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Zezé Di Camargo pede desculpas após polêmica com o SBT: veja
Zezé Di Camargo publicou um pronunciamento na tarde desta terça-feira (16/12) para se retratar das críticas feitas às filhas de Silvio Santos. Na madrugada da última segunda-feira (15/12), o cantor havia divulgado um vídeo em que criticava o SBT e decisões recentes tomadas pela emissora.
No vídeo, Zezé afirmou que as filhas do empresário, que hoje comandam o SBT, estariam “se prostituindo”. Diante da repercussão negativa, o sertanejo voltou às redes para pedir desculpas e explicar o uso da expressão.
“Sobre o vídeo que publiquei na madrugada de ontem, esclareço que utilizei a expressão “prostituindo” em sentido figurado, sem qualquer intenção ofensiva ou de cunho de gênero. Apesar disso, a expressão foi mal interpretada. Em nenhum momento houve a intenção de desrespeitar as mulheres da família Abravanel ou qualquer mulher. Ainda assim, minhas palavras causaram desconforto, e por isso peço desculpas sinceras.”
Entenda o caso
No vídeo que causou polêmica com o SBT, Zezé Di Camargo criticou as decisões da emissora e acusou as filhas do empresário de conduzirem o canal de forma diferente da adotada pelo pai.
Ele citou como exemplo a presença do presidente Lula (PT) e do ministro Alexandre de Moraes em um evento institucional promovido pelo canal. “Uma coisa que eu sempre disse na minha vida: filho que não honra pai e mãe, para mim, não existe”, afirmou o artista no vídeo, ao se referir às filhas do apresentador.
Após a repercussão do caso, a direção do SBT decidiu cancelar a exibição de um show especial de Natal gravado por Zezé Di Camargo. O próprio sertanejo já havia pedido que a atração não fosse ao ar.
A decisão ocorreu pois Daniela Beyruti, presidente do SBT, não teria aceitado as críticas do sertanejo. A emissora estaria ainda planejando levar o caso à Justiça.
Pronunciamento do SBT
Após as declarações de Zezé, a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, se pronunciou. A herdeira de Silvio Santos afirmou que a família foi “alvo de críticas” e destacou o desejo de combater “a falta de diálogo entre um povo que tem muitas virtudes e que amamos tanto”. Segundo ela, essa é justamente a proposta do SBT News, que esteve no centro do evento marcado pela presença de políticos.
“Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos”, pontuou Daniela.
Confira a nota, na íntegra:
“Nos últimos dias, minha família tem sido alvo de críticas, antes mesmo de apresentarmos a nossa proposta para o SBT News. Isso é exatamente o que queremos combater: a falta de diálogo entre um povo que tem muitas virtudes e que amamos tanto.
Nos últimos cinco anos, o SBT foi reconhecido pelas pesquisas realizadas pelo Instituto Reuters como o jornalismo de maior confiança e credibilidade. Nosso jornalismo segue uma carta com princípios do meu pai e fundador.
Foi justamente por conta dessas pesquisas e dessa carta com esses princípios que tomamos coragem para abrir um canal de notícias com a proposta de entregarmos mais do que somos e temos. Somos imparciais e isentos. Cabe a nós mostrarmos os fatos e, ao público, julgá-los.
O lançamento do projeto, na última sexta-feira, 12/12, refletiu essa pluralidade e o respeito a todas as instituições. Tivemos representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo. Ditas todas essas coisas, lamento a forma como temos sido mal interpretadas. Antes de as pessoas verem nosso trabalho, decidiram julgá-lo.
Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos.
Amamos nosso país, torcemos por ele, amamos nosso povo, trabalhamos para ele e convidamos a todos a embarcarem nesse projeto que deseja amenizar os ânimos.
A todos os que têm dúvidas ou receios, faço um convite: assistam ao SBT News. Vocês verão, na prática, o jornalismo de qualidade e independente, que é a nossa marca.
DANIELA ABRAVANEL BEYRUTI
Presidente do SBT.”
Fonte: Metrópoles
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Menina atacada por mais de 100 abelhas recebe alta após uma semana internada
Safira Emanuele Gomes dos Santos Rosa, de 12 anos, recebeu alta do hospital nesta segunda-feira (21), uma semana após ser atacada por um enxame de abelhas em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). A menina sofreu mais de 100 picadas e precisou ficar internada no CTI pediátrico.
A alta foi confirmada durante uma entrada ao vivo da RecordTV Minas. Safira deixou o hospital com a mochila nas costas e continuará a recuperação em casa.
No sábado (19), a menina apareceu pela primeira vez em vídeo e tranquilizou quem acompanhava sua recuperação. “Tô muito bem. Muito obrigada pelas mensagens positivas e pelo carinho”, afirmou.
Relembre o ataque
O ataque aconteceu na segunda-feira (14), quando uma colmeia caiu de uma árvore próximo a uma escola no bairro Jardim Montreal. O avô e a irmã mais nova de Safira também foram atingidos.
A menina foi socorrida pelo motoboy Vinícius Martins de Paulo, conhecido como Vinny. Ele entrou no meio do enxame para ajudá-la e usou um desodorante para afastar as abelhas. Durante o resgate, também levou cerca de 40 ferroadas.
