Polícia
Jovem é assassinado a facadas em banheiro de residência
Na noite de quinta-feira (23), um jovem de 22 anos foi encontrado morto no banheiro de uma residência localizada na Rua Alcides Ferreira, no bairro Linhares, região Cidade Alta, em Seringueiras, Rondônia.
A vítima, identificada como Ismael, foi encontrada por um amigo que, preocupado com sua ausência, decidiu verificar a casa. Ao chegar, percebeu que a porta dos fundos estava entreaberta. Ao entrar na residência, o amigo encontrou Ismael caído no banheiro, já sem vida.
De acordo com as informações preliminares, o corpo do jovem apresentava uma perfuração no abdômen, além de vários cortes espalhados pelo corpo, características que indicam uma possível execução. A Polícia Militar foi acionada imediatamente para atender à ocorrência, e uma equipe de perícia técnica esteve no local para realizar os procedimentos investigativos iniciais, como coleta de evidências e análise da cena do crime.
A Polícia Civil deu início às investigações para apurar as circunstâncias do crime e identificar os possíveis responsáveis.
Polícia
Carga de maconha apreendida na Bolívia seria enviada para Rondônia
Uma carga de maconha que seria transportada para Rondônia foi interceptada pela Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) durante uma fiscalização no Terminal de Buses de Riberalta, na Bolívia.
De acordo com as autoridades, a droga estava escondida em caixas de papelão enviadas como se fossem peças de reposição. A encomenda seguia em um ônibus que fazia o trajeto entre Santa Cruz e Guayaramerín, cidade localizada na fronteira com Guajará-Mirim (RO).
Durante a inspeção, os agentes encontraram 73 pacotes de maconha. Após a realização dos testes, foi confirmada a presença do entorpecente.
As investigações apontam que a carga tinha como destino o estado de Rondônia, de onde seria encaminhada para outras regiões do Brasil por meio de organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira.
Todo o material foi apreendido e encaminhado às autoridades competentes. O caso segue sob investigação para identificar os responsáveis pelo transporte da droga e a estrutura utilizada no esquema de tráfico internacional.

Polícia
Adolescente de 15 anos é sequestrado, torturado e morto
Um adolescente identificado como Vitor Emanuel Lima do Nascimento, de 15 anos, foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (9) em uma área de mata localizada nos fundos dos blocos das ruas 3 e 4 do residencial Morar Melhor, no bairro Aeroclube, zona Sul de Porto Velho. O corpo apresentava indícios de tortura, e o caso será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, equipes da Polícia Militar iniciaram as buscas após receberem denúncias de que o adolescente havia desaparecido e estaria sendo mantido sob tortura por criminosos. As diligências contaram com o apoio do Núcleo de Inteligência (NI) e do Corpo de Bombeiros Militar.
Após horas de procura, os policiais localizaram o corpo da vítima em uma área de vegetação. O local foi imediatamente isolado para os trabalhos da Perícia Técnico-Científica e da equipe da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida.
Conforme relato da mãe do adolescente aos policiais, Vitor havia saído para acompanhar um homem identificado apenas como Eduardo na entrega de uma geladeira em um imóvel localizado na Rua 5 do residencial. Durante a ação, ambos teriam sido surpreendidos por homens armados.
Ainda de acordo com as informações iniciais, o adolescente foi rendido e levado pelos criminosos, enquanto o outro homem conseguiu fugir do local.
As primeiras apurações indicam que os suspeitos alegaram que a vítima seria integrante de uma organização criminosa. No entanto, a motivação do assassinato ainda será esclarecida no decorrer das investigações.
O caso foi registrado como homicídio qualificado com indícios de tortura. A Polícia Civil trabalha para identificar os autores do crime e esclarecer todas as circunstâncias da execução.
Polícia
Sete integrantes do Comando Vermelho são condenados por torturar casal
A Justiça de Mato Grosso condenou sete integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) pelos crimes de organização criminosa e tortura praticados contra um casal no município de Juara. A sentença foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que reconheceu a gravidade das agressões e determinou penas que ultrapassam dez anos de prisão para a maioria dos condenados.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), o casal foi alvo de um chamado “salve” por suspeita de manter ligação com integrantes de uma facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações apontaram que o homem foi atraído até uma residência sob o pretexto de participar de uma negociação relacionada ao tráfico de drogas. Ao chegar ao local acompanhado da companheira, ambos foram rendidos por integrantes da organização criminosa.
Segundo o processo, a vítima foi amarrada a uma cadeira e submetida a uma série de agressões com facão, faca, machado e alicate. Os criminosos ainda tentaram arrancar um de seus dentes e mutilar partes do corpo, como dedos e orelhas. Em seguida, o homem foi levado para outro endereço, onde as sessões de tortura continuaram.
A mulher foi obrigada a presenciar toda a violência e, conforme os autos, recebeu ameaças de morte caso denunciasse o crime às autoridades. Durante as agressões, os envolvidos realizaram uma videochamada com outros integrantes da facção, ocasião em que um dos participantes teria determinado a continuidade das torturas.
A ação criminosa foi interrompida após uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, acionadas por meio de denúncias. Parte dos suspeitos foi presa em flagrante na residência onde a mulher ainda permanecia amordaçada. Durante as buscas, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com quatro munições escondido no forro do banheiro da casa de um dos investigados.
Na sentença, o magistrado reconheceu que o reconhecimento fotográfico dos suspeitos apresentou irregularidades, mas concluiu que isso não comprometeu o conjunto das provas produzidas. O juiz destacou que depoimentos colhidos em juízo, prisões em flagrante, extração de dados de aparelhos celulares, exames periciais e a confissão extrajudicial de uma das acusadas foram suficientes para comprovar a autoria dos crimes.
O processo também apontava Guilherme de Jesus de Oliveira como um dos responsáveis por ordenar o “salve” a partir do sistema prisional. Entretanto, ele foi absolvido por falta de provas suficientes que confirmassem sua identificação como o integrante conhecido pelo apelido atribuído pela acusação.
Os réus Henrique Nascimento da Silva, Jhonatan Augusto Freitas de Oliveira, Francisco Taveiras da Silva, Elias Almeida da Silva, Enthony Alexandre Moraes Sales e Ronald da Silva foram condenados a 10 anos e 5 meses de reclusão em regime inicial fechado. Ronald também recebeu pena adicional de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo. Já Maria Eduarda da Silva Oliveira foi condenada a 8 anos, 7 meses e 20 dias de prisão.
Na decisão, o juiz negou a alguns dos condenados o direito de recorrer em liberdade, destacando que as provas demonstraram de forma consistente a prática dos crimes e a intensa violência empregada contra as vítimas durante a ação da organização criminosa.
