abalam a confiança no trabalho sério e ético desenvolvido por milhares de profissionais.

A Polícia Civil reitera seu compromisso com a elucidação de crimes graves e com a responsabilização de todos os envolvidos, destacando que a Operação Silenciar representa um passo decisivo no enfrentamento ao crime organizado e na busca por justiça para a vítima e seus familiares, ainda que, por vezes, a justiça possa demorar.

Fonte: Olhar Direto

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Polícia

Sargento da PM é encontrado morto após mais de 20 horas de buscas

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O segundo-sargento da Polícia Militar Arnaldo Pereira dos Santos, de 48 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (14), após mais de 20 horas de buscas em uma região de mata conhecida como Cabeceira do Formoso, em Tangará da Serra (242 km de Cuiabá). Outros dois homens que também estavam desaparecidos foram localizados com vida e encaminhados para atendimento médico.

As buscas começaram na terça-feira (13), após informações sobre o desaparecimento dos três homens. Equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar atuaram na região de difícil acesso, com apoio do Corpo de Bombeiros e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

A primeira vítima foi localizada no final da tarde de terça-feira, enquanto a segunda foi encontrada por volta das 23h. Ambas receberam atendimento no local e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. As idades dos dois homens não foram divulgadas.

O terceiro homem foi encontrado sem vida na manhã desta quarta-feira. A causa da morte será investigada após a realização de perícia.

Luto

Natural de Cuiabá, Arnaldo ingressou na Polícia Militar em novembro de 2004. Ele estava lotado na 12ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Barra do Bugres, unidade subordinada ao 7º Comando Regional.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, lamentou a morte do sargento e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda.

“Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos os policiais militares que tiveram a honra de conviver com o sargento Arnaldo. Que Deus nos conceda força para superar esta irreparável perda”, declarou.

As informações sobre o velório e o sepultamento serão divulgadas posteriormente pelos familiares.

Fonte: Olhar direto

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Polícia

Mãe esquece panela com mamadeira no fogo e provoca incêndio em apartamento

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Princípio de incêndio foi registrado na noite desta terça-feira (13), em um apartamento em Cuiabá. O fogo começou após uma mulher esquecer uma panela no fogo, quando foi esquentar uma mamadeira. Apesar do susto, ninguém se feriu.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, uma equipe foi acionada na noite de ontem (13) para atender uma ocorrência de apartamento em chamas em um edifício localizado no bairro Jardim Aclimação, na capital.

Ao chegarem ao local, os militares constataram que o fogo já havia sido controlado pelos moradores. Apesar disso, foi feito o rescaldo, para evitar novos focos, além da avaliação dos riscos no apartamento, que depois foi liberado para os moradores para entrada no imóvel.

Conforme apurado, a proprietária do apartamento esqueceu uma panela no fogo, ao ferver uma mamadeira. Não houve feridos.

Fonte: Olhar Direto

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