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Estudante indígena é aprovado em Medicina na Universidade Federal de Rondônia
A educação pública de Rondônia alcançou mais uma conquista com a aprovação do estudante Luiz Fernando Souza Kaxarari, de 19 anos, no curso de Medicina na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Aluno da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jayme Peixoto de Alencar, localizada no distrito de Extrema, em Porto Velho, o jovem cursou todo o ensino médio por meio da Mediação Tecnológica, política educacional do governo de Rondônia, executada pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que amplia o acesso ao ensino em regiões mais distantes do estado.
Pertencente ao povo indígena Kaxarari, Luiz Fernando representa não apenas uma vitória pessoal, mas um marco para toda a comunidade escolar e para os povos originários de Rondônia, demonstrando que o acesso à educação de qualidade transforma realidades e amplia horizontes.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a aprovação do estudante representa a força da educação pública e das políticas que garantem oportunidades em todas as regiões do estado. “Essa conquista reflete os investimentos do governo em educação, especialmente em projetos que levam ensino de qualidade a locais mais distantes, reforçando o compromisso da gestão com uma educação inclusiva, que transforma vidas e constrói um futuro melhor para todos”, salientou.
A secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, ressaltou que o resultado evidencia a importância da Mediação Tecnológica como política pública educacional. “A aprovação do Luiz Fernando demonstra que a Mediação Tecnológica cumpre seu papel de garantir acesso, equidade e qualidade no ensino. É uma política que fortalece a autonomia dos estudantes, valoriza o trabalho dos professores e leva educação de excelência a todos os territórios, inclusive às comunidades indígenas. Essa conquista é coletiva e simboliza o compromisso da gestão com uma educação pública forte e transformadora”, afirmou.
O superintendente regional de Educação de Extrema, Marquelino Santana, destacou o significado da conquista para a educação pública do estado. “Apesar das dificuldades que encontramos por residirmos em um distrito, não devemos deixar de valorizar a educação e as vitórias de cada estudante em sua jornada pelo conhecimento. Como professores, estamos felizes em ver um estudante da nossa rede estadual aprovado em Medicina em uma universidade federal.”

MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA
A Mediação Tecnológica é uma política pública educacional voltada a garantir o acesso ao ensino em regiões de difícil acesso, como distritos, áreas rurais, ribeirinhas e comunidades indígenas. O modelo combina aulas transmitidas ao vivo por professores especialistas, a partir de estúdios centrais, com o acompanhamento de um professor presencial em sala de aula, responsável pela mediação pedagógica, orientação dos estudantes e apoio às atividades. A iniciativa segue o currículo da rede estadual e tem como objetivo assegurar equidade, permanência e qualidade no processo de ensino-aprendizagem.
De acordo com Luiz Fernando, a Mediação Tecnológica foi fundamental para alcançar uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Fui aluno da Mediação Tecnológica durante todo o ensino médio, e esse projeto me auxiliou muito para conseguir uma boa nota. Ele me ajudou a criar uma rotina de estudos, inclusive depois de finalizar o ensino médio, além de desenvolver mais confiança e autonomia. Também reforçou disciplinas fundamentais como redação, matemática e ciências da natureza”, relatou o estudante.
VITÓRIA COLETIVA
A professora presencial Rosemar Viana, que acompanhou Luiz Fernando durante sua trajetória escolar, destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos três anos de convivência com a turma. “Sempre quis que meus alunos alcançassem bons resultados naquilo que desejam para a vida. Nós, professores da Mediação Tecnológica, ficamos três anos com a mesma turma, o que cria uma conexão de amizade e cooperação. Sou exigente, mas solidária, porque sei que o resultado é individual, mas a vitória é coletiva”, enfatizou.
Fonte: Secom
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Anvisa recolhe xampus e cosméticos por irregularidades sanitárias
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de diversos produtos da linha DC Biocosméticos após identificar irregularidades na regularização sanitária. A decisão, publicada nesta segunda-feira (29/6) no Diário Oficial da União, também proíbe a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso dos itens.
