Polícia
Casal reage a roubo e imobiliza ladrão em Ouro Preto do Oeste
Um jovem casal de namorados, ambos com 20 anos, viveu momentos de tensão e coragem em Ouro Preto do Oeste. Vinicius R. e Esther F. A., moradores de Ji-Paraná, foram abordados por dois criminosos armados enquanto estavam na Praça da Liberdade. O caso terminou com um dos suspeitos preso após uma luta corporal, mas o outro ainda está foragido.
De acordo com relatos da polícia, a dupla de criminosos, sendo um deles armado com uma pistola, se aproximou do casal enquanto estavam sentados no banco da praça e fez algumas perguntas. Em seguida, anunciaram o roubo e informaram que levariam as duas motocicletas do casal.
O primeiro criminoso, armado, subiu na motocicleta Honda Bros de cor preta, pertencente a Esther, e fugiu com o veículo. O segundo criminoso subiu na moto de Vinicius, uma Honda Bros de cor branca. No entanto, antes que pudesse fugir, Esther reagiu empurrando o ladrão, que perdeu o controle da motocicleta e caiu. O casal, então, se aproximou e entrou em luta corporal com o criminoso.
Vinicius conseguiu imobilizar o suspeito, e a polícia foi acionada. O criminoso, identificado como Jean Juan Maia de Oliveira, de 24 anos e natural de Porto Velho, confessou à polícia que chegou à cidade há três semanas e se associou a outro criminoso para realizar roubos de motocicletas sob “encomenda”. A arma usada por Jean foi apreendida e, ao ser verificada, constatou-se que se tratava de um simulacro, ou seja, uma réplica de arma de fogo.

A atitude do casal foi considerada corajosa, mas a polícia alerta que esse tipo de reação é perigosa. “Se a arma fosse verdadeira, a situação poderia ter terminado de outra forma. O ladrão é um faccionado e, se estivesse armado com uma arma de verdade, os jovens poderiam ter se ferido”, afirmou um policial que trabalhou no plantão.
Enquanto a polícia militar e civil seguem em diligências, o criminoso que fugiu com a motocicleta roubada continua foragido. O veículo, uma Honda Bros de cor preta e placa SLK3B95, ainda não foi localizado. A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro da moto seja repassada à Delegacia Civil, ao quartel da Polícia Militar ou pelo Disque-Denúncia 197. Garantindo sigilo absoluto para quem fornecer informações.
O caso segue em investigação e a polícia continua a busca pelo criminoso fugitivo.
Polícia
Adolescente de 15 anos é sequestrado, torturado e morto
Um adolescente identificado como Vitor Emanuel Lima do Nascimento, de 15 anos, foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (9) em uma área de mata localizada nos fundos dos blocos das ruas 3 e 4 do residencial Morar Melhor, no bairro Aeroclube, zona Sul de Porto Velho. O corpo apresentava indícios de tortura, e o caso será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, equipes da Polícia Militar iniciaram as buscas após receberem denúncias de que o adolescente havia desaparecido e estaria sendo mantido sob tortura por criminosos. As diligências contaram com o apoio do Núcleo de Inteligência (NI) e do Corpo de Bombeiros Militar.
Após horas de procura, os policiais localizaram o corpo da vítima em uma área de vegetação. O local foi imediatamente isolado para os trabalhos da Perícia Técnico-Científica e da equipe da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida.
Conforme relato da mãe do adolescente aos policiais, Vitor havia saído para acompanhar um homem identificado apenas como Eduardo na entrega de uma geladeira em um imóvel localizado na Rua 5 do residencial. Durante a ação, ambos teriam sido surpreendidos por homens armados.
Ainda de acordo com as informações iniciais, o adolescente foi rendido e levado pelos criminosos, enquanto o outro homem conseguiu fugir do local.
As primeiras apurações indicam que os suspeitos alegaram que a vítima seria integrante de uma organização criminosa. No entanto, a motivação do assassinato ainda será esclarecida no decorrer das investigações.
O caso foi registrado como homicídio qualificado com indícios de tortura. A Polícia Civil trabalha para identificar os autores do crime e esclarecer todas as circunstâncias da execução.
