Polícia
Polícia Civil prende cinco investigados por homicídio durante Operação
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 9ª Delegacia de Polícia de Extrema, deflagrou na manhã da última sexta-feira (29) a Operação Erro Fatal, com o objetivo de cumprir medidas cautelares de prisões preventivas e mandados de busca e apreensão domiciliar.
A ação, que também contou com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Guajará-Mirim, da Delegacia de Polícia de Nova Mamoré e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), é resultado de investigação instaurada para apurar o homicídio qualificado de P. H. R. da S., ocorrido em janeiro deste ano, em um estabelecimento comercial localizado no distrito de Extrema.
Durante as investigações, foi apurado que o crime teria sido praticado por integrantes de organização criminosa, em contexto de ação previamente planejada. Os trabalhos investigativos permitiram identificar os suspeitos e apontaram indícios de participação coordenada na execução do delito, incluindo suporte logístico, ocultação de veículo utilizado na ação criminosa, planejamento de fuga e possíveis atos de intimidação contra testemunhas e familiares da vítima.
O nome da operação faz referência às circunstâncias apuradas durante a investigação, segundo as quais a vítima teria sido confundida com o alvo inicialmente pretendido pelos executores do crime, resultando em um desfecho fatal para pessoa diversa daquela originalmente visada.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar e efetuadas cinco prisões. Os investigados foram conduzidos às unidades policiais para os procedimentos de praxe e posteriormente encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Rondônia reafirma seu compromisso com a elucidação de crimes graves, a responsabilização de seus autores e a promoção da segurança pública em todo o Estado.
Fonte: Polícia Civil
Polícia
Bebê de 10 meses morta apresentava sinais de violência sexual
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará informou que a unidade de saúde onde a bebê Helena, morta aos 10 meses, foi socorrida constatou que a criança apresentava sinais compatíveis com violência sexual
O caso foi registrado em Fortaleza, na última segunda-feira (13/7). Duas pessoas foram presas. O “padrasto” da criança, que na verdade era um “ficante” da mãe da vítima, e um primo dele.
Existe a suspeita de que a criança também tenha sido asfixiada. Hipótese que ainda está em investigação.
A coluna Na Mira tenta localizar defesa dos envolvidos. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Relação, festa e engasgo
A coluna Na Mira apurou que a mãe disse, em depoimento à polícia, que ela tinha relação recente com o suspeito preso e que os dois se conheceram há poucos dias
Durante o interrogatório, a mãe relatou que foi a uma festa no apartamento do investigado — que acabou preso junto com um primo — e, em determinado momento, percebeu que algo estava errado com a filha, acreditando que a bebê estivesse engasgada.
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) informou que os depoimentos da mãe e do tio serão fundamentais para reconstruir a dinâmica dos fatos e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos.
A criança foi sepultada na terça-feira (14/7). A mãe passou mal durante o velório e teve episódio de desmaio.
De acordo com a Dececa, o homem apontado pela mãe como ficante e o primo dele foram conduzidos à unidade policial com sinais de embriaguez.
A bebê foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi confirmada, e a Polícia Civil aguarda o resultado dos laudos periciais.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Motorista perde o controle e invade casa enquanto moradora dormia
Um motorista perdeu o controle da direção e invadiu uma residência no Centro da cidade, causando danos à estrutura do imóvel.
Segundo o filho da proprietária, a mulher estava dormindo em um dos quartos quando foi surpreendida pelo forte impacto da colisão. Ela acordou assustada e ligou para o filho para informar o que havia acontecido.
Apesar do susto e dos prejuízos causados pelo veículo, a moradora não sofreu ferimentos.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Polícia
Advogados são alvo de operação por fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/7), operação contra suposto esquema bilionário de sonegação de impostos. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão advogados, incluindo o escritório de Nelson Wilians, investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.
A advogada Mayara Fahur de Paula, cujo escritório é localizado em Londrina, no Paraná, é também apontada como integrante do núcleo principal do esquema, que seria liderado pelo “Grupo Econômico Nelson Wilians”, segundo as investigações.
Batizada de Distrato, a operação cumpre 38 mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.
Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas a possibilidade de pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da compra de supostos créditos tributários vendidos com desconto. Os intermediários afirmavam que esses créditos eram legais e haviam sido autorizados pela Secretaria da Fazenda, apresentando a operação como forma legítima de planejamento tributário.
Essa autorização da secretaria, no entanto, não existia. Após aderir ao esquema, a empresa deixava de pagar parte do ICMS devido ao Estado e repassava aos intermediários comissão que podia chegar a 70% do valor do imposto economizado. Assim, segundo a investigação, parte do dinheiro que deveria entrar nos cofres públicos acabava destinada aos integrantes do grupo. Foram identificadas infrações em 752 empresas, e o montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões.
Ainda conforme a apuração, os créditos tributários negociados estavam ligados a empresas sem condições de operar, empresas falidas ou operações comerciais consideradas fictícias. Para fazer a aparência de legalidade, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices de seguro e até documentos falsos atribuídos à própria administração tributária.
Quem é Nelson Wilians
- Alvo da operação desta quarta-feira, Nelson Wilians é formado em direito e fundou, em 1999, um escritório de advocacia tributária.
- O escritório dele foi alvo, em setembro de 2025, de operação da Polícia Federal durante investigação sobre descontos indevidos contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
- De acordo com as investigações da PF, Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre 2019 e 2024.
- Um relatório do Coaf já havia revelado pagamentos no valor de R$ 15,5 milhões feitos por Nelson Wilians a Maurício Camisotti, investigado como possível “beneficiário final” da farra dos descontos sobre aposentadoria.
- Além das transações milionárias apontadas pelo Coaf, outro negócio envolvendo mansões em uma das regiões com o metro quadrado mais caro de São Paulo une Camisotti e Wilians. Em novembro de 2020, o empresário adquiriu, por R$ 22 milhões, uma mansão no Jardim Europa, bairro nobre paulistano, que depois se tornaria jardim da mansão de Nelson Wilians.
- Na ocasião, a defesa do advogado afirmou que a relação com Camisotti — seu cliente na área jurídica — é “estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal”. “Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, diz a nota.
O Cira é formado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE/SP). A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar. O objetivo é reunir novos elementos probatórios, identificar beneficiários econômicos e responsabilizar os envolvidos nas esferas administrativa, cível e penal.
O Metrópoles procurou a defesa de Nelson Willians e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: Metrópoles
