Polícia
Trabalhador morre eletrocutado enquanto realizava serviço de pintura em prédio
Um trágico acidente de trabalho foi registrado na manhã desta quarta-feira (23), em Guajará-Mirim (RO). O pintor Márcio Souza da Silva, de 41 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto executava a pintura de um prédio localizado na Avenida Dr. Mendonça Lima, no bairro Caetano.
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Segundo relatos de testemunhas, o acidente ocorreu quando o cabo do rolo de pintura manuseado por Márcio tocou, acidentalmente, em um fio de alta tensão. A descarga elétrica foi imediata, causando sua morte ainda no local.
Equipes da Polícia Militar foram rapidamente acionadas e isolaram a área para a realização da perícia, conduzida por profissionais da Politec (Perícia Criminal). O Corpo de Bombeiros também esteve presente, mas infelizmente, nada pôde ser feito. O óbito foi constatado ainda no local da ocorrência.
Após os procedimentos periciais, o corpo da vítima foi removido pelo Rabecão da Polícia Civil e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Polícia
Sete integrantes do Comando Vermelho são condenados por torturar casal
A Justiça de Mato Grosso condenou sete integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) pelos crimes de organização criminosa e tortura praticados contra um casal no município de Juara. A sentença foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que reconheceu a gravidade das agressões e determinou penas que ultrapassam dez anos de prisão para a maioria dos condenados.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), o casal foi alvo de um chamado “salve” por suspeita de manter ligação com integrantes de uma facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações apontaram que o homem foi atraído até uma residência sob o pretexto de participar de uma negociação relacionada ao tráfico de drogas. Ao chegar ao local acompanhado da companheira, ambos foram rendidos por integrantes da organização criminosa.
Segundo o processo, a vítima foi amarrada a uma cadeira e submetida a uma série de agressões com facão, faca, machado e alicate. Os criminosos ainda tentaram arrancar um de seus dentes e mutilar partes do corpo, como dedos e orelhas. Em seguida, o homem foi levado para outro endereço, onde as sessões de tortura continuaram.
A mulher foi obrigada a presenciar toda a violência e, conforme os autos, recebeu ameaças de morte caso denunciasse o crime às autoridades. Durante as agressões, os envolvidos realizaram uma videochamada com outros integrantes da facção, ocasião em que um dos participantes teria determinado a continuidade das torturas.
A ação criminosa foi interrompida após uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, acionadas por meio de denúncias. Parte dos suspeitos foi presa em flagrante na residência onde a mulher ainda permanecia amordaçada. Durante as buscas, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com quatro munições escondido no forro do banheiro da casa de um dos investigados.
Na sentença, o magistrado reconheceu que o reconhecimento fotográfico dos suspeitos apresentou irregularidades, mas concluiu que isso não comprometeu o conjunto das provas produzidas. O juiz destacou que depoimentos colhidos em juízo, prisões em flagrante, extração de dados de aparelhos celulares, exames periciais e a confissão extrajudicial de uma das acusadas foram suficientes para comprovar a autoria dos crimes.
O processo também apontava Guilherme de Jesus de Oliveira como um dos responsáveis por ordenar o “salve” a partir do sistema prisional. Entretanto, ele foi absolvido por falta de provas suficientes que confirmassem sua identificação como o integrante conhecido pelo apelido atribuído pela acusação.
Os réus Henrique Nascimento da Silva, Jhonatan Augusto Freitas de Oliveira, Francisco Taveiras da Silva, Elias Almeida da Silva, Enthony Alexandre Moraes Sales e Ronald da Silva foram condenados a 10 anos e 5 meses de reclusão em regime inicial fechado. Ronald também recebeu pena adicional de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo. Já Maria Eduarda da Silva Oliveira foi condenada a 8 anos, 7 meses e 20 dias de prisão.
