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Figurinhas falsas da Copa do Mundo infestam ruas de comércio popular

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Figurinhas falsas da Copa do Mundo estão infestando as ruas de comércio popular de São Paulo e têm atraído clientes pelo preço praticado, abaixo do tabelado pela editora Panini. O Metrópoles encontrou na região central pacotinhos mais grosseiros e outros de “primeira linha”.

As figurinhas foram compradas na tarde da última sexta-feira (22/5) no Brás e na região da 25 de Março. Todas foram adquiridas por valor abaixo de tabela (R$ 7) entre camelôs que atuam nas ruas da capital paulista. Apenas uma, original, foi obtida em um estabelecimento comercial da Rua São Bento para servir como “referência de qualidade”.

O pacote com falsificação mais grosseira foi aquele comprado na Rua da Juta, no Brás. O repórter pechinchou e o ambulante vendeu o pacote com sete cromos por R$ 5. Na mão, foi possível sentir a textura de papel sulfite, a impressão “fuleira” e notar que o verso não se parecia em nada com o original. No interior do pacote, as figurinhas não tinham inscrição alguma atrás das imagens dos jogadores.

Combo de três pacotes por R$ 20

Perto dali, mais pirataria com requintes de “ousadia e alegria”. Um camelô vendia figurinhas falsas na Rua Barão de Ladário, no Brás, ao lado de um shopping popular que foi lacrado pela Receita Federal. A banquinha estava praticamente colada à faixa da fiscalização que isolava a calçada do centro de compras, diante do qual estavam estacionadas viaturas das autoridades.

Na banquinha vizinha ao alvo da Receita, a reportagem adquiriu o “combo” com três pacotes por R$ 20. Um era comum e outros dois “especiais”. Os “especiais” tinham embalagem diferenciada.

Uma dessas “especiais” tinha a inscrição de “figurinha rara”. Entretanto, de rara não tinha nada: era uma espécie de card, para jogar como se fosse um “trunfo”, tendo apenas quatro imagens. A outra “especial” veio com oito cromos, sendo dois pares de repetidas.

Na Rua Barão de Duprat, a criatividade ganhou asas e até jogadores do passado como Zico, Adriano Imperador e Ronaldinho Gaúcho foram representados em cromos falsificados, por preço “premium” de R$ 10 cada. Camelô também vendia uma folha com as 14 figurinhas que aparecem nos rótulos de Coca-Cola, acrescidas de Neymar e Cristiano Ronaldo

Subindo a Ladeira Porto Geral, também na região da 25 de Março, um camelô vendia figurinhas em uma bolsa. Depois de pechinchar, o repórter conseguiu pagar apenas R$ 5 por um pacote que gera dúvidas e até “engana bem”, uma aparente falsificação de “primeira linha”.

De forma geral, as figurinhas falsas têm variação de cor em relação às oficiais. Na amostragem usada pela reportagem, tinta mais apagada no verso foi indicativo de cromo verdadeiro.

São Paulo pode ter se tornado um “paiol” de cromos falsos. Na última semana, a polícia flagrou um carregamento com cerca de 200 mil figurinhas falsificadas em Nova Iguaçu. As apurações da polícia apontariam que o material teria partido de território paulista.

O Metrópoles procurou a Panini para comentar a venda de figurinhas falsificadas e orientar os consumidores a respeito, mas a empresa não se manifestou. O espaço está aberto.

Nas bancas

Presidente do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo (Sindjorsp), José Antônio Mantovani representa as bancas da capital paulista e diz que “na hora” já é possível notar as falsificações.

“Quando o cliente chega aqui e mostra que aconteceu alguma coisa no pacote, que só vieram duas, três ou quatro. Quando mostra o que comprou, a gente já detecta que é falsa. Não é uma perfeição, é uma falsificação grosseira, inclusive”, afirma.

As falsificações também afetam os vendedores oficiais. De forma geral, cada pacotinho sai por algo em torno de R$ 4,90 para os comerciantes. Entretanto, sobre esse valor, ainda recaem uma série de custos extras, como os juros de empréstimos necessários para se adquirir grande quantidade de figurinhas. Ou seja, a margem de lucro se estreita bastante e ainda há concorrência desleal.

Mantovani diz que o principal problema é que falsificadores vendem seus produtos por qualquer preço. “Elas pagam menos de R$ 1 pelo pacotinho e vendem por R$ 3, R$ 4, R$ 5 e [ainda assim] estão ganhando dinheiro”, afirma. “Os consumidores compram e acham que podem pagar esse preço também na banca. Mas, na banca, não dá para ser vendido por menos de R$ 7, o preço oficial”, diz.

Nem tudo que parece é, de fato, falsificação. Segundo Mantovani, a Panini produz no Brasil e exporta para a América Latina. Por isso, alguns pacotes têm a inscrição “cromos”, como são conhecidos por aqui, e outros “stickers”, da maneira como são chamados em outros países da região. Nesse caso, só por essa diferença não é possível apontar uma figurinha pirata.

