Geral
Dados do cartão SUS desatualizados dificultam contato da Semusa com pacientes que aguardam por cirurgias eletivas
A atualização das informações, como telefone e endereço, pode ser feita em qualquer unidade de saúde ou de forma on-line
Desde o último mês de junho, o Hospital Santa Marcelina realiza cirurgias gerais e ginecológicas contratadas pela Prefeitura de Porto Velho. Até o momento, 213 pacientes foram encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para os procedimentos, com 176 cirurgias realizadas.
Esse total poderia ser ainda mais expressivo se não fossem as dificuldades de contato com os pacientes que aguardam na fila para as cirurgias. Muitas pessoas alteram o número de telefone e não atualizam o cadastro no SUS, o que impede que sejam comunicadas sobre o agendamento dos exames pré-operatórios e também dos procedimentos cirúrgicos.
A falta de atualização dos dados do Cartão do SUS prejudica o paciente no acesso a diversos serviços de saúde pública, como agendamento de consultas médicas, odontológicas, exames laboratoriais, cirurgias eletivas, retirada de medicamentos, entre outros.
Além disso, dados desatualizados também dificultam o contato da Central de Regulação da Semusa com os pacientes que estão com procedimentos agendados, seja consultas, exames e até cirurgias, como neste caso.
Helison Ribeiro, diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (Drac)
Helison Ribeiro, diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (Drac), explica que “a atualização regular do cartão garante que os dados do paciente estejam corretos, permitindo um atendimento mais rápido e eficiente. Além disso, essa manutenção das informações garante um serviço mais seguro ao usuário”.
Ainda segundo o diretor do Drac, sempre que o cidadão muda de endereço ou de número de telefone, é importante atualizar os dados cadastrais no sistema do SUS. Esse procedimento pode ser feito em qualquer unidade de saúde, pelo aplicativo MeuSUSDigital ou pelo site https://meususdigital.saude.gov.br.
Os dados que precisam estar constantemente atualizados são: nome completo, endereço, telefone de contato (inclusive algum número para recado), nome dos filhos.
CONTRATO PARA CIRURGIAS ELETIVAS
O contrato entre a Prefeitura de Porto Velho e o hospital Santa Marcelina prevê a execução de 807 cirurgias eletivas no município. São 20 modalidades de procedimentos cirúrgicos como curetagem do colo de útero, histerectomia, colecistectomia, reparação de hérnias, entre outras.
Elizete de Souza Sampaio, 64 anos, foi uma das pacientes beneficiadas pelo contrato
A ação, executada pela Prefeitura, faz parte do Programa Nacional de Redução de Filas, do Ministério da Saúde, e conta com investimento de R$ 1.960.753,00, recurso oriundo do Governo Federal.
Elizete de Souza Sampaio, 64 anos, foi uma das pacientes beneficiadas pelo contrato entre a Prefeitura de Porto Velho e o Hospital Santa Marcelina. Depois de quase um ano aguardando, foi avisada pela equipe de regulação da Semusa que o tão sonhado dia da cirurgia enfim chegou.
“Ligaram para a minha filha, pois foi esse número que cadastrei na regulação. Não demorou nem uma semana, entre o dia que me avisaram até entrar na sala de cirurgia, ainda passei pelos exames prévios, nesse intervalo de tempo. Tudo muito rápido. Fim do sofrimento, graça a Deus”, declara a paciente.
Secretária Municipal de Saúde, Eliana Pasini reforça a importância dos pacientes estarem atentos ao telefone para serem comunicados sobre o agendamento dos procedimentos.
“Além da atualização cadastral, é importante que as pessoas atendam o telefone, pois muita gente não aceita ligação de número desconhecido e pode ser nossa regulação tentando contato com o paciente. Pedimos que os usuários do sistema único de saúde procurem as unidades de saúde para atualizar seus dados”, reforça Pasini.
Fonte: Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)
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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global
O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.
A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Ibovespa
A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.
O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.