Segundo a agência, os produtos eram fabricados e comercializados em desacordo com as normas sanitárias. As medidas valem para todos os lotes dos cosméticos atingidos.
Quais produtos foram afetados
A decisão envolve os seguintes produtos da marca DC Biocosméticos:
- Shampoo em Barra Anticaspa;
- Shampoo Limpeza Suave Ternura;
- Condicionador Suave Bondade;
- Loção de Limpeza Suave;
- Biohidratante Restaurador Probiótico;
- Pomada Alívio da Pele.
No caso da pomada, a Anvisa informou que o produto era apresentado como cosmético, mas trazia alegações terapêuticas na rotulagem. Segundo a agência, esse tipo de indicação exige outro enquadramento sanitário.
Cosméticos com identificação irregular
Além dos produtos da DC Biocosméticos, a Anvisa determinou a apreensão de todos os cosméticos identificados como fabricados pela ATSUM Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda.
De acordo com a agência, a empresa encerrou oficialmente suas atividades em dezembro de 2019. Por isso, o uso de seus dados cadastrais na rotulagem de produtos comercializados atualmente foi considerado irregular.
A medida também proíbe a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso desses cosméticos. Segundo a Anvisa, as restrições permanecem em vigor até que a situação dos produtos seja regularizada conforme a legislação sanitária brasileira.
Fonte: Metrópoles
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Fiocruz prorroga até 20 de julho inscrições para Olimpíada de Saúde
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogou até o dia 20 de julho o prazo de inscrições da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). O objetivo é dar aos professores de todo o país mais tempo para que inscrevam trabalhos que articulem saúde, meio ambiente, educação e ciência. As inscrições podem ser feitas no site olimpiada.fiocruz.br.

A participação é gratuita. São aceitos trabalhos de estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, de escolas públicas e privadas, nas modalidades de produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.
De acordo com a coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, também coordenadora de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, a prorrogação das inscrições reforça o compromisso da instituição com a divulgação científica e o estímulo à ciência.
Valorização
“Queremos, cada vez mais, valorizar o trabalho dos professores e, assim, dar a oportunidade para que mais estudantes vivam a experiência científica e compartilhem suas ideias com as escolas e a comunidade”, disse Cristina.
A Fiocruz espera aumento significativo na apresentação de projetos, já que vários professores estavam finalizando as atividades do 1º semestre.
Podem ser inscritos trabalhos feitos no ano de 2025 até 30 de junho de 2026. A seleção é feita por etapas. Na primeira fase, que se estenderá até agosto deste ano, serão selecionados 42 projetos como Destaques Regionais, que concorrerão à etapa nacional. No final de novembro, serão indicados seis projetos como Destaques Nacionais, que receberão troféu e certificado de participação.
Um professor e um estudante de cada um dos projetos indicados na etapa regional serão convidados para participar da cerimônia final de premiação, que ocorrerá no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Todas as despesas de viagem serão pagas pela instituição e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A Olimpíada tem a premiação especial “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, concedida a equipes femininas, formadas por professoras e alunas, para valorizar o protagonismo feminino, incentivando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação desde a educação básica.
Na edição anterior, o prêmio foi concedido ao projeto “A necessidade de mais Terezas Batistas”, da Escola Estadual José Ribeiro Silva, em Baldim (MG), que abordou a importância da vacinação e o combate à desinformação sobre vacinas.
Obsma
Criada em 2001 pela Fiocruz, a Obsma busca incentivar a produção de projetos escolares voltados às áreas de saúde, meio ambiente e ciência, fortalecendo a participação estudantil e a integração entre educação e pesquisa. A Olimpíada é bienal.
Nas 12 primeiras edições, a Obsma teve a participação de 3,6 mil escolas, distribuídas em 3,2 mil municípios, envolvendo 28,5 mil professores. Mais de 10 mil trabalhos foram inscritos e cerca de 510 mil estudantes participaram das atividades científicas. Ao todo, 356 trabalhos foram premiados nas três categorias.
Fonte: Agência Brasil
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Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (29) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Fonte: Agência Brasil