O presidente do Sindjorsp diz que há muito folclore a respeito das inscrições “cromos” e “stickers”, como se os pacotes com a segunda forma contassem mais frequentemente com “figurinhas premiadas”, o que não seria verdade. “O processo de embaralhamento de figurinhas da Panini é monstruoso, bem complexo, para não ter vícios”, afirma.

Em meio a tantas variáveis, Mantovani faz um alerta: não há pacotinhos oficiais específicos com figurinhas raras, como aquele encontrado pelo Metrópoles no Brás.

Fonte: Metrópoles

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Prefeitura amplia atendimento do CadÚnico durante a Agrotec 

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A Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Divisão de Programas de Transferência de Renda (DIPTR), participa da Agrotec, que está organizada de 26 a 30 de agosto de 2026, no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (RO), levando atendimento descentralizado do Cadastro Único por meio do projeto “CadÚnico no Seu Bairro” e da Unidade Móvel de Cadastramento.

A iniciativa representa mais uma estratégia da Administração Pública Municipal para aproximar os serviços socioassistenciais da população, especialmente das famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento ou que, por diferentes razões, ainda não conseguem acessar regularmente os equipamentos públicos responsáveis pelo atendimento do Cadastro Único.

Durante a Agrotec, a Unidade Móvel de Cadastramento funcionará como uma unidade móvel de atendimento, proporcionando estrutura adequada para a realização de serviços relacionados ao Cadastro Único, observadas as normas, procedimentos e critérios estabelecidos pelo Governo Federal.

Para o prefeito Léo Moraes, levar os serviços para espaços de grande circulação é uma forma de facilitar o acesso da população aos seus direitos.

“A nossa gestão trabalha para levar os serviços públicos para mais perto das pessoas. Estar na Agrotec com o CadÚnico é garantir que as famílias tenham acesso à informação, orientação e aos programas sociais, com um atendimento mais próximo, humanizado e acessível”.

Entre os serviços que poderão ser disponibilizados estão inclusão de novas famílias no Cadastro Único, atualização cadastral, revisão de dados, inclusão e exclusão de integrantes da composição familiar, transferência de cadastro, orientações sobre benefícios e programas sociais e demais procedimentos pertinentes à gestão do Cadastro Único, conforme a situação apresentada pelo cidadão e os requisitos administrativos aplicáveis. 

A participação da Semias na Agrotec está alinhada ao princípio da universalização do acesso às políticas públicas de assistência social, buscando reduzir barreiras territoriais e ampliar a presença do Poder Público junto à população.

O Cadastro Único constitui importante instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda, servindo como porta de entrada ou mecanismo de seleção para diversos programas sociais. Dessa forma, manter os dados atualizados e possibilitar o acesso da população aos serviços de cadastramento é medida essencial para o adequado funcionamento das políticas de proteção social.

A estratégia adotada pela DIPTR também se relaciona à lógica da busca ativa, que permite ao Poder Público desenvolver ações de aproximação com famílias que eventualmente estejam afastadas ou tenham dificuldades de acesso aos serviços convencionais.

Nesse contexto, a Unidade Móvel de Cadastramento não representa apenas uma estrutura móvel de atendimento, mas uma ferramenta de descentralização administrativa, inclusão social e fortalecimento da política pública de transferência de renda.

Agrotec como espaço de cidadania

A presença da Semias na Agrotec amplia o alcance social do evento, agregando à programação uma importante dimensão de cidadania e acesso a direitos.

Ao levar o atendimento para um espaço de grande circulação de pessoas, o Município cria uma oportunidade para que cidadãos possam buscar informações, regularizar sua situação cadastral e receber orientações sobre os programas e benefícios sociais aos quais eventualmente possam ter direito.

A iniciativa também fortalece a integração entre as políticas públicas municipais e as ações de desenvolvimento realizadas no Município, demonstrando que eventos de grande relevância econômica, tecnológica e social podem também constituir espaços estratégicos para a promoção da cidadania.

“A participação na Agrotec, portanto, integra um conjunto de ações de descentralização do atendimento promovidas pela Semias, fortalecendo a política municipal de assistência social e a capacidade do Município de identificar, orientar e atender as famílias em situação de vulnerabilidade social”, disse o secretário da Semias, Paulo Afonso.

“Com a presença na Agrotec, a Semias reafirma seu compromisso com uma política de assistência social mais próxima, acessível, eficiente e humanizada, utilizando tecnologia, estrutura móvel e equipes qualificadas para ampliar o acesso da população ao Cadastro Único”, disse o gerente do Cadastro Único da Semias, Clóvis Henrique da Silva.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Advogado denuncia Virginia Fonseca por estelionato e “cachê da desgraça”

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Um advogado paranaense denunciou criminalmente a influenciadora e empresária Virginia Fonseca por supostos crimes de estelionato, propaganda enganosa e induzimento à especulação. O Metrópoles teve acesso à notícia-crime, apresentada à Justiça do Paraná, que pede a abertura de uma investigação para apurar a atuação da influenciadora na divulgação de plataformas de apostas.

