Polícia
Abuso sexual infantojuvenil é alvo de operação da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (3/2), a Operação Trace, com o objetivo de combater crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Cerejeiras/RO, expedido pela Vara Criminal da Comarca do município.
A investigação teve início a partir do monitoramento de redes de compartilhamento de arquivos digitais, no qual foram identificados registros suspeitos de tráfico de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes. A partir de análises técnicas especializadas, foi possível rastrear a origem do conteúdo, levando à identificação de um possível envolvido residente em Cerejeiras/RO.
O cumprimento do mandado teve como finalidade a localização e a apreensão de dispositivos eletrônicos, de mídias digitais, de documentos e de outros objetos de interesse investigativo. Todo o material eventualmente apreendido será submetido à perícia técnica, a fim de subsidiar a continuidade das investigações.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e orienta pais e responsáveis a acompanharem e monitorarem o uso de dispositivos eletrônicos, de redes sociais, de jogos e de aplicativos por menores de idade, mantendo diálogo constante e um ambiente de confiança que favoreça a prevenção de abusos e a segurança do público infantojuvenil.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades on-line dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.
É igualmente importante ensinar às crianças e aos adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, a fim de reforçar que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e de adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.
Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia
Polícia
Suspeito morre após confronto com a polícia durante operação
Uma operação integrada entre a Polícia Militar e a Polícia Civil foi realizada na última quinta-feira (19), no município de Espigão do Oeste, com o objetivo de cumprir diversos mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, equipes policiais se deslocaram a vários endereços alvos da investigação. Em uma das ocorrências, ao cumprir ordem judicial, os policiais encontraram resistência por parte de um suspeito, que teria apontado uma arma de fogo contra a equipe.
Diante da ameaça, houve confronto. O suspeito foi atingido, socorrido e encaminhado ao hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos.
No local, foram apreendidas munições de calibre .38, além de um aparelho celular danificado. A arma utilizada pelo suspeito foi recolhida pela perícia técnica, que realizou os procedimentos no local.
Durante a operação, uma mulher também foi encontrada na residência e precisou de atendimento médico.
Segundo as forças de segurança, a ação faz parte de um conjunto de medidas para combater a criminalidade na região. A Polícia Civil seguirá com as investigações para apurar possíveis ligações do suspeito com outros crimes.
A operação reforça a atuação integrada das forças policiais no enfrentamento à criminalidade em Rondônia.
Fonte: Polícia Militar
Polícia
Integrantes de facção são condenados por ataques a ônibus escolares em RO
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de 11 integrantes de uma organização criminosa envolvidos na onda de ataques violentos contra ônibus escolares nos Distritos de União Bandeirantes e Jaci-Paraná, ocorrida em janeiro de 2025.
A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Porto Velho neste mês de março de 2026, reconheceu a prática dos crimes de organização criminosa armada, incêndio e explosão majorados, todos qualificados pela gravidade das condutas e pelo prejuízo causado à coletividade.
A ação penal é desdobramento de investigações que desarticularam um núcleo operacional responsável por orquestrar ataques em janeiro de 2025, nas localidades de União Bandeirantes e Jaci-Paraná, em meio a uma onda de outros atentados praticados em Porto Velho e outras cidades de interior do Estado. Na ocasião, o grupo criminoso, agindo sob diretrizes de uma facção com atuação nacional, promoveu a destruição de 10 ônibus escolares mediante o uso de fogo e artefatos explosivos.
A motivação dos crimes estava ligada à retaliação contra uma série de ações de segurança pública contra a facção criminosa em Porto Velho, a uma tentativa de desestabilizar a ordem pública e intimidar as autoridades estaduais, prejudicando diretamente o transporte de estudantes e o acesso à educação na região.
Na sentença, cinco réus foram condenados pela prática dos crimes de integração de organização criminosa armada, explosão e incêndio majorados, tendo sido aplicadas as penas de 22 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado para quatro deles e 20 anos e 20 dias de reclusão em regime fechado para o quinto réu.
Além disso, também foram condenados outros seis réus pelo crime de integração de organização criminosa armada, tendo sido aplicada pena de 6 anos de reclusão em regime fechado para um deles e 4 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto para os demais.
A Operação Rescaldo foi deflagrada em abril de 2025, para cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, fruto de atuação conjunta entre o Gaeco, a Polícia Civil, por meio da 10ª Delegacia de Nova Mutum, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco), a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Fticco), contando ainda com o apoio da Polícia Técnico-Científica (Politec), que prestou relevante trabalho na realização das perícias nos veículos danificados ou destruídos e na extração dos dispositivos eletrônicos arrecadados durante a investigação e cujas informações neles gravadas contribuiu para a identificação dos infratores envolvidos naquela onda de ataques.
Com esse resultado, o Ministério Público de Rondônia reafirma sua atuação rigorosa no enfrentamento às organizações criminosas e na proteção do patrimônio público. A instituição segue empenhada em garantir que atos de terrorismo e vandalismo contra serviços essenciais não fiquem impunes, assegurando a responsabilização integral de quem atenta contra a segurança e os direitos da população rondoniense.
Fonte: MPRO
Polícia
Ex-policial militar de Rondônia condenado por estupro é preso após fuga
Um ex-policial militar de Rondônia, de 51 anos, foi preso nesta quinta-feira (19/03), no município de Santa Inês (MA), após condenação pelo crime de estupro.
Segundo informações apuradas pela equipe do Notícias Urgentes, o crime aconteceu em fevereiro de 2021, em Ariquemes (RO), quando o acusado invadiu um estabelecimento comercial e abusou da vítima. Ele foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e provas periciais, sendo preso na época e posteriormente condenado pela Justiça.
No entanto, durante o cumprimento da pena, o homem conseguiu fugir e passou a ser considerado foragido, sendo localizado apenas agora em outro estado.
Após a captura, ele foi novamente colocado à disposição do Poder Judiciário para dar continuidade ao cumprimento da pena.
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