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Polícia

DJ é condenado a 18 anos após tentar arrancar útero da ex

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O DJ Kássio Fernando dos Santos Ragazzi, de 36 anos, foi condenado a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, de 22 anos, em Belo Horizonte. O julgamento terminou nesta terça-feira (15), no Tribunal do Júri da capital mineira.

O Conselho de Sentença acolheu a acusação apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais e reconheceu a prática de tentativa de homicídio qualificado por feminicídio. A decisão foi proferida pelo juiz Marco Antônio Silva. Quatro testemunhas foram ouvidas durante a sessão.

O caso ganhou repercussão nacional pela violência do ataque. Segundo a denúncia, Kássio invadiu a residência da ex-companheira durante a madrugada e a agrediu depois que ela se recusou a manter relações sexuais com ele. A jovem sofreu ferimentos graves, inclusive na região genital, e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução do canal vaginal.

Crime aconteceu após fim do relacionamento

De acordo com o Ministério Público, o ataque ocorreu na madrugada de 30 de julho de 2024, no bairro Jardim Felicidade, na região Norte de Belo Horizonte.

A acusação sustentou que Kássio estava inconformado com o fim do relacionamento e entrou na casa da jovem enquanto ela estava no imóvel. Depois que ela recusou manter relações sexuais, as agressões começaram.

Conforme o relato apresentado no processo, o DJ derrubou a ex-namorada, bateu repetidamente a cabeça dela contra a parede, deu socos, puxou seus cabelos e mordeu sua cabeça. Ele também teria tampado a boca da vítima para impedir que ela gritasse.

A denúncia afirma ainda que o agressor introduziu a mão na vagina da jovem, provocando lacerações, intenso sangramento e graves ferimentos internos. A vítima relatou à polícia que ele dizia que pretendia “arrancar o útero” dela.

Segundo as informações apresentadas no julgamento, em determinado momento Kássio teria dito à jovem que, se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém. A frase foi usada pela acusação como um dos elementos para sustentar que o crime ocorreu em um contexto de violência de gênero e sentimento de posse sobre a vítima.

Vítima precisou passar por cirurgia

Mesmo gravemente ferida, a jovem conseguiu pedir ajuda depois que o agressor deixou o imóvel.

Ela contou que ligou para a mãe e para a polícia e seguiu de carro de aplicativo para receber atendimento médico. Posteriormente, foi internada no Hospital Risoleta Tolentino Neves.

As lesões foram tão graves que ela precisou ser submetida a uma cirurgia de reconstrução do canal vaginal. Durante o julgamento, a vítima relatou ainda que passou cerca de um mês com dificuldades para caminhar em consequência das agressões.

O caso foi inicialmente investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte. À época, a Polícia Civil afirmou que a gravidade das lesões levou ao indiciamento por tentativa de feminicídio.

Kássio admitiu agressões, mas negou estupro

Durante o interrogatório no Tribunal do Júri, Kássio apresentou uma versão diferente daquela sustentada pela acusação.

O réu admitiu ter agredido a ex-namorada, mas afirmou que teria ocorrido uma agressão mútua. Também declarou que havia ido ao imóvel apenas para conversar e que, quando saiu, a jovem estaria consciente e caminhando normalmente.

Ele negou ter cometido estupro e disse estar arrependido de ter iniciado a discussão e de ter ido até a casa da ex naquele dia.

Os jurados, contudo, acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a tentativa de feminicídio.

Réu foi preso no mesmo dia

Kássio foi preso em flagrante ainda no dia do crime. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva, e ele permaneceu detido durante a tramitação do processo.

Em agosto de 2024, a Justiça aceitou a denúncia apresentada contra ele. Depois, o processo avançou até a decisão que determinou que o caso fosse submetido ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

A Justiça manteve a prisão preventiva ao longo do processo. Em decisões anteriores ao julgamento, foram citados elementos relacionados ao comportamento considerado possessivo e ameaçador do réu.

Pena deverá ser cumprida em regime fechado

Ao final do julgamento, a pena definitiva ficou estabelecida em 18 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

A redução aplicada na dosimetria decorre do fato de o feminicídio não ter sido consumado, já que a vítima sobreviveu ao ataque. A legislação prevê diminuição de pena nos casos de tentativa.

Há divergências entre reportagens sobre o valor da pena calculada antes dessa redução, mas as fontes consultadas convergem quanto à condenação final de 18 anos.

Caso foi tratado como tentativa de feminicídio

A acusação considerou que as circunstâncias iam além de uma agressão física ou de uma disputa entre o casal.