Safira foi inicialmente levada para uma UPA e depois transferida para um hospital em Contagem. As picadas atingiram principalmente o rosto, a cabeça e o pescoço, além da boca e da língua.
Na sexta-feira (18), os exames apresentaram melhora e os médicos informaram que ela não corria mais risco de desenvolver arritmia cardíaca ou insuficiência renal. Depois disso, deixou o CTI e passou para uma sala de observação.
Fonte: D24am
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Alunos voltam às aulas presenciais em Gaza depois de três anos
Milhares de crianças em Gaza voltaram às aulas presenciais no sábado (20) pela primeira vez em quase três anos. Os estudantes acomodam-se em prédios escolares danificados ou improvisados e em tendas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que 98% das escolas em Gaza foram destruídas ou danificadas durante a guerra. Autoridades educacionais de Gaza indicam que cerca de 660 mil alunos foram privados do ensino presencial e da participação regular na educação.
A reabertura é um marco frágil para Gaza após um conflito que matou cerca de 22 mil alunos e mais de 770 profissionais da educação, incluindo 532 professores, segundo Ibrahim Ramadan, diretor de Educação de Khan Younis Oriental.
“A última vez que fui à escola foi há três anos. Agora, estamos começando o ano letivo; é um ano de alegria, felicidade e sucesso”, disse Moayed Abu Mustafa, em Khan Younis.
Mustafa disse que está determinado a aprender, mesmo que tenha que se sentar no chão de uma barraca sem ventilação, não tenha sapatos decentes, nem caderno e caneta, e tenha perdido amigos durante a guerra.
“Apesar de tudo isso, vamos aprender, vamos aprender mesmo que seja em uma barraca.”
Samar Abu Salmi, aluna deslocada de 15 anos que mora com a família em uma barraca, também está voltando às aulas.
“Estudávamos nos celulares e não víamos nossos professores. Agora, estamos de volta, perseguindo nosso sonho, de uma barraca para outra”, disse ela, falando no pátio de sua nova escola improvisada.
Ela também não tem grande parte do material escolar essencial, que se tornou inacessível para sua família.
“Antes da guerra, tudo estava ao nosso alcance – cadernos, canetas, produtos, roupas, passeios, coisas que podíamos comprar por um preço baixo”, disse Salmi.
Colchões e um quadro
Apesar da devastação no enclave, o Ministério da Educação, com o apoio de organizações internacionais e locais, deu continuidade ao ano letivo de 2026-2027, criando dezenas de escolas temporárias feitas de barracas, lonas, chapas de metal e madeira para acomodar os alunos.
Algumas foram construídas em solo arenoso; outras têm salas de aula com apenas alguns colchões e um quadro, nas quais os alunos se amontoam. Outras ainda abrigam dezenas de famílias deslocadas.
Em outra escola estava Yamen Abu Samra, de 14 anos. “Costumávamos acordar felizes para ir à escola. Agora, quando chegamos à escola, temos medo de balas perdidas, foguetes, ataques, tudo”, disse ele.
“Agora, estou sentado em uma barraca que não tem absolutamente nada, apenas o sol e o calor”, acrescentou.
Estima-se que pelo menos 540 mil alunos frequentem aulas presenciais este ano em escolas particulares improvisadas, centros de aprendizagem temporários e pontos educacionais, com o apoio do Unicef, segundo autoridades da área de educação.
O ensino a distância continuará para aqueles que não podem frequentar as aulas ou que deixaram Gaza durante a guerra.
As forças israelenses continuam controlando mais de 60% de Gaza, apesar do cessar-fogo do ano passado, que interrompeu os principais combates, mas não conseguiu pôr fim ao conflito.
As autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas no ataque de Israel a Gaza, lançado depois que combatentes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1,2 mil pessoas no sul de Israel em outubro de 2023.
O comerciante de artigos de papelaria Khaled Aliyan, de 30 anos, disse que as restrições de importação impostas por Israel reduziram o abastecimento e elevaram os preços.
“Este caderno, que costumava custar 3 shekels [US$1], agora custa 15 [shekels]. Todos os artigos de papelaria estão caros”, disse ele.
A agência militar israelense Cogat, que controla o acesso a Gaza, não respondeu a um pedido da Reuters por comentários sobre as restrições ao abastecimento e os ataques a escolas. Israel acusou repetidamente o Hamas de usar escolas para fins militares, o que o Hamas nega.
Fonte: Agência Brasil
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TST suspende julgamento de dissídio da greve dos Correios
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise do caso será retomada na próxima quinta-feira (24), às 15h30.

Os ministros acataram questão de ordem formulada pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST, para que os sindicatos que representam os trabalhadores possam se manifestar, no prazo de 48 horas, sobre novos documentos que pedem o reconhecimento da abusividade da greve.
“Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária”, justificou.
O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração ocorreu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.
Na semana passada, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.
Após a deflagração da greve, a estatal informou que acionou um plano de continuidade de negócios para garantir as entregas.
Fonte: Agência Brasil
