Política
Eleições em Rondônia já movimentam R$ 13,6 milhões em doações
As campanhas eleitorais de Rondônia já contabilizam R$ 13,69 milhões em recursos recebidos até esta quarta-feira (26). A maior parte desse dinheiro veio diretamente das direções nacionais dos partidos, que concentram cerca de 80% do total registrado até o momento.
De acordo com dados financeiros disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram identificados 194 doadores, responsáveis por repasses destinados a 113 campanhas no estado.
Entre os maiores financiadores estão seis diretórios nacionais, que juntos transferiram aproximadamente R$ 10,92 milhões para candidaturas rondonienses.
PT lidera ranking de repasses
O maior volume de recursos partiu da Direção Nacional do PT, que destinou R$ 3.781.110,92 para três candidaturas.
O candidato ao Governo de Rondônia, Expedito Netto, recebeu R$ 1.867.824,65. Na disputa pelo Senado, Luciana Oliveira teve um repasse de R$ 1.588.286,27, enquanto Cláudia de Jesus, candidata à Assembleia Legislativa, recebeu R$ 325 mil.
Na sequência aparece a Direção Nacional do PDT, com R$ 3 milhões enviados integralmente para a campanha de Acir Gurgacz ao Senado.
O Podemos ocupa a terceira posição, com R$ 2,4 milhões distribuídos entre quatro candidatos à Câmara dos Deputados. Rafael Fera recebeu R$ 1 milhão; Juíza Euma Tourinho, R$ 600 mil; Jair Topcar, R$ 400 mil; e Almir José do Sindsef, outros R$ 400 mil.
O União Brasil repassou R$ 1 milhão, destinado integralmente à candidatura de Hildon Chaves ao Governo de Rondônia.
Já o Avante distribuiu R$ 445 mil entre oito candidatos a deputado federal. Jair Montes recebeu R$ 100 mil, Carlos Eduardo Kadu ficou com R$ 95 mil e Vanessa Lucena recebeu R$ 70 mil.
Najara Leandra e Elina Damasio receberam R$ 50 mil cada. Luiz Coelho teve R$ 30 mil, enquanto Antenor da Sithathi e Bombeiro Galdino receberam R$ 25 mil cada.
O Novo aparece com R$ 300 mil em repasses, divididos entre nove candidaturas à Câmara Federal. Cleuda da Estética, Adriana Martins e Cleviane Moreira receberam R$ 50 mil cada.
Outros seis candidatos — Dr. Charles Coração, Maurício Conti, Manoel Cuiabano, Dr. Silmar, Dr. Julio Gazele e Maurição do Povo — receberam R$ 25 mil cada.
Pessoas físicas também aparecem entre os maiores doadores
Após os diretórios nacionais, o ranking de maiores contribuintes é formado principalmente por pessoas físicas.
Marcelo Lessa da Silva aparece com uma doação de R$ 200 mil, seguido por Leticia Menegussi, com R$ 150 mil, e Douglas Antonio Granemann de Souza, que contribuiu com R$ 138.575.
Também estão entre os maiores doadores Vagner Pereira Sodre, com R$ 120 mil; Carlos Alberto, com R$ 111.425; Jaime Gazola Filho e Marcelo Cruz, com R$ 100 mil cada; e Hildon de Lima Chaves, com R$ 85 mil.
Ronaldi Rodrigues de Oliveira aparece com R$ 80 mil, enquanto Alex Mendonca Alves contribuiu com R$ 75 mil. Marlei Menezes Feier Mezzomo e Edson Aleotti fizeram repasses de R$ 70 mil cada.
Joao Goncalves Filho doou R$ 59,8 mil. Outros três doadores — Elton Jose Assis, Aparicio Carvalho de Moraes e Ronaldo Cabral Ribeiro — aparecem com contribuições individuais de R$ 50 mil.
Entre os diretórios estaduais, a Direção Estadual do MDB registrou R$ 47,5 mil destinados a uma campanha. Já a Direção Nacional do PCdoB aparece com R$ 25 mil, distribuídos entre duas candidaturas.
Os valores podem sofrer alterações à medida que novas receitas e despesas sejam declaradas pelas campanhas à Justiça Eleitoral.
Política
Justiça derruba decisão que liberou operação de plataforma de apostas
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (9) que a segunda instância da Justiça Federal derrubou a liminar que autorizou o funcionamento da plataforma de apostas online Stake Brasil.

A decisão foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Johonsom Di Salvo, após recurso apresentado pela AGU.
A casa de apostas havia conseguido uma liminar para garantir o funcionamento de suas operações até o dia 25 de outubro, mesmo após a medida provisória que proibiu o acesso dos consumidores às bets.
Para o magistrado, a liberação das bets somente para uma plataforma compromete a política pública de proibição das apostas eletrônicas.
“A circunstância de apenas uma empresa permanecer autorizada a exercer regularmente a atividade econômica enquanto as demais se submetem às restrições estabelecidas pelo Poder Público evidencia assimetria regulatória apta a afetar a execução da política pública implementada”, afirmou.
A constitucionalidade da medida provisória que proibiu as bets é contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas entidades que representam as empresas do setor.
Na semana passada, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos online.
As petições estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux.
Fonte: Agência Brasil
Política
Eleições 2026: Primeiro debate presidencial com Lula e Flávio Bolsonaro é cancelado
O primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026 foi cancelado. O encontro estava previsto para o próximo domingo (11), às 21h, na TV Record.
De acordo com a emissora, o cancelamento ocorreu devido à incompatibilidade de agendas dos candidatos que disputam a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Diante da ausência dos candidatos, o debate organizado pelo grupo de emissoras formado por SBT, RedeTV! e CNN Brasil também deve ser cancelado, segundo informações da Folha de S.Paulo. O encontro está marcado para a próxima quinta-feira (15).
Além desses, estão previstos outros dois debates para o segundo turno. O primeiro está agendado para o dia 18, na Band, e o segundo, para o dia 23, na TV Globo.
No primeiro turno, o tradicional debate da Globo foi cancelado no próprio dia em que seria realizado. A emissora atribuiu a decisão à insegurança jurídica provocada por duas determinações judiciais recebidas poucas horas antes do programa.
A primeira decisão, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impediu a emissora de exibir no cenário o púlpito vazio destinado ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do debate. A medida também proibia os demais participantes de direcionar perguntas ao candidato ausente.
Após a divulgação da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que também não participaria do encontro.
A segunda decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu a participação do candidato Renan Santos (Missão) após um pedido apresentado pelo partido Solidariedade.
As regras estabelecidas para o debate previam o convite aos candidatos cujos partidos tivessem representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Com base nesse critério, haviam sido convidados inicialmente Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).
Fonte: Correio 24h
Política
Zé Paroca é eleito novo presidente da Câmara de Porto Velho
O vereador José Uilson Guimarães de Souza (Avante), o Zé Paroca, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Porto Velho para o biênio 2027-2028, após a realização de uma nova eleição para a Mesa Diretora.
A decisão ocorreu depois da repercussão das demissões em massa na Casa e da revisão da escolha antecipada dos integrantes da Mesa. No início da Legislatura, os vereadores haviam definido as duas composições, mas um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) motivou a revisão do processo eleitoral.
O prefeito Léo Moraes (Podemos) teve participação decisiva na definição dos novos nomes. Gedeão Negreiros (PSDB), atual presidente da Câmara, ocupará a vice-presidência na nova composição.
A Mesa Diretora também terá a participação dos vereadores Everaldo Fogaça (PSD), Edmilson Dorado, Wanoel Martins e Nilton Souza.