Polícia
Sete integrantes do Comando Vermelho são condenados por torturar casal
A Justiça de Mato Grosso condenou sete integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) pelos crimes de organização criminosa e tortura praticados contra um casal no município de Juara. A sentença foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que reconheceu a gravidade das agressões e determinou penas que ultrapassam dez anos de prisão para a maioria dos condenados.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), o casal foi alvo de um chamado “salve” por suspeita de manter ligação com integrantes de uma facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações apontaram que o homem foi atraído até uma residência sob o pretexto de participar de uma negociação relacionada ao tráfico de drogas. Ao chegar ao local acompanhado da companheira, ambos foram rendidos por integrantes da organização criminosa.
Segundo o processo, a vítima foi amarrada a uma cadeira e submetida a uma série de agressões com facão, faca, machado e alicate. Os criminosos ainda tentaram arrancar um de seus dentes e mutilar partes do corpo, como dedos e orelhas. Em seguida, o homem foi levado para outro endereço, onde as sessões de tortura continuaram.
A mulher foi obrigada a presenciar toda a violência e, conforme os autos, recebeu ameaças de morte caso denunciasse o crime às autoridades. Durante as agressões, os envolvidos realizaram uma videochamada com outros integrantes da facção, ocasião em que um dos participantes teria determinado a continuidade das torturas.
A ação criminosa foi interrompida após uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, acionadas por meio de denúncias. Parte dos suspeitos foi presa em flagrante na residência onde a mulher ainda permanecia amordaçada. Durante as buscas, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com quatro munições escondido no forro do banheiro da casa de um dos investigados.
Na sentença, o magistrado reconheceu que o reconhecimento fotográfico dos suspeitos apresentou irregularidades, mas concluiu que isso não comprometeu o conjunto das provas produzidas. O juiz destacou que depoimentos colhidos em juízo, prisões em flagrante, extração de dados de aparelhos celulares, exames periciais e a confissão extrajudicial de uma das acusadas foram suficientes para comprovar a autoria dos crimes.
O processo também apontava Guilherme de Jesus de Oliveira como um dos responsáveis por ordenar o “salve” a partir do sistema prisional. Entretanto, ele foi absolvido por falta de provas suficientes que confirmassem sua identificação como o integrante conhecido pelo apelido atribuído pela acusação.
Os réus Henrique Nascimento da Silva, Jhonatan Augusto Freitas de Oliveira, Francisco Taveiras da Silva, Elias Almeida da Silva, Enthony Alexandre Moraes Sales e Ronald da Silva foram condenados a 10 anos e 5 meses de reclusão em regime inicial fechado. Ronald também recebeu pena adicional de um ano de detenção pela posse irregular de arma de fogo. Já Maria Eduarda da Silva Oliveira foi condenada a 8 anos, 7 meses e 20 dias de prisão.
Na decisão, o juiz negou a alguns dos condenados o direito de recorrer em liberdade, destacando que as provas demonstraram de forma consistente a prática dos crimes e a intensa violência empregada contra as vítimas durante a ação da organização criminosa.
Polícia
Laudo revela que pai matou a filha de 12 anos asfixiada
O laudo da necropsia apontou que Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morreu por asfixia mecânica. A adolescente foi espancada e morreu no dia 7 de junho, após passar a primeira noite na casa do pai, Claudinei Silva, de 42 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Com a conclusão do laudo pericial, a Polícia Civil indiciou Claudinei por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de emprego de asfixia e de a vítima ser menor de 14 anos.
Na época, o investigado afirmou à polícia que teria encontrado mensagens trocadas entre a filha e um garoto, o que teria motivado as agressões. A mãe da vítima contesta a versão apresentada por ele e afirma que a filha não tinha celular nem utilizava redes sociais.
As investigações começaram após a Polícia Civil ser acionada para apurar um possível homicídio no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, onde Olga Beatriz passou a primeira noite na casa do pai.
A menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, mas já chegou ao local sem vida. De acordo com a polícia, ela apresentava diversas lesões provocadas por agressões físicas.
Segundo a advogada da família, Dayanne Rodrigues, a mãe da adolescente havia se separado de Claudinei após sofrer episódios de violência doméstica. Conforme o relato, Olga Beatriz insistia em manter contato com o pai e, por isso, a mãe autorizava algumas visitas, mas não permitia que a filha dormisse na casa dele.
No dia do crime, porém, a menina passou a noite na casa do pai pela primeira vez. A mãe contou que foi buscá-la por volta das 18h. Segundo ela, após insistir várias vezes no portão, Claudinei saiu da casa e disse que a filha estava brincando com uma vizinha.
Desconfiada, a mãe entrou no imóvel e encontrou Olga caída no chão de um dos quartos, desacordada e com diversos ferimentos pelo corpo.
Fonte: G1
