Polícia
Preso por decapitar mãe diz que “voz” ordenou crime e revela detalhes
O crime que chocou a população da capital mineira, principalmente familiares e amigos da vítima Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, decapitada pelo próprio filho, aos poucos ganha novas revelações. Em depoimento às autoridades policiais, o suspeito alegou que ouviu uma “voz” ordenando que ele matasse a própria mãe e que, após cometer o crime, resolveu tomar banho e dormir.
A descrição do crime é chocante e brutal, motivos que reforçaram a decisão da Justiça de converter a prisão em flagrante de Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, de 27 anos, em preventiva. De acordo com o documento de sentença, “houve brutalidade no ataque que incluiu estrangulamento e decapitação, motivado por um suposto sentimento de vingança e vozes alucinatórias”.
O réu deu detalhes sobre o crime e sobre o seu histórico pessoal durante o interrogatório policial e em conversas preliminares com as autoridades.
Ele contou que a mãe estava dormindo quando foi ao quarto e a estrangulou. Em seguida, se dirigiu à cozinha e pegou uma faca, com a qual desferiu vários golpes na própria mãe, e depois decapitou o corpo. Tudo teria ocorrido por volta das 4h da madrugada de segunda-feira (22/6) e que teve uma duração de cinco minutos.
Uma vizinha relatou ao sargento Gleidson Wellys, que atendeu a ocorrência, ter ouvido Jussara Maria implorando ao filho para que ele não cometesse o crime. “Não faça isso, meu filho. Eu te amo”, teria dito Jussara antes de morrer.
Suspeito foi dormir após o crime
Após o crime, o filho cogitou acionar a polícia, mas depois desistiu e então foi tomar banho e dormir. Ele contou que permaneceu deitado até a chegada dos militares, que precisaram arrombar a porta para entrar, pois ele não abriu a porta.
O suspeito também afirmou aos policiais ter matado a mãe e não resistiu à voz de prisão. Ele indicou aos policiais o quarto onde se encontrava o corpo e disse que a faca estava no mesmo local.
Por fim, afirmou que agiu por vontade própria, sem auxílio de ninguém, e disse estar arrependido, ressaltando que o arrependimento decorre mais do ato de ter matado a mãe do que da possibilidade de ser preso.
O próprio réu disse que tem diagnóstico de esquizofrenia realizado em Portugal. Relatou que já teve surtos psicóticos, mas que não tomava os remédios como recomendado e afirmou, também, que não fazia tratamentos psiquiátricos. Ele também relatou que usava drogas quando morava fora do Brasil, mas disse que não havia consumido entorpecentes nas semanas anteriores ao crime.
Relacionamento conturbado
O réu afirmou que mantinha um relacionamento “difícil” com a mãe e que ele decidiu matá-la por um sentimento de vingança atribuído a uma suposta negligência materna, mas reconheceu que ela arcava com todas as despesas da casa e nunca deixou faltar nada para ele.
Vizinhos relataram aos policiais que havia brigas entre filho e mãe por causa do apartamento. Ele não queria que ela morasse lá e já tinha deixado a mãe para fora do apartamento.
Detalhes da investigação
A perícia técnica, ao realizar os trabalhos de praxe no local do crime, constatou as seguintes evidências e lesões no corpo da vítima: diversas feridas compatíveis com o uso de faca na face, tórax, abdômen e membros.
Além dessas constatações sobre a vítima, a perícia observou que o réu apresentava escoriações nos membros superiores, o que levou ao seu encaminhamento para atendimento médico antes de ser liberado para os procedimentos policiais.
Audiência de custódia
Durante audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (24/6), o juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Secretaria de Audiências de Custódia de Belo Horizonte, ordenou a expedição de ofício urgente à unidade prisional para que forneça ao autuado atendimento médico e medicamentoso, com suporte psiquiátrico, devido ao relato de esquizofrenia e à necessidade de uso de medicação contínua.
O juiz também determinou que o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ) que faça o acompanhamento do caso. Outra decisão foi deixar o custodiado em ala separada, pois ele se identificou como homossexual.
Além disso, pediu o encaminhado do suspeito ao Centro de Apoio Médico e Pericial (Camp) de Ribeirão das Neves até que seja realizada uma nova análise sobre a sua saúde mental.
Na decisão, o juiz determinou que o mandado de prisão preventiva fosse registrado com um prazo prescricional de 20 anos.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Suspeito de comandar ponto de tráfico é preso na Vila Princesa
Uma operação realizada por forças de segurança resultou na prisão de um homem de 45 anos, na tarde desta sexta-feira (7), na região da Vila Princesa, às margens da BR-364, em Porto Velho.
