Política
Em entrevistas, presidente da Alero afirma irregularidades na criação das reservas ambientais e reafirma compromisso com Rondônia
Durante uma série de entrevistas concedidas à imprensa em Porto Velho nesta quarta-feira (16), o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), destacou a atuação firme à frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Reservas com o apoio de todos os parlamentares, e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos da população, especialmente do homem do campo prejudicado pela criação dessas 11 unidade de conservação ambiental pelo então governador Confúcio Moura.
Redano participou de programas em diversos veículos de comunicação da capital: esteve na TV Norte com o jornalista Elton Bittencourt, na Band com Ismael, conversou com Fábio Camilo no fim da tarde e, à noite, participou do programa do jornalista Éverton Leoni, na SIC TV.

“Fizemos questão de mostrar à população o resultado do nosso trabalho na CPI das Reservas. Está provado que as 11 unidades de conservação ambiental criadas em Rondônia foram instituídas sem o devido processo legal. Não há estudos técnicos consistentes que justifiquem aquelas demarcações e, pior, a população diretamente afetada não foi sequer ouvida. Isso é uma grave injustiça”, afirmou o parlamentar.

Redano tem liderado a mobilização na Assembleia Legislativa em defesa dos moradores das áreas atingidas, ouvindo relatos, buscando provas e exigindo providências dos órgãos responsáveis. “Nosso compromisso é com o povo que trabalha e produz. Não podemos permitir que famílias com escrituras, títulos definitivos, muitas com mais de 30 anos na terra, sejam tratadas como invasoras”, reforçou.
O deputado também aproveitou para destacar o trabalho que vem realizando em prol do fortalecimento da agricultura familiar em Rondônia. “Tenho destinado emendas para aquisição de implementos agrícolas e equipamentos que estão atendendo agricultores em todas as regiões do estado. São tratores, grades hidráulicas, carretas, ensiladeiras e muito mais, que chegam às associações e fortalecem o pequeno produtor. Apoiar o homem do campo é garantir produção, renda e dignidade no campo”, declarou.

O presidente da Alero também falou sobre o cenário político do estado e sua disposição de seguir contribuindo. “Sou pré-candidato à reeleição. Mas, se for do interesse do nosso grupo político e da população, podemos sim pensar em algo maior. O mais importante é manter o foco na nossa missão e garantir que o povo de Rondônia seja respeitado. É isso que nos move todos os dias”, concluiu.
Fonte: Assessoria
Política
Deputado estadual é preso acusado de lavagem de dinheiro
O deputado estadual Márcio Canella (União) foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro, durante a 8ª fase da operação Unha e Carne. A ação faz parte de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com participação de políticos, além de possíveis ligações entre agentes públicos e organizações criminosas que atuam no estado.
A nova fase da operação busca avançar nas apurações sobre as relações entre integrantes do poder público e grupos criminosos. A investigação também tem como foco possíveis movimentações financeiras relacionadas ao esquema suspeito.
Esta não é a primeira vez que o deputado se envolve em uma ocorrência com a Polícia Federal. Em julho de 2026, Canella foi preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil no carro dele. Na ocasião, a ocorrência foi relacionada à suspeita de posse ilegal de arma.
Mesmo diante do episódio anterior, o parlamentar disputou as eleições realizadas em 4 de outubro e foi eleito o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro.
Antes de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa, Canella construiu sua trajetória política no município de Belford Roxo, onde foi eleito prefeito em 2024.
A prisão desta quinta-feira ocorre no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Política
Senadores de Rondônia votam a favor do fim da escala 6×1
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A votação terminou com 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos. A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de trabalho, sem diminuição salarial.
A mudança representa uma alteração importante nas regras trabalhistas brasileiras e tem como objetivo ampliar o tempo de descanso e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
A bancada de Rondônia no Senado apoiou a aprovação da proposta. Os senadores Confúcio Moura (MDB), Jaime Bagattoli (PL) e Marcos Rogério (PL) votaram favoravelmente nos dois turnos.
Pelo texto aprovado, a jornada semanal será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas. A transição prevê a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
A aprovação representa um avanço na discussão sobre os direitos trabalhistas no país, mas a implementação depende da promulgação da emenda constitucional.
Política
Veja como Flávio Bolsonaro votou sobre o fim da escala 6×1
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou a favor do fim da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (14), durante a votação da proposta no Senado. O texto foi aprovado em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
A proposta, apresentada por parlamentares da esquerda, prevê mudanças na jornada semanal de trabalho sem redução salarial e é uma das principais bandeiras da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão marcou a primeira vez que Flávio se posicionou favoravelmente à medida. Antes, o senador havia classificado a proposta como “oportunista”, por considerar que foi apresentada às vésperas das eleições.
Na terça-feira (13), Flávio afirmou que votaria a favor porque, segundo ele, a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6×1.
Apesar do apoio, o senador defende uma jornada de trabalho mais flexível, com possibilidade de negociação entre empregadores e funcionários sobre os horários. Ele argumenta que a proposta precisa considerar situações específicas, como trabalhadores em home office e mães que precisam conciliar o emprego com os cuidados dos filhos.
“Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar seu horário de trabalho”, afirmou.
O presidente Lula vinha cobrando publicamente um posicionamento de seu adversário sobre o tema. Na semana anterior à votação, declarou que a posição dos parlamentares ficaria evidente quando o Senado começasse a analisar a proposta.
