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Polícia

Entenda as novas regras do BC para tentar impedir a lavagem de dinheiro do crime organizado

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O Banco Central (BC) anunciou na segunda-feira (3) um novo pacote de medidas para aumentar a segurança e a transparência no sistema financeiro. As novas regras tornam o controle sobre as contas mais rigoroso — especialmente aquelas identificadas em investigações por terem sido usadas por organizações criminosas para movimentar dinheiro de forma irregular.

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para reduzir brechas exploradas por grupos ligados ao crime organizado em operações via PIX, fintechs e instituições de pagamento.

As novas normas entram em vigor no dia 1º de dezembro e terão impacto direto sobre bancos, fintechs e instituições de pagamento. O principal objetivo, segundo o BC, é garantir a rastreabilidade das operações financeiras e evitar que recursos ilícitos circulem de forma disfarçada dentro do sistema.

O que são as chamadas “contas-bolsão”?

As medidas miram especialmente as chamadas “contas-bolsão”, estruturas criadas por algumas fintechs para centralizar o dinheiro de vários clientes em uma única conta aberta em um banco tradicional.

  • 🔎 Na prática, esse modelo funciona como um cofre coletivo: o banco enxerga apenas a fintech como titular, sem identificar individualmente os clientes que movimentam valores dentro dessa conta.

Esse mecanismo dificulta que o sistema financeiro rastreie a origem dos recursos e, segundo investigações, foi utilizado por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), em esquemas de lavagem de dinheiro.

Como as informações dos usuários das contas-bolsão não são comunicadas às autoridades de controle, o sistema se tornou um canal eficiente para ocultar transações de origem ilícita.

Um dos casos mais recentes que chamou a atenção das autoridades foi identificado na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano. A investigação revelou que a fintech BK Bank foi usada para movimentar cerca de R$ 46 bilhões em operações suspeitas, ligadas ao setor de combustíveis, ao longo de cinco anos.

O que muda com as novas regras?

A partir de dezembro, as instituições financeiras e de pagamento deverão criar critérios próprios para identificar irregularidades em contas-bolsão. Para isso, poderão utilizar dados disponíveis em bases públicas ou privadas.

  • 🔎 Caso seja constatado o uso irregular — como movimentações em nome de terceiros sem respaldo legal —, o relacionamento com o cliente deverá ser encerrado.

Em nota, o BC explicou que a medida “visa acabar com as chamadas contas-bolsão, que ocorrem quando o cliente utiliza os recursos mantidos nas contas para efetuar pagamentos, recebimentos ou compensações em nome de terceiros, com o objetivo de ocultar ou substituir obrigações financeiras desses terceiros”.

Segundo Izabela Correa, diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, o órgão vinha observando um aumento no uso indevido desse tipo de conta.

“São normas que já havíamos anunciado que seriam publicadas neste ano. Elas impõem a obrigação de encerrar o relacionamento quando a instituição identificar que a conta é usada para fins de pagamento sem respaldo legal”, afirmou.

Correa destacou ainda que as novas exigências não afetam contas legítimas — como as voltadas a operações de câmbio, conhecidas como Forex —, que continuarão funcionando normalmente. O foco, reforçou, está apenas nas contas usadas para dificultar a identificação dos verdadeiros titulares dos recursos.

Qual será o novo capital mínimo das instituições?

As mudanças também alcançam a estrutura financeira das instituições. O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram um aumento do capital mínimo exigido para que bancoscorretoras e outras instituições possam operar no país.

Segundo as instituições, a medida busca fortalecer a solidez do sistema e dificultar o uso indevido de recursos, inclusive em operações via PIX. (Veja abaixo os novos valores)

Aumento do capital mínimo — Foto: Arte/g1

De acordo com Gilneu Vivan, diretor de Regulação do BC, não há uma solução única para os problemas de segurança do sistema financeiro.

“O que existe são várias ações complementares para reforçar diferentes pontos. A ideia é investir em controles mais eficazes e fechar diversas portas que ainda permitem brechas”, explicou.

O BC informou que haverá um período de transição até que as novas exigências estejam completamente implementadas. Veja o cronograma:

  • Até 30 de junho de 2026: regra atual;
  • De 1º de julho a 31 de dezembro de 2026: 25% do valor exigido;
  • De janeiro a junho de 2027: 50%;
  • De julho a dezembro de 2027: 75%;
  • A partir de 1º de janeiro de 2028: 100% das novas exigências em vigor.

Além disso, a nova regulação determina uma parcela adicional de capital para instituições que utilizem em sua marca a palavra “banco” ou expressões equivalentes, em português ou outros idiomas.