As empresas citadas na notícia-crime são a Esportes da Sorte e a Blaze. Após o recebimento do documento, o Ministério Público do Paraná solicitou que o caso fosse encaminhado a uma Secretaria de Promotoria, para avaliar a eventual abertura de inquérito policial.

Relação de Virginia com as bets

A denúncia cita, principalmente, a atuação de Virginia durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o documento, a influenciadora teria recebido 30% das perdas de seguidores que realizavam apostas na plataforma Blaze.

Em um dos conteúdos citados no documento, a influenciadora apostou na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina durante a Copa do Mundo de 2026. A seleção argentina venceu por 3 a 2, na prorrogação.

O episódio é mencionado pelo advogado como exemplo de uma estratégia que, segundo ele, incentivaria os seguidores a realizar apostas em um cenário de baixa probabilidade, apresentado pela influenciadora como uma oportunidade de obter ganhos.

Neste mês de agosto, Virginia Fonseca anunciou o fim da parceria comercial com a Blaze, uma das plataformas citadas na denúncia. A ruptura ocorreu em meio a uma ação do Ministério Público que pede a condenação da influenciadora por danos morais coletivos, com pagamento mínimo de R$ 120 milhões.

Algo semelhante ocorreu em 2024. Virginia mantinha contrato com a Esportes da Sorte desde 2022, mas encerrou a parceria em meio às investigações da CPI das Bets. Na época, o relatório final da comissão apontou que a influenciadora teria cometido crimes de propaganda enganosa e estelionato e pediu o indiciamento dela.

Fonte: Metrópoles

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MPF vai à Justiça para corrigir concurso de perito médico federal em Rondônia

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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal para que o Ministério da Previdência Social e a banca organizadora Cebraspe corrijam o resultado do concurso para perito médico federal em Rondônia. Com a correção, os candidatos negros aprovados no concurso passariam a constar tanto na lista de ampla concorrência quanto na lista das vagas reservadas. Dessa forma, aqueles que obtiverem nota suficiente para passar na ampla concorrência não ocupariam as vagas destinadas às cotas raciais, liberando vaga para outros cotistas que aguardam na fila.

O concurso, lançado no fim de 2024, oferecia inicialmente dez vagas para o estado, mas um decreto federal de 2025 aumentou esse número para 20 vagas. Um candidato cotista tirou nota suficiente para ficar na 20ª posição da ampla concorrência. Mesmo aprovado na ampla concorrência, ele só foi chamado como cotista.

Para o MPF, essa decisão do governo federal e da banca Cebraspe acabou prejudicando outros candidatos negros que deveriam ter sido chamados na sequência. Como o candidato com nota para a lista geral acabou ocupando a vaga de cota, pelo menos uma pessoa negra deixou de ser contratada, o que desvirtua totalmente o objetivo da lei. “A cota serve para garantir um valor mínimo de inclusão e não para limitar a entrada de pessoas negras. O propósito da lei é o de aumentar concretamente as oportunidades para pessoas negras”, destacou o procurador da República Raphael Bevilaqua na ação.

Antes de ingressar na Justiça, o MPF tentou resolver a situação de forma amigável, administrativamente. O órgão enviou uma recomendação ao Ministério da Previdência Social pedindo a correção imediata da lista de aprovados e a convocação de candidato cotista prejudicado. No entanto, o Ministério alegou questões de segurança jurídica e vinculação ao edital. Diante da negativa, o MPF ingressou com a ação civil pública para evitar o que chamou de racismo institucional.

Na ação, o MPF lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) já deixou claro que a reserva mínima de 20% deve ser respeitada em todas as fases dos concursos e contratações. O Ministério Público defende que as ações afirmativas existem para reparar injustiças históricas e garantir que pessoas negras tenham oportunidades reais de trabalho no serviço público.

Pedidos – O MPF pede que a Justiça Federal obrigue o Ministério da Previdência Social e o Cebraspe a:

  • reclassificar os candidatos aprovados e nomeados, de forma a computar na lista da ampla concorrência todos os candidatos negros que obtiveram nota suficiente para convocação/admissão nas vagas da ampla concorrência no cargo de perito médico federal do Ministério da Previdência Social, considerando as 20 vagas autorizadas e outras que surgirem, excluindo-os das vagas reservadas;
  • refazer o cálculo para reservar aos negros o mínimo de 20% das vagas oferecidas no concurso, visando a liberação de outras vagas a candidatos cotistas;
  • convocar os candidatos negros classificados dentro das vagas reservadas em número suficiente para alcançar o percentual de 20%;
  • inserir item específico nos próximos editais de concursos públicos para que sejam feitas duas listagens – ampla concorrência e cota para negros –, para que candidatos negros tenham garantido o direito de serem convocados em qualquer das listas, privilegiando-se aquela que ocorrer primeiro, de acordo com a ordem de classificação.

Ação civil pública nº 1021078-76.2026.4.01.4100

Fonte: MPF

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