Na decisão, o juiz negou a alguns dos condenados o direito de recorrer em liberdade, destacando que as provas demonstraram de forma consistente a prática dos crimes e a intensa violência empregada contra as vítimas durante a ação da organização criminosa.
Polícia
Laudo revela que pai matou a filha de 12 anos asfixiada
O laudo da necropsia apontou que Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morreu por asfixia mecânica. A adolescente foi espancada e morreu no dia 7 de junho, após passar a primeira noite na casa do pai, Claudinei Silva, de 42 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Com a conclusão do laudo pericial, a Polícia Civil indiciou Claudinei por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de emprego de asfixia e de a vítima ser menor de 14 anos.
Na época, o investigado afirmou à polícia que teria encontrado mensagens trocadas entre a filha e um garoto, o que teria motivado as agressões. A mãe da vítima contesta a versão apresentada por ele e afirma que a filha não tinha celular nem utilizava redes sociais.
As investigações começaram após a Polícia Civil ser acionada para apurar um possível homicídio no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, onde Olga Beatriz passou a primeira noite na casa do pai.
A menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, mas já chegou ao local sem vida. De acordo com a polícia, ela apresentava diversas lesões provocadas por agressões físicas.
Segundo a advogada da família, Dayanne Rodrigues, a mãe da adolescente havia se separado de Claudinei após sofrer episódios de violência doméstica. Conforme o relato, Olga Beatriz insistia em manter contato com o pai e, por isso, a mãe autorizava algumas visitas, mas não permitia que a filha dormisse na casa dele.
No dia do crime, porém, a menina passou a noite na casa do pai pela primeira vez. A mãe contou que foi buscá-la por volta das 18h. Segundo ela, após insistir várias vezes no portão, Claudinei saiu da casa e disse que a filha estava brincando com uma vizinha.
Desconfiada, a mãe entrou no imóvel e encontrou Olga caída no chão de um dos quartos, desacordada e com diversos ferimentos pelo corpo.
Fonte: G1
Polícia
Advogado é encontrado morto dentro do próprio escritório
O corpo do advogado Hélio Montilha Junior, de 48 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição, dentro do escritório dele, localizado em um apartamento na Rua Paraíba, bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, próximo à escola Craveiro Costa.
Conforme a Polícia Militar (PM-AC), vizinhos relataram sentir um odor há cerca de dois ou três dias. Inicialmente, os moradores acreditavam que o cheiro fosse provocado por um algum animal morto nas proximidades, já que recentemente havia sido espalhado veneno para controle de pragas na região
Nesta quarta (8), a Polícia Civil disse que vai pedir a perícia de um celular e de um notebook encontrados no escritório na busca por informações. A equipe não encontrou sinais aparentes de violência, luta corporal ou arrombamento no imóvel.
A televisão estava ligada e a porta da residência estava apenas encostada. Ainda conforme a polícia, vizinhos disseram que o advogado fazia uso contínuo de entorpecentes na residência.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) publicou um pesar pelo falecimento do advogado. “Neste momento de dor, a OAB do Acre, em nome de todos os advogados e advogadas, se solidariza com os familiares e amigos enlutados”, diz parte da nota.
Ainda conforme a PM, os moradores perceberam uma grande concentração de moscas na sacada do imóvel. Ao g1, um morador, que pediu para não ser identificado, disse que foi ele que achou o corpo de Hélio, que também morava no imóvel. Ele viu o advogado pela última vez na manhã de domingo (5).
“Ele sempre passava e falava com todos, então senti falta dele nessa segunda-feira (6), foi quando o meu pai contou que percebeu um mau cheiro e fomos lá para entrar no apartamento. Ele morava sozinho, o familiar mais próximo mora em Rio Branco e o pais moram em São Paulo”, disse o morador.
Os insetos estavam próximos a um aparelho de ar-condicionado que estava desligado, contudo, através de uma fresta da janela de vidro, o morador conseguiu ver Hélio caído sobre a cama, além da presença de grande quantidade de insetos.
Fonte: G1