Petróleo
Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.
A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.
Contexto global
O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.
No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.
Agência Brasil
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Supremo chega a 1,4 mil condenados pelos atos de 8 de janeiro
O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou ao patamar de 1.402 condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. As penas estão divididas da seguinte forma:

- 431 – penas de prisão
- 419 – penas alternativas
- 552 – acordos de não persecução penal.
O balanço sobre o andamento dos processos foi divulgado nesta quarta-feira (29) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
De acordo com o levantamento, o maior grupo de condenados é formado por 404 réus, que receberam penas de um ano de prisão, número equivalente a 28,82% do total de condenações. Em seguida, foram registradas 213 condenações a 14 anos de prisão, representando 15,19% do total.
A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, único condenado a 27 anos e três meses de prisão.
O balanço também mostra que 190 acusados estão presos, sendo 169 que já tiveram as penas definitivas executadas e 21 prisões provisórias.
Núcleos
No ano passado, a Primeira Turma da Corte teve 21 sessões para julgar os núcleos crucial, estratégico, executores e de desinformação, formados por investigados ligados a Bolsonaro.
O julgamento terminou com 29 condenações de réus e 2 absolvições.
Na sexta-feira (24), Alexandre de Moraes encerrou a execução definitiva das penas dos condenados pela trama golpista.
As prisões foram completadas após o ministro determinar a execução das condenações dos cinco condenados do Núcleo 2, o último grupo que estava pendente. Os réus que pertencem aos núcleos 1, 3 e 4 já tiveram as prisões determinadas.
8 de janeiro
Os ataques antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 marcaram um dos episódios mais graves contra as instituições brasileiras, quando grupos de manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Motivados pelo inconformismo com o resultado das eleições presidenciais de 2022, os extremistas depredaram patrimônio histórico e artístico nacional, em uma tentativa de instigar um golpe de Estado e interromper a ordem democrática.
Desde o ocorrido, o Poder Judiciário tem atuado na responsabilização dos envolvidos, desde os executores diretos até os financiadores e mentores intelectuais da tentativa de golpe. A investigação, conduzida sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, desmembrou as condutas em diferentes núcleos de atuação.7
Agência Brasil
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Família de Bruce Willis se prepara a morte do ator e anuncia decisão importante
A convivência com uma doença neurodegenerativa tem fortalecido ainda mais os laços familiares de Bruce Willis, de 71 anos. Desde a confirmação do diagnóstico de demência frontotemporal, em 2023, o avanço do quadro vem exigindo decisões sensíveis — tomadas de forma conjunta entre pessoas próximas ao ator.
Diante da progressão da doença, a atual esposa, Emma Heming Willis, a ex-companheira Demi Moore e as cinco filhas chegaram a um consenso sobre uma medida significativa: a doação do cérebro do artista para pesquisas científicas após sua morte. A iniciativa tem como objetivo contribuir para o avanço dos estudos sobre a condição, que ainda não possui cura e representa um desafio para a medicina.
A decisão foi compartilhada publicamente por Emma em seu livro, The Unexpected Journey, no qual relata aspectos da rotina familiar desde o surgimento dos primeiros sinais da doença. Segundo ela, o tema foi discutido abertamente dentro de casa, com a participação das filhas, especialmente as mais velhas, que acompanharam de perto o processo.
Nos últimos anos, a saúde do ator passou por mudanças importantes. Em março de 2022, ele anunciou o fim da carreira após ser diagnosticado com afasia, condição que afeta a comunicação. Posteriormente, o quadro evoluiu para a forma mais complexa da doença neurodegenerativa.
Reconhecido mundialmente por seu papel na franquia Die Hard, Bruce Willis vive atualmente sob cuidados paliativos, cercado pela família. Em meio aos desafios, a decisão de doar o cérebro representa não apenas um gesto pessoal, mas também uma contribuição que pode ajudar a ampliar o conhecimento científico e beneficiar futuras pesquisas sobre doenças semelhantes.
