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Prefeitura reforça combate às queimadas diante da ameaça do Super El Niño.

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Com a chegada do verão amazônico, Porto Velho volta a enfrentar um dos períodos mais desafiadores do ano. A estiagem favorece o aumento dos focos de incêndio e das queimadas, comprometendo a qualidade do ar, colocando vidas em risco e causando prejuízos ambientais. Em 2026, a preocupação é ainda maior diante da previsão de um Super El Niño, fenômeno que pode intensificar a seca e agravar os impactos das queimadas na capital.

O alerta ganha ainda mais importância porque Rondônia já viveu um cenário crítico. Em 2024, a capital rondoniense chegou a registrar um dos piores índices de qualidade do ar do mundo, consequência dos incêndios criminosos e acidentais que atingiram a região. Para evitar que essa realidade volte a se repetir, a Prefeitura de Porto Velho mantém uma força-tarefa integrada de prevenção, fiscalização e resposta rápida.

Uma das principais ações é a atuação dos Brigadistas Municipais, profissionais capacitados para realizar o monitoramento das áreas de risco e o primeiro combate aos focos de incêndio em terrenos baldios, áreas urbanas e regiões de vegetação. As equipes trabalham para controlar as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros, reduzindo danos à população, ao patrimônio e ao meio ambiente.

Além do combate direto ao fogo, os brigadistas também atuam na proteção de residências ameaçadas pelas chamas e no resgate de animais atingidos pelos incêndios, demonstrando um trabalho que vai além da preservação ambiental e alcança a proteção da vida.

O brigadista municipal Marcelo Vasconcelos explica que a maior parte das ocorrências atendidas nos últimos dias tem origem em ações humanas.

“Através de ligações, denúncias e monitoramento com nosso equipamento, identificamos muitos focos de incêndio criminoso nos últimos dias. Estamos atuando para conseguir combatê-los o máximo possível. É muito importante que as pessoas não realizem queimadas e denunciem imediatamente.”

Segundo o superintendente da Defesa Civil Municipal, Marcos Berti, o enfrentamento às queimadas depende da atuação do poder público e da conscientização da população.

O incêndio criminoso é resultado de imprudência e coloca toda a cidade em risco. Precisamos parar com esses focos e impedir que o cenário de 2024 se repita. O município, com a Defesa Civil e os Brigadistas Municipais, estão em uma ação integrada com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e Corpo de Bombeiros, mas também é preciso a conscientização e contribuição da população, porque queimada é crime.”

Para o prefeito Léo Moraes, cada denúncia representa uma oportunidade de evitar tragédias e preservar vidas.

“Se você presenciar um princípio de incêndio ou alguém colocando fogo em terrenos ou áreas de vegetação, denuncie imediatamente. Acione o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou solicite os Brigadistas Municipais pelo aplicativo PVH+. Cuidar da nossa cidade é uma responsabilidade compartilhada. Quando cada cidadão faz a sua parte, protegemos o lugar onde vivemos e as pessoas que amamos.”

Canais de Denúncia 

A Prefeitura de Porto Velho reforça que qualquer foco de incêndio ou queimada deve ser comunicado imediatamente pelos canais oficiais. A participação da população é fundamental para garantir uma resposta rápida e evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios.

Corpo de Bombeiros: 193

Brigadistas Municipais: Solicitação de atendimento pelo aplicativo PVH+

Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema): Através dos canais oficiais da secretaria.

A orientação é simples: Não utilize fogo para limpeza de terrenos, descarte de resíduos ou qualquer outra finalidade. Além de colocar vidas em risco, provocar queimadas é crime ambiental e pode resultar em multas e responsabilização criminal.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Conta de luz fica sem cobrança extra em novembro

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A conta de energia elétrica dos brasileiros não terá cobrança adicional em novembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (30), a manutenção da bandeira tarifária verde pelo segundo mês consecutivo.

Segundo a agência reguladora, a decisão foi possível devido às condições favoráveis de geração de energia, impulsionadas pelo aumento das chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas.

Com a melhora nos níveis dos reservatórios, diminui a necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custos de produção mais elevados e podem encarecer a geração de energia.

A bandeira verde voltou a vigorar em outubro, após cinco meses de bandeira amarela. Com a manutenção em novembro, os consumidores continuam sem pagar valores adicionais relacionados ao sistema de bandeiras tarifárias.

De acordo com a Aneel, o aumento das chuvas contribui para o equilíbrio dos reservatórios e permite manter condições mais favoráveis para a produção de energia elétrica.

Entenda as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias indica os custos de geração de energia no país. Quando as condições são desfavoráveis, as bandeiras amarela e vermelha são acionadas, gerando cobranças extras nas contas de luz.

Confira os valores adicionais:

  • Bandeira verde: não há cobrança adicional.
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.

Com a bandeira verde mantida em novembro, os consumidores terão mais um mês sem cobrança extra na conta de energia elétrica.