O suspeito, identificado como Elcimar P. S., foi localizado após um levantamento realizado pelo setor de inteligência, que apontou movimentação relacionada ao comércio de drogas em um imóvel da região.
A ação contou com a participação de policiais da Força Tática do 5º Batalhão e agentes da Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado (FTICCO). Durante as buscas no endereço, foram encontrados um revólver, um tablete de maconha e várias porções da droga prontas para venda, além de uma balança de precisão e materiais utilizados para embalar os entorpecentes.
Segundo as informações levantadas pela polícia, o homem teria ligação com o Comando Vermelho (CV) e seria responsável por coordenar a venda de drogas naquele ponto da Vila Princesa.
Após a apreensão dos materiais, Elcimar foi detido e conduzido ao Departamento de Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. Os objetos encontrados também foram apresentados às autoridades.
A investigação deverá prosseguir para verificar a origem dos entorpecentes e apurar se outras pessoas estariam envolvidas no esquema de tráfico na região.

Polícia
Inquilinos são acusados de matar e enterrar empresário de 75 anos
Dois homens, de 20 e 30 anos, foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e passaram à condição de réus pela morte do empresário Valdir Bazanela, de 75 anos, em Pinhalzinho, no Oeste catarinense. Os acusados eram inquilinos de um imóvel pertencente à vítima.
A Justiça recebeu a denúncia nesta sexta-feira (7/8). Os dois respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência.
Segundo o MPSC, o crime ocorreu em 20 de julho, após desentendimentos entre a vítima e os acusados relacionados ao contrato de locação e ao atraso no pagamento de aluguéis.
A investigação aponta que Valdir foi estrangulado dentro do imóvel. Depois do assassinato, os suspeitos teriam levado o corpo para uma área nos fundos da residência, onde o enterraram em uma cova. A vítima foi encontrada cinco dias depois, durante as buscas realizadas pela polícia.
O corpo estava com mãos e pés amarrados.
Qualificadoras do homicídio
A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta três qualificadoras para o assassinato: motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além das acusações relacionadas à morte e à ocultação do corpo, os dois homens também respondem por desobediência. Conforme a denúncia, um dos acusados tentou fugir durante a abordagem policial, enquanto o outro teria resistido ao cumprimento de determinações dos agentes.
O Ministério Público também solicitou que os réus sejam condenados ao pagamento de pelo menos R$ 200 mil para reparação dos danos provocados à família de Valdir, incluindo indenização por danos morais.
Fonte: G1 Santa Catarina
Polícia
Pai é condenado a 34 anos de prisão por matar filho de 6 anos
Fernando Nelson Neves Nascimento, de 37 anos, foi condenado a 34 anos e seis meses de prisão pela morte do próprio filho, Bernardo Souza Nascimento, de 6 anos, em Vila Velha, no Espírito Santo. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (7/8) e também considera a divulgação de vídeos íntimos da mãe da criança.
Segundo o Ministério Público, o assassinato foi planejado. Fernando teria esperado o filho dormir para asfixiá-lo. Depois do crime, deixou o local e telefonou para familiares, confessando ter matado o menino.
A investigação apontou que o homem teria cometido o assassinato como forma de atingir a ex-companheira. Os pais de Bernardo haviam terminado o relacionamento em dezembro de 2024. Após a separação, Fernando passou a morar com a mãe e o padrasto, enquanto a criança vivia com a mãe.
No dia do crime, Bernardo foi passar o dia com o pai. Inicialmente, familiares suspeitaram que o menino pudesse ter sido envenenado, mas exames confirmaram que a causa da morte foi asfixia enquanto ele dormia.
Um dos irmãos mais velhos de Bernardo contou à polícia que recebeu uma ligação do pai da criança. Durante a conversa, Fernando teria feito ameaças aos filhos e admitido que havia matado o menino.
Ameaças à ex-companheira
A investigação também revelou que a mãe de Bernardo, de 42 anos, tinha uma medida protetiva contra Fernando. Após o fim do relacionamento, o homem publicou ameaças contra ela nas redes sociais.
Em uma das publicações, afirmou que havia tentado reatar o relacionamento e que a ex-companheira teria ignorado seus pedidos. Na mensagem, ele também fez ameaças relacionadas ao futuro da mulher.
Em outra publicação, Fernando divulgou um vídeo íntimo da ex-companheira acompanhado de novas ofensas.
Além da condenação pelo assassinato do filho, ele também foi responsabilizado pela divulgação do conteúdo íntimo.
Fonte: G1 Espiríto Santo
