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Polícia

TCE investiga contrato de R$ 450 mil para show de Juliana Bonde em Rondônia

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O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) instaurou uma fiscalização para apurar possíveis irregularidades na contratação das atrações que se apresentaram durante as comemorações pelos 97 anos de Guajará-Mirim. Entre os artistas contratados estão a banda Bonde do Forró, a cantora Juliana Bonde e o chamado “DJ Maluco”.

De acordo com o órgão de controle, há indícios de que o contrato, firmado por inexigibilidade de licitação no valor de R$ 450 mil, possa ter apresentado sobrepreço. A investigação foi aberta após uma análise técnica apontar divergências entre a proposta inicial e o valor final contratado.

Segundo o relatório, a primeira proposta apresentada pela empresa previa R$ 235 mil para os shows do Bonde do Forró e de Juliana Bonde. Posteriormente, o contrato foi reajustado para R$ 450 mil com a inclusão do “DJ Maluco”, representando um acréscimo de R$ 215 mil.

Para verificar a compatibilidade do valor com o mercado, o TCE comparou a contratação com apresentações semelhantes realizadas em outros estados. A análise apontou que municípios de Mato Grosso e Minas Gerais contrataram o Bonde do Forró por valores significativamente menores durante 2026. Além disso, os técnicos encontraram uma proposta da própria empresa, datada de dezembro de 2025, mantendo o valor de R$ 235 mil para as apresentações da banda e da cantora, sem a participação do “DJ Maluco”.

Outro ponto que será investigado diz respeito ao papel desempenhado pelo “DJ Maluco”. Conforme o relatório, não foram localizados parâmetros de mercado que justificassem o valor atribuído à sua contratação como atração independente. Os técnicos também identificaram informações de que ele atua como produtor musical e integrante da equipe responsável pelo Bonde do Forró, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de um contrato separado.

A equipe técnica ainda destacou que todas as apresentações ocorreram no mesmo dia, utilizando a mesma estrutura de palco, som e iluminação, circunstância que reforça a necessidade de esclarecer se o aumento de R$ 215 mil teve justificativa compatível com os serviços efetivamente prestados.

Além da suspeita de sobrepreço, a fiscalização também irá analisar possíveis alterações no objeto do contrato após a proposta inicial, a fundamentação utilizada para a contratação sem licitação e informações de que a formação principal do Bonde do Forró poderia ter outro compromisso na data do evento, realizado em 11 de abril deste ano.

Com a decisão, a apuração preliminar foi convertida em fiscalização formal. A Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RO ficará responsável por aprofundar as investigações e verificar se houve irregularidades na contratação das atrações artísticas.

Fonte: Notícias Urgentes com informações do G1RO

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Polícia

Jovem é executado com cerca de 10 tiros

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Um jovem de 25 anos, identificado como Ronildo da Silva Albuquerque, foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (30), por volta das 20h50, na rua Colônia Santo Antônio, zona norte de Manaus.

Moradores da área relataram ter sido surpreendidos pelo barulho de uma sequência intensa de disparos. Segundo testemunhas, foram ouvidos pelo menos dez tiros no momento da ação criminosa.

Equipes da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) foram acionadas e isolaram a área para o atendimento da ocorrência.

De acordo com a Rocam, imagens de câmeras de segurança do perímetro registraram a passagem de um veículo de cor branca no momento exato do crime. A Polícia Militar analisa o material para determinar se o automóvel transportava os executores da vítima.

O Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção do corpo após a pericia técnica no local.

Até o momento, a autoria e a motivação do homicídio permanecem desconhecidas. O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que conduzirá os inquéritos para identificar os responsáveis pelo ataque.

Fonte: D24am

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Polícia

Homem sofre descarga elétrica de alta tensão e fica em estado grave

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Um homem ficou gravemente ferido após sofrer uma descarga elétrica na manhã deste sábado (31), no cruzamento da avenida Sete de Setembro com a rua Ana Nery.

De acordo com informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, ele trabalhava em uma construção no segundo andar quando teria encostado em um fio de alta tensão. Com o choque, a vítima permaneceu sobre o telhado do imóvel, sendo necessário um trabalho de resgate.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e motolância foram mobilizadas para atender à ocorrência e realizar o resgate. O estado de saúde da vítima foi considerado grave.

Matéria em atualização

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Polícia

PF e Ibama destroem dragas milionárias usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira

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A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta sexta-feira (30/10) a segunda fase da Operação Nêmesis, com o objetivo de reprimir a extração ilegal de ouro no Rio Madeira, no trecho situado a montante da Usina Hidrelétrica Jirau, em Porto Velho.

A fiscalização ficou restrita aos pontos em que as dragas operavam sem autorização, não alcançando áreas com título minerário e licença ambiental válidos. Para delimitar esses pontos, a Polícia Federal comparou a posição das dragas com os registros da Agência Nacional de Mineração (ANM) e verificou que, nesses locais, não havia Permissão de Lavra Garimpeira nem licenciamento ambiental.

Imagens de satélite mostram dragas reunidas no trecho ilegal desde abril de 2025. Ao longo desse período, elas mudaram de posição no rio fora das áreas permitidas e alteraram visivelmente as margens.

As dragas encontradas são estruturas flutuantes de grande porte, com valor médio estimado acima de R$ 4 milhões cada, cujo porte e o investimento afastam a hipótese de garimpo individual ou rudimentar e indicam atividade organizada, com capacidade de extração em larga escala.

A inutilização é autorizada pelo Decreto nº 6.514/2008 (art. 111) nas hipóteses em que o transporte e a guarda dos bens são inviáveis ou em que sua manutenção expõe o meio ambiente e os agentes públicos a risco.

Durante os trabalhos, constatou-se a impossibilidade de remoção das estruturas, as quais se encontravam a cerca de 27 km da usina, a montante da barragem e sem meios de reboque nem local de guarda compatível com seu porte.

Antes da inutilização, as equipes retiraram das dragas o mercúrio metálico e as demais substâncias nocivas encontradas a bordo, para evitar que fossem lançados no rio. Esse material foi apreendido e terá destinação ambientalmente adequada. Também foram apreendidos armas de fogo e equipamentos usados na queima do amálgama para separar o ouro, com vestígios de uso de mercúrio. Todos os bens apreendidos serão contabilizados e destinados conforme os procedimentos legais.

O uso de mercúrio na extração de ouro é proibido no Brasil fora de atividade licenciada pelo órgão ambiental competente (Decreto nº 97.507/1989), condição que nenhuma das dragas fiscalizadas possuía. Pela Convenção de Minamata sobre Mercúrio, promulgada pelo Decreto nº 9.470/2018, o país também assumiu o compromisso de reduzir e eliminar o emprego do metal no garimpo. Altamente tóxico, o mercúrio usado para amalgamar o ouro é descartado nos rios e no ar durante a queima, acumula-se nos peixes e atinge as populações ribeirinhas e indígenas que dependem do Rio Madeira.

Além da contaminação, o garimpo ilegal no leito do rio provoca assoreamento e destruição das margens. As investigações seguem para identificar os financiadores, os operadores logísticos e os responsáveis pelo fornecimento do mercúrio, pelo suporte material e pela receptação do ouro extraído.

Os envolvidos poderão responder, na medida de sua participação, pelos crimes de extração mineral sem autorização, com pena de seis meses a um ano de detenção e multa; usurpação de bens da União, com pena de um a cinco anos de detenção e multa; uso de substância tóxica em desacordo com a lei, com pena de um a quatro anos de reclusão e multa; e associação criminosa, com pena de um a três anos de reclusão.

Fonte: Polícia Federal

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