Polícia
Casal de pastores é indiciado por abusos sexuais contra adolescentes
A Polícia Civil concluiu e encaminhou ao Poder Judiciário e ao Ministério Público o inquérito que indicia o casal de pastores Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, ambos de 24 anos, por uma série de crimes sexuais contra menores de idade.
Os suspeitos, que lideravam a congregação Assembleia de Deus AD Kairos, são acusados de abusar de pelo menos 11 vítimas identificadas, em sua maioria meninas com idades entre 12 e 17 anos. Agora, caberá à Justiça e aos promotores de Justiça analisar o caso e as medidas cautelares solicitadas pelas autoridades policiais.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), os investigados utilizavam seus cargos de liderança religiosa e passagens bíblicas distorcidas para manipular psicologicamente as vítimas, convencendo-as de que os atos tinham finalidades espirituais.
Para garantir o silêncio das jovens, o casal também oferecia dinheiro, transferências via Pix e jantares. Além disso, as regras internas da própria igreja, que previam o desligamento de membros por dissidência ou “rebeldia”, eram usadas de forma estratégica para desencorajar qualquer tipo de denúncia por parte das adolescentes ou de seus familiares.
O caso começou a ser apurado em abril de 2026, após a denúncia inicial de uma adolescente de 14 anos, o que encorajou outras cinco vítimas a relatarem abusos semelhantes. Diante do início da investigação, os pastores abandonaram repentinamente o prédio onde funcionava a congregação, deixando o imóvel sem a devolução das chaves e com dívidas acumuladas de aluguel, IPTU, água e energia elétrica.
A delegada responsável pelo caso, Kamilla Basto, classificou a investigação como altamente complexa devido ao nível de dissimulação do casal, que usava a fé e o ambiente religioso como ferramentas de dominação.
Com a conclusão do inquérito, o pastor Wenderson de Souza foi indiciado por seis crimes, incluindo estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual, registro não autorizado de intimidade, falsidade ideológica e fraude processual. A pastora Arielly de Souza responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.
A polícia também identificou que o pastor tentou destruir provas ao ordenar que uma jovem de 20 anos se desfizesse de seu aparelho celular com a ajuda de uma das adolescentes, o que resultou no indiciamento dessa terceira pessoa por corrupção de menores e fraude.
Até o momento, a defesa dos pastores investigados não se pronunciou sobre as acusações.
Polícia
Mulher fica gravemente ferida após tentativa de homicídio em Rondônia
Uma mulher identificada apenas como Juliana foi vítima de uma tentativa de homicídio a facadas na sexta-feira (16), na região do bairro Jorge Teixeira, em Ji-Paraná, Rondônia. Ela foi localizada em uma área de matagal, com ferimentos graves, e encaminhada ao hospital.
Segundo informações preliminares, a vítima teria passado várias horas ferida no local até ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Devido à gravidade do quadro, ela foi levada ao Hospital Municipal de Ji-Paraná em estado crítico.
Relatos iniciais apontam ainda que Juliana teria sido agredida dias antes. Até o momento, porém, não há confirmação de que os dois episódios estejam relacionados.
A autoria e a motivação do ataque ainda são desconhecidas. O caso deverá ser investigado pela Polícia, que busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e identificar o responsável.
Polícia
Dois homens pegam até 27 anos de prisão por matar empresário
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) atuou no julgamento que condenou três réus por crimes relacionados ao homicídio de um empresário, ocorrido em maio de 2024, em uma propriedade rural de Rondônia. A sessão do Tribunal do Júri começou na quinta-feira (15/10), em Porto Velho, e terminou às 23h de sexta-feira (16/10), com penas de 27 anos e 20 anos de prisão para dois réus condenados pelo homicídio e de um ano para a terceira ré, condenada por ocultação de cadáver.
O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Marcus Alexandre. Os jurados reconheceram a responsabilidade dos dois primeiros réus pela morte da vítima Dalton e condenaram a terceira acusada pela participação na ocultação do corpo.
Relembre:
Crime
De acordo com a acusação, o homicídio ocorreu após uma discussão entre o empresário e dois funcionários da propriedade rural. O desentendimento teria começado por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração do local.
Durante a discussão, a vítima foi atingida por golpes na cabeça e em outras partes do corpo com uma colher grande de madeira. Após o crime, os envolvidos teriam adotado medidas para limpar o local e ocultar o cadáver em um rio, onde o corpo foi encontrado três dias depois, e afundaram o carro em uma lagoa próxima.
A denúncia apontou circunstâncias que qualificaram o homicídio, incluindo motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, todas acolhidas pelos jurados.
Julgamento
Durante a sessão, os dois acusados pelo homicídio confessaram ter matado o empresário, mas alegaram que mataram porque foram injustamente provocados. A tese do homicídio privilegiado não foi reconhecida pelos jurados. A terceira ré admitiu ter limpado o local e respondia somente pela ocultação do cadáver.
Após os intensos debates entre acusação e defesa, os jurados reconheceram a responsabilidade penal dos três réus. A sentença foi proferida na noite desta sexta-feira (16/10).
As penas fixadas foram de 27 anos de prisão para um dos condenados pelo homicídio, 20 anos para o outro e um ano de prisão para a ré condenada por ocultação de cadáver.
A decisão encerra o julgamento em primeira instância pelo Tribunal do Júri, cabendo às partes os recursos previstos em lei.
Fonte: MPRO
Polícia
Operação prende suspeitos ligados a homicídios e tráfico de drogas
A Polícia Civil do Estado de Rondônia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Contrafluxo II no município de São Miguel do Guaporé/RO. A ação cumpriu mandados judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigações sobre homicídio qualificado, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.
Entenda o caso:
As investigações apuram o homicídio de W.B de.S., e a tentativa de homicídio contra seu irmão, W.B de.S., ocorridos em 13 de agosto de 2026, além da atuação de integrantes de facção criminosa na região.
Durante as diligências, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e realizadas quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, foram efetuadas buscas em diversos endereços vinculados aos investigados para a apreensão de armas, munições, entorpecentes, aparelhos eletrônicos, documentos e registros financeiros.
A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Guaporé, com apoio operacional das Delegacias de Alvorada do Oeste, Urupá, Seringueiras e Nova Brasilândia, além do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM/PMRO).
A Polícia Civil de Rondônia reforça e ressalta o seu compromisso com a população rondoniense de atuar de forma firme, integrada e contínua no combate à criminalidade e na preservação da ordem pública.
Canais de Denúncia
Disque-Denúncia: 197
WhatsApp: (69) 3216-8940

Fonte: Polícia Civil