Fonte: G1

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Polícia

PRF inicia Operação Corpus Christi 2026 nas rodovias federais de Rondônia

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia iniciará, no dia 4 de junho, a Operação Corpus Christi 2026, que se estenderá até o domingo (07). Historicamente, o período de feriado é marcado por um aumento expressivo no fluxo de veículos e, consequentemente, na elevação dos riscos de sinistralidade em todas as rodovias federais do país. Com isso, o objetivo principal é garantir a mobilidade e, acima de tudo, reduzir a violência no trânsito.

Diante desse cenário, a PRF intensificará suas ações no combate às condutas de altíssimo risco, através do policiamento reforçado e dinâmico nos pontos críticos de sinistralidade e da utilização de tecnologias, como drones e videomonitoramento, para coibir ultrapassagens indevidas em pistas simples. Essa é considerada uma das maiores causas de colisões frontais. Além disso, haverá o combate contínuo à alcoolemia na condução de veículo e as equipes policiais também atuarão com radares portáteis, para fiscalizar o excesso de velocidade.

Para quem vai pegar a estrada, o planejamento é fundamental: faça a manutenção preventiva do veículo, verificando pontos como o estado dos pneus, dos freios e o sistema de iluminação. Certifique-se de que todos os ocupantes estejam usando o cinto e de que as crianças estejam utilizando o dispositivo de retenção adequado para sua idade. Outro ponto fundamental é não utilizar o telefone enquanto estiver dirigindo. A distração causada pelo celular tem sido um fator de risco alarmante.

Os dados demonstram de forma clara que a maioria dos sinistros graves não ocorrem por falha mecânica ou pelas condições estruturais das rodovias, mas sim por decisões humanas. Importa ter em mente que o trânsito é feito de escolhas diárias. Entre essas, estão a escolha de não atender o celular enquanto dirige, de esperar o momento seguro para ultrapassar, de respeitar os limites de velocidade da via e de não combinar direção com o consumo de bebidas alcoólicas.

Ações como essa reforçam a missão da PRF na proteção da vida, através da promoção de segurança pública com cidadania nas rodovias federais e áreas de interesse da União.

Fonte: PRF

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Sefin apreende carga de bebidas importadas avaliada em R$ 200 mil

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Uma ação de fiscalização da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), por meio da Coordenadoria da Receita Estadual (CRE) resultou na apreensão de uma carga de bebidas alcoólicas importadas sem documentação, no dia 25 de maio, no Posto Fiscal Wilson Souto, em Vilhena.

A mercadoria estava escondida em um caminhão que transportava uma carga regular de sabão em pó. O veículo havia saído de Luziânia (GO) com destino a uma empresa importadora em Guajará-Mirim, transportando mais de 37 toneladas de produtos de limpeza, distribuídas em aproximadamente 2.300 pacotes.

Durante os procedimentos de fiscalização realizados no posto fiscal, os servidores identificaram indícios de irregularidade e localizaram a carga de bebidas, avaliada em cerca de R$ 200 mil, sem a documentação fiscal exigida para o transporte da mercadoria.

O secretário de Estado de Finanças, Franco Maegaki Ono, ressaltou que a atuação da fiscalização tributária é fundamental para garantir a concorrência leal e a arrecadação de recursos que retornam à população por meio de investimentos públicos. “O trabalho da Receita Estadual busca assegurar que todos cumpram as mesmas regras. Quando uma mercadoria circula sem a devida documentação fiscal, há prejuízos para o ambiente de negócios e para a sociedade. Nossa atuação é pautada pela justiça fiscal e ocorre de forma técnica, independente do porte ou segmento econômico envolvido.”

O chefe do Posto Fiscal Wilson Souto, Diogo Yost, salientou a importância da atuação no controle do trânsito de mercadorias. “A apreensão demonstra a eficiência do trabalho realizado pelos servidores e a importância da fiscalização nas divisas do estado. O objetivo é garantir a regularidade das operações e coibir práticas que possam causar prejuízos à arrecadação e à concorrência justa entre as empresas.”

Após a apreensão, a mercadoria foi retida para os procedimentos administrativos e fiscais cabíveis. O caso seguirá sob análise da Receita Estadual para apuração das irregularidades e definição das medidas previstas na legislação.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser “adotada” por família

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Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante após se passar por adolescente de 12 anos em Joinville, no norte de Santa Catarina. Ela vai responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

De acordo com a Polícia Civil do estado, a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e chegou a ser adotada, de forma informal, por uma família. Ela morava com as vítimas há aproximadamente 14 meses.

Para justificar a aparência de adulta, a mulher alegava ser autista e ter outras condições clínicas. Segundo a polícia, ela dissimulava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando rotineiramente mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir.

Em interrogatório, a golpista confessou a prática dos crimes. A investigação indicou que a mulher tem antecedentes penais por golpes idênticos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.

Fonte: Metrópoles

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