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Bolívia decreta emergência por Super El Niño e aumenta preocupação com seca em Rondônia

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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou neste sábado (31) estado de emergência nacional para enfrentar os impactos do fenômeno El Niño, que já provoca períodos de seca em diferentes regiões do país e aumenta o risco de enchentes. A medida prevê a liberação de recursos financeiros e a mobilização de equipes para atender as áreas mais afetadas.

A situação também chama a atenção em Rondônia, estado brasileiro que faz fronteira com a Bolívia. Embora a declaração de emergência do país vizinho não represente uma situação de emergência em território rondoniense, as previsões climáticas apontam possíveis impactos do fenômeno na região amazônica.

De acordo com o governo boliviano, o objetivo é reunir recursos humanos e financeiros para enfrentar os efeitos climáticos. Em pronunciamento à população, Rodrigo Paz afirmou que o país está mobilizando diferentes instituições para reduzir os prejuízos provocados pelo fenômeno.

A preocupação envolve tanto a falta de água em determinadas regiões quanto a possibilidade de inundações em outras áreas. Segundo informações divulgadas pela imprensa boliviana, 63 comunidades já enfrentam problemas relacionados à seca.

Em Rondônia, as projeções também indicam um cenário de atenção. O boletim mais recente do Painel El Niño, divulgado em 29 de outubro pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em conjunto com outros órgãos federais, aponta maior probabilidade de chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. As temperaturas também devem ficar acima da média, principalmente na região amazônica.

Entre os possíveis efeitos para Rondônia estão a redução das chuvas, períodos mais prolongados de estiagem, temperaturas elevadas e maior risco de queimadas. A diminuição das precipitações também pode contribuir para a queda dos níveis dos rios, com reflexos na navegação, no transporte fluvial, na pesca e no abastecimento de comunidades ribeirinhas.

A situação merece atenção especialmente pela importância dos rios para o deslocamento de moradores e o transporte de mercadorias em Rondônia. O Rio Madeira, por exemplo, é uma das principais vias de navegação da região e pode sofrer consequências caso o nível das águas apresente redução significativa.

Apesar das projeções, os impactos não são automáticos e podem variar conforme a intensidade do fenômeno e as condições climáticas de cada localidade. Por isso, os órgãos de monitoramento recomendam acompanhar as atualizações meteorológicas e os alertas da Defesa Civil.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação dos ventos e na distribuição de umidade da atmosfera, provocando mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas em diferentes partes do planeta.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Normalmente, o fenômeno favorece períodos de chuva mais intensa no Sul e redução das precipitações em áreas do Norte e do Nordeste, além de contribuir para temperaturas mais elevadas.

E o Super El Niño?

A expressão Super El Niño é utilizada para descrever episódios de intensidade muito forte do fenômeno, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial alcança níveis elevados.

Segundo o INMET, existe elevada probabilidade de que o episódio atual atinja intensidade muito forte a partir de novembro de 2026, com possibilidade de impactos climáticos em diferentes regiões do Brasil.

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Novembro começa com temporais em três regiões do Brasil e aumento do calor

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Chuvas fazem com que o Amazonas, Rondônia e as regiões Centro-Oeste e Sudeste comecem o mês de novembro com um aviso de perigo potencial para tempestades. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste domingo (1º).

Na Região Norte, além dos dois estados, áreas do Acre também têm condições para chuvas e trovoadas. No oeste de Roraima, sul do Pará e centro e sul do Tocantins, há ainda possibilidade de chuvas isoladas.

Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23 graus Celsius (°C) em Rio Branco e a máxima chega a 37 °C em Boa Vista.

Grande parte da Região Centro-Oeste tem previsão de chuva, especialmente os estados de Goiás e de Mato Grosso do Sul onde também pode haver queda de granizo.

A temperatura mínima nas capitais será de 20 °C em Brasília e a máxima de 34 °C em Cuiabá.

No Sudeste do país, as chuvas também devem atingir quase toda a região, mas em Minas Gerais e Espírito Santo há condições para tempestades.

A temperatura mínima, entre as capitais, será de 16 °C em Belo Horizonte e a máxima de 28 °C em Belo Horizonte.

Na Região Sul chove com trovoadas no norte, noroeste e oeste do Paraná, com possibilidade de granizo no noroeste do estado. Também chove em Santa Catarina e pode chover de forma isolada na Serra Gaúcha.

A temperatura mínima será de 14 °C em Curitiba e a máxima de 26 °C em Porto Alegre.

Seca

No Nordeste brasileiro, há um aviso de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar em quase todo o interior da região, exceto nos estados do Maranhão e Sergipe. Há possibilidade de chuvas isoladas apenas nas regiões sudoeste e oeste da Bahia.

O mês de novembro começa com temperaturas elevadas na região. Neste domingo, a mínima será de 27 °C em São Luís e a máxima chega a 38 °C em Teresina.

Agência Brasil

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