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Segurança do paciente é fortalecida pelo governo de RO e amplia qualidade do cuidado aos usuários do SUS
Em alusão ao mês mundial de conscientização sobre a Segurança do Paciente, o governo de Rondônia promoveu na terça-feira (2), o 1º Workshop “Ferramentas da Qualidade na Segurança do Paciente”, no Instituto Estadual de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro), em Porto Velho, reunindo profissionais, residentes e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para compartilhar experiências e fortalecer práticas de cuidado seguras e resolutivas.
O Iespro, autarquia do governo de Rondônia, tem como missão formar, qualificar e aperfeiçoar profissionais de saúde em todos os níveis, alinhando ensino, serviço e gestão, para garantir um sistema de saúde mais humano, eficiente e territorializado. Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, iniciativas como essa traduzem o empenho do estado em ofertar serviços de saúde com qualidade. “O governo do estado tem trabalhado para promover uma assistência eficiente e segura, com atualização constante das boas práticas”, evidenciou.
A diretora-geral do Iespro, Marcela Milrea, reforçou o papel estratégico da instituição. “O Iespro é o espaço em que o profissional encontra suporte para desenvolver as melhores práticas no cuidado. É por meio da integração entre ensino e serviço que alcançamos maior segurança e qualidade na assistência aos usuários do SUS de Rondônia”, destacou.
CONHECIMENTO EM AÇÃO

A realização do workshop nasceu da vivência prática dos residentes multiprofissionais do Iespro, que, a partir das aulas teóricas no Instituto, transformaram conhecimento em ação nos cenários de prática. O fisioterapeuta residente David Pereira, do 1º ano do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Intensivos Adulto, reconhece essa importância e ressalta que a atividade reflete a integração entre teoria e serviço.
“O workshop surgiu de uma aula no Iespro, e todo esse conhecimento irá refletir em um atuação melhor em nossos ambientes de trabalho em hospitais como João Paulo II, Assistência Médica Intensiva (AMI), Hospital de Base e Cemetron, sempre com o objetivo de promover um cuidado seguro, humanizado e de qualidade”, frisou o fisioterapeuta residente.
A gerente técnica do Iespro, Cristiane Oliveira Secundo, disse que a segurança do paciente é prioridade global e deve ser trabalhada em todos os níveis de atenção. “Desde a higienização das mãos, controle de infecções até a cirurgia segura, a segurança do paciente é um eixo transversal do cuidado. O workshop fortalece a discussão entre residentes e profissionais sobre esses temas”.
RESIDÊNCIA EM SAÚDE
Participaram do encontro residentes dos programas propostos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e conduzidos pelo Iespro, entre eles: Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência; Cuidados Intensivos Adulto; Enfermagem e Obstetrícia; Centro Cirúrgico e Central de Material; e Medicina de Emergência. O evento também contou com a presença de profissionais da rede estadual, municipal e acadêmicos da graduação.
INOVAÇÃO

O fisioterapeuta Rodrigo Campos, da Comissão de Educação Permanente, destacou o caráter inovador da instituição. “O Iespro é um espaço de inovação e tecnologia, trazendo formações que acompanham as demandas técnicas e de gestão em nível nacional, para que a sociedade seja beneficiada com profissionais mais preparados, tanto os de nível médio quanto os de nível superior.”
CAPACITAÇÕES
A enfermeira Renata Marinho, responsável pelo laboratório de simulação realística do instituto, ressaltou que o Instituto atua tanto na formação dos novos profissionais quanto na atualização dos que já estão em serviço. “Desde primeiros socorros até suporte avançado, usamos a simulação realística com manequins e equipamentos modernos para manter os profissionais preparados. O grande beneficiado é sempre o usuário do SUS.”
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Fonte: Secom
Geral
Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro
O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.
Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.
Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.
Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.
O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.
O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.
