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Fiscais do Enem 2025 se revoltam após mudança no prazo para pagamento: ‘Desrespeito’
O Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos) mudou a data de pagamento dos trabalhadores que atuaram no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2025. Em 2024, os fiscais receberam o pagamento em cerca de 15 dias úteis, agora, o novo prazo para o repasse é de até 30 dias úteis após a aplicação do segundo dia de prova, realizada em 16 de novembro.
Vale ressaltar que, nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, o exame ocorreu excepcionalmente nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).
Falta de aviso prévio e condições de trabalho
De acordo com uma fonte ouvida pela IstoÉ, os coordenadores de local de prova não foram avisados com antecedência sobre essa alteração no cronograma. Por conta disso, foi repassado para as equipes o mesmo período de pagamento praticado em 2024, entre 28 de novembro e 13 de dezembro. Além disso, fiscais relatam que os termos de adesão assinados nos dias da aplicação mencionavam que o prazo para pagamento era de 15 dias úteis. Já o prazo de 30 dias úteis consta em um contrato de prestação de serviço que só é gerado dias após a inclusão do colaborador no sistema, só é possível acessar pelo computador e cuja a assinatura não seria obrigatória para o recebimento dos valores.
Para integrar as equipes de aplicação, os colaboradores permanecem, em média, 10 horas nos locais de prova, sem acesso a celulares por dois domingos seguidos. Além da longa jornada, a fonte destaca a disparidade na ajuda de custo para alimentação: os coordenadores recebem apenas R$ 10 por colaborador para a compra do lanche da equipe. Em comparação, no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o valor é de R$ 35, mesmo com um tempo de permanência menor nos locais de prova.
Valores das diárias por função no Enem:
- Chefe de sala: R$ 120 por dia;
- Aplicador, fiscais volantes e de banheiro: R$ 90 por dia;
- Auxiliar de limpeza e porteiro: R$ 80 por dia.
O que dizem os órgãos responsáveis
Procurado pela IstoÉ, o Cebraspe informou que os prazos foram adequados ao cronograma de pagamento interno do centro. A instituição ressaltou ainda que as remunerações referentes ao Enem 2025 “serão realizadas conforme estabelecido no Contrato de Prestação de Serviços, que define o prazo limite de até 30 dias úteis após o segundo dia de aplicação do exame”.
A empresa destacou também que “a leitura e a assinatura do contrato são prévias à atuação no Exame”.
Questionado sobre a possibilidade de reajuste nos valores das remunerações e do auxílio-alimentação, o Cebraspe afirmou que, até o momento, não existem estudos previstos sobre esses temas para 2026.
Já o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) declarou que o Cebraspe foi a empresa contratada para a aplicação do exame, sendo, portanto, a única responsável pela articulação e pelo pagamento de todos os colaboradores.
Repercussão nas redes
Inconformados com a prorrogação do pagamento e com as justificativas apresentadas, diversos colaboradores recorreram às redes sociais para desabafar sobre o ocorrido.
“Pagamento do Enem só vai cair em janeiro, talvez. Tenho um nojo tão grande do Cebraspe, espero que ano que vem ninguém queira trabalhar para eles”, disse Luan.
“Como pode você trabalhar como colaborador em uma prova do porte do Enem e a banca do Cebraspe não fazer o pagamento? Isso é uma falta de respeito com quem se dispôs a trabalhar por dois domingos, durante o dia inteiro!”, escreveu Hanzito.
“Para quem quer trabalhar no Enem eu dou um conselho: é uma grande humilhação, você trabalha o dia inteiro em pé e com fome para receber o pagamento 2 meses depois. O que será que O Cebraspe faz com esse dinheiro esse tempo todo?”, questionou Redfiel.
Fonte: Istoé
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Adolescentes jogam água em óleo em chamas e causam explosão
Um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais mostra uma tentativa perigosa de controlar um princípio de incêndio provocado por óleo de cozinha. Nas imagens, uma panela em chamas é retirada para a área externa de uma residência e, na tentativa de apagar o fogo, uma pessoa despeja água sobre o óleo quente, causando uma reação imediata com aumento das chamas.