Segundo o Ministério Público, o ataque teria sido motivado pela inconformidade de Kássio com o fim do relacionamento e ocorrido em contexto de violência doméstica e de gênero. Os jurados aceitaram essa interpretação ao condená-lo por tentativa de homicídio qualificado pelo feminicídio.

A condenação se refere à tentativa de feminicídio analisada pelo Tribunal do Júri. As acusações de violência sexual e os detalhes sobre a mutilação constam da denúncia e dos relatos apresentados no processo; durante o julgamento, Kássio negou ter cometido estupro.

Como denunciar violência contra a mulher

Mulheres em situação de violência podem procurar ajuda pelo Ligue 180, serviço gratuito do governo federal que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. O canal oferece orientação, recebe denúncias e informa sobre os serviços da rede de proteção disponíveis em cada região.

Em casos de emergência, quando a agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato à integridade física, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Fonte: Noticias ao Minuto

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Polícia

Procurador teria recebido foto e ameaçado médica antes de execução: “não passa de hoje”

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Uma fotografia da médica Elyne de Assis Nogueira, 39 anos, em uma mesa na calçada do Renato Gastro Bar, em Brasileia, teria sido enviada ao procurador municipal Francisco Valadares Neto antes do assassinato da vítima, ocorrido na noite de segunda-feira (2). A informação aponta que a imagem teria sido encaminhada ao suspeito de ser o mandante do crime, que posteriormente teria enviado a fotografia à própria médica acompanhada de uma mensagem ameaçadora.

Conforme informações preliminares, a mensagem dizia: “Já tá com outro, vou te marcar, não passa de hoje”. Elyne foi executada a tiros enquanto estava sentada em uma mesa na calçada do estabelecimento. A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio com emprego de pistolagem e informou que o atirador já foi identificado.

A médica possuía medida protetiva contra Valadares e chegou a acionar o botão do pânico minutos antes de ser assassinada. O procurador foi encontrado desacordado em casa na manhã desta terça-feira (3) e encaminhado ao Hospital Regional do Alto Acre. Ele está entubado e apresenta sinais vitais estáveis. A suspeita é de overdose, associada ao uso de cocaína e à ingestão de medicamentos. Ele deverá ser transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco.

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Fonte: AC24horas

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Polícia

Procurador suspeito de mandar matar médica é encontrado desacordado e acaba intubado

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O ex-procurador municipal e advogado Francisco Valadares Neto, apontado como possível mandante do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, foi encontrado desacordado em casa e precisou ser internado em estado grave. Ele foi transferido sob escolta policial para o Pronto-Socorro de Rio Branco, na tarde desta terça-feira (3).

O caso aconteceu em Brasiléia, no interior do Acre. Francisco havia sido levado inicialmente ao Hospital Regional do Alto Acre, após ser encontrado desacordado na manhã desta terça-feira.

De acordo com informações divulgadas pelo delegado Alcino Ferreira Júnior, existe a suspeita de que ele tenha ingerido uma grande quantidade de medicamentos e tentado tirar a própria vida.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que o advogado estava intubado e apresentava quadro clínico instável. Após receber atendimento inicial, ele foi transferido para a capital, onde permanece sob cuidados médicos e acompanhamento policial.

Francisco é investigado pela possível participação no assassinato da médica, ocorrido na noite de segunda-feira (2). Elyne foi atingida por disparos enquanto estava acompanhada de amigos em um bar da cidade.

A médica tinha medida protetiva contra o ex-companheiro e havia registrado dois boletins de ocorrência por situações envolvendo ameaças e descumprimento da ordem judicial.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil, que apura a hipótese de feminicídio e busca esclarecer quem participou do planejamento e da execução do crime.

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Motociclista tenta se proteger da chuva e acaba gravemente ferido por telhado – VEJA O VÍDEO

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Um motociclista ficou gravemente ferido na noite desta terça-feira (3), após ser atingido por uma estrutura de zinco durante a forte chuva acompanhada de ventos que atingiu Porto Velho (RO). O acidente aconteceu na Avenida Amazonas.

De acordo com as primeiras informações pela equipe do Notícias Urgentes, o motociclista havia parado embaixo de uma cobertura de zinco para se proteger da chuva quando uma forte rajada de vento provocou a queda da estrutura sobre ele.

Com o impacto, a vítima sofreu ferimentos graves, principalmente em uma das mãos, e precisou de atendimento médico de urgência.

Veja o vídeo abaixo;

O motociclista foi socorrido e encaminhado às pressas para uma unidade hospitalar da capital.

Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

Fonte: Notícias Urgentes

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