A situação serve de alerta para um erro comum em ocorrências desse tipo. Especialistas reforçam que a água jamais deve ser jogada em incêndios envolvendo óleo de cozinha, pois o contato entre os líquidos pode provocar uma explosão e espalhar o fogo rapidamente, aumentando o risco de queimaduras e danos ao imóvel.
A orientação é desligar o fogo, quando possível com segurança, e cobrir a panela utilizando uma tampa metálica ou outro material adequado para abafar as chamas. Caso o incêndio não seja controlado ou ofereça risco, a recomendação é deixar o local e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.
O alerta busca evitar acidentes domésticos e reforçar os cuidados necessários durante situações envolvendo fogo em cozinhas.
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Após protesto, moradores liberam acesso aos portos no Baixo Rio Madeira
Após horas de bloqueio, moradores da comunidade de Cujubim, na região do Baixo Rio Madeira, decidiram liberar, na tarde desta segunda-feira (3), a estrada de acesso aos portos graneleiros. A manifestação foi organizada para cobrar do Governo de Rondônia medidas urgentes de recuperação da via, que, segundo os moradores, enfrenta problemas de conservação há mais de oito anos.
Os manifestantes afirmam que as condições da estrada prejudicam a circulação de veículos e provocam grande quantidade de poeira, afetando diretamente a qualidade de vida das famílias que vivem às margens do trecho. A situação, segundo a comunidade, se agravou com o aumento do tráfego de carretas que transportam cargas para os terminais portuários da região.
Entre as reivindicações apresentadas estão a recuperação imediata da estrada e a pavimentação asfáltica do trecho, considerada pelos moradores uma solução definitiva para os transtornos enfrentados diariamente.
A mobilização resultou na abertura de um canal de diálogo com o Governo do Estado. Uma comissão formada por representantes da comunidade foi criada para discutir alternativas e acompanhar as medidas voltadas à melhoria da estrada, considerada a principal ligação terrestre com diversas comunidades do Baixo Rio Madeira, em Porto Velho.
Durante o protesto, o bloqueio provocou uma extensa fila de caminhões e outros veículos, que ultrapassou 10 quilômetros de extensão, impactando o acesso e as operações nos portos graneleiros de Cujubim e Portochuelo.
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Prefeitura anuncia medidas para enfrentar super El Niño
Um trabalho intenso desenvolvido nos últimos dois anos pela Prefeitura de Porto Velho vem garantindo que a sociedade conte com uma Superintendência Municipal de Defesa Civil (SMDC) estruturada, integrada e preparada para atuar de forma incisiva no enfrentamento aos efeitos de crises climáticas e desastres naturais.
Apontado como o responsável por uma severa estiagem que deverá atingir a região Amazônica nos próximos meses, o super El Niño poderá provocar impactos significativos nas comunidades ribeirinhas de Porto Velho, como escassez de água potável, isolamento geográfico e perdas nas plantações.
Na manhã desta segunda-feira (3), o prefeito Léo Moraes concedeu uma entrevista coletiva à imprensa no auditório do Prédio do Relógio, onde apresentou as medidas que vêm sendo executadas diante da iminente chegada do super El Niño.
De acordo com o prefeito, os efeitos provocados pelo fenômeno já estão no radar da administração municipal, que vem se organizando por meio do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Estiagem, responsável por coordenar e integrar as ações de prevenção e resposta.
Léo Moraes destacou iniciativas como o levantamento da infraestrutura hídrica das comunidades com maior potencial de serem afetadas, além da abertura de poços onde houver necessidade, garantindo o abastecimento de água para a população.
“Através desse comitê estamos levantando informações que nos assegurem trabalhar com medidas de prevenção e mitigação que reduzam os riscos dentro dessas comunidades vulneráveis à estiagem trazida pelo super El Niño. Também estamos focados na região urbana com a presença da brigada municipal, que irá combater os incêndios em terrenos baldios, entre outras áreas da cidade”.
Além da Prefeitura de Porto Velho, integram o comitê a CAERD, Corpo de Bombeiros/Defesa Civil Estadual, SEMUSA, Vigilância Sanitária, SEMAGRIC, SESB/SEMUSB, FUNASA, SEMIAS e a Superintendência Municipal dos Distritos.
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Fonte: Secretário Municipal de Comunicação (Secom)
