Polícia
Operação mira servidores suspeitos de desvio de materiais na Seduc com prejuízo superior a R$ 1 milhão
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR), com o apoio operacional do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), deflagrou na manhã de hoje (21), a Operação “Chave Mestra”, com o intuito de cumprir medidas cautelares de busca e apreensão em sete locais.
A ação é resultado da investigação da prática de crime de peculato, envolvendo a subtração de materiais pertencentes ao acervo da Secretaria de Educação do Estado de Rondônia (SEDUC). Conforme apurado, os representantes da Secretaria, ao realizarem um levantamento do acervo de bens, na mudança da gestão, verificaram que bens móveis haviam sido desviados de almoxarifados com a participação de servidores lotados na pasta. E, após inventário, até o momento verificou-se um prejuízo que ultrapassa mais de R$ 1.000.000,00 (Hum Milhão de Reais).
As diligências realizadas nesta manhã visam coletar provas com o intuito de fortalecer o inquérito policial, com o cumprimento de 7 Mandados de Busca e Apreensão em residências e estabelecimentos comerciais e outras medidas cautelares.
O nome da operação “Chave Mestra” faz menção a uma chave especial que abre várias fechaduras diferentes, mesmo que cada uma tenha sua própria chave individual, simbolizando o acesso de servidores diversos ao acervo da pasta.
A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, individualizar a conduta dos envolvidos e recuperar os bens públicos extraviados, assegurando a correta aplicação da lei. A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do patrimônio público, atuando de forma técnica e imparcial no combate a crimes que atentem contra a administração pública.

Fonte: Assessoria da Polícia Civil
Polícia
Guerra de facções: jovem é sequestrado após escola e tem 6 dedos decepados
Um adolescente, de 17 anos, teve seis dedos decepados a golpes de facão após ser sequestrado ao sair da escola, nessa quinta-feira (17/9), em Feira de Santana (BA). Segundo a investigação, a motivação da tortura está ligada a um gesto de três dedos levantados, feito pelo jovem em fotos nas redes sociais.
O sinal, mais conhecido pela expressão “tudo três”, é apontado como uma alusão ao Bonde do Maluco (BDM), facção rival do Comando Vermelho (CV).
Conforme a Polícia Civil da Bahia (PCBA), o crime ocorreu logo após o jovem deixar a escola, no bairro Campo Limpo, área dominada pelo CV no município. No trajeto para casa, o jovem teria sido sequestrado por dois homens e levado a uma região de mata.
No local, os criminosos obrigaram a vítima a desbloquear o celular e encontraram fotos em que ela fazia o gesto associado ao grupo rival. Posteriormente, deceparam seis dedos do jovem.
“O adolescente chegou a confessar que era informante do BDM. Ele teve três dedos arrancados de cada mão após a determinação do chefão do grupo, que acompanhava tudo por chamada de vídeo”, declarou o delegado Gustavo Coutinho.
A mutilação foi filmada e fotografada, e os arquivos enviados aos pais do adolescente. Socorrido ao Hospital Geral Clériston Andrade, o estudante foi transferido para Salvador.
Na cidade, a mãe levou os dedos decepados em um saco plástico, na tentativa de viabilizar o reimplante.
Os suspeitos estão presos, e a PCBA investiga o caso.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Após ameaças, homem mata ex-namorada e tira a própria vida
Um homem matou a ex-namorada a tiros e, em seguida, tirou a própria vida, na noite dessa quinta-feira (17/9), na zona norte de São Paulo. Os dois foram socorridos ao Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiram.
Wesley dos Santos Gomes, de 26 anos, e Yasmin de Souza Cruz, 26, haviam terminado o relacionamento recentemente. Após a separação, ele passou a ameaçar a vítima de morte e dizer que “iria se matar”.
Segundo a Polícia Civil, um dos irmãos de Yasmin, menor de idade, viu a jovem e o autor discutindo dentro de um carro por volta das 23h. Ao se aproximar do veículo, ele ouviu um disparo de arma de fogo e viu a mulher caída no banco do passageiro.
Em seguida, ouviu outro disparo e encontrou Wesley ferido no banco do motorista. O menor diz ter chegado a ver “a bala passar” quando estava próximo à porta do carro.
A mãe da vítima a socorreu até o hospital. Já Wesley foi socorrido pela Unidade de Resgate (UR) da Polícia Militar (PM).
A morte cerebral de Yasmin foi constatada enquanto a família era ouvida na delegacia. Os dois chegaram a ser transferidos ao Hospital Mandaqui, onde Wesley passaria por uma cirurgia neurológica, mas ele também não resistiu.
Ameaças
Em depoimento à polícia, o irmão de Yasmin contou que o ex-cunhado dizia que se o relacionamento não fosse reatado, ele “ia se matar” e “ia fazer merda”. Wesley usava tais ameaças para coagir a jovem a permanecer com ele.
Outro irmão da vítima, identificado como Leonardo, de 29 anos, confirmou o teor das ameaças na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na zona norte da capital.
Leonardo disse à polícia que Wesley tinha histórico de violência contra Yasmin. O autor dos disparos dizia que cometeria “barbaridades” e proferia frases como “vou me matar, vou te matar também”, segundo o depoimento.
Conforme o irmão, o relacionamento havia durado cerca de um ano, mas Wesley passou a apresentar este comportamento nos últimos seis meses.
Cena do crime
De acordo com o registro policial, PMs foram acionados para atender a um disparo de arma de fogo. Ao chegarem ao local, encontraram Wesley baleado e caído ao solo, sendo atendido por pulares.
No banco ocupado por Yasmin, encontraram grande quantidade de sangue. As duas janelas dianteiras do veículo foram atravessadas pelos disparos. A cena foi preservada pelos agentes.
A perícia localizou a arma do crime, 9mm, abaixo do banco do motorista, além de três cápsulas deflagradas. Os policiais também levantaram vídeos e imagens da câmera de segurança de uma vizinha, que corroborou com o depoimento das testemunhas. A mãe da vítima e o irmão mais novo dela não conseguiram prestar depoimento por estarem abalados.
Fonte: Metrópoles
Polícia
PF apreende mais de R$ 1 milhão em operação contra contratos da Educação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/9), a Operação Página Virada, com o objetivo de reunir provas em investigação que apura possíveis irregularidades no direcionamento de contratações públicas realizadas no âmbito da Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná/RO.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Ji-Paraná/RO, Ouro Preto do Oeste/RO, Formosa/GO, Brasília/DF, Curitiba/PR, Rio de Janeiro/RJ e Belém/PA, em decorrência de medidas judiciais deferidas após representação da Polícia Federal.
As investigações apontaram indícios de que agentes políticos, servidores públicos e representantes de empresas teriam atuado no direcionamento de contratações para o fornecimento de materiais didáticos complementares, inclusive mediante contratação direta. Também são apuradas aquisições de materiais supostamente desnecessários, com possível prejuízo à administração pública municipal.
Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos aparelhos eletrônicos de interesse para a investigação e mais de 1 milhão de reais, em espécie. O dinheiro foi apreendido no endereço de um dos alvos em Belém/PA.
Também foi localizada uma arma de fogo sem o respectivo registro, circunstância que resultou na prisão em flagrante de seu possuidor. O preso e o material apreendido foram encaminhados à unidade competente da Polícia Federal para a adoção dos procedimentos legais e lavratura do auto de prisão em flagrante.
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e outras diligências destinadas à identificação de todos os envolvidos e ao esclarecimento das condutas investigadas.
Os suspeitos poderão responder, conforme a participação individual apurada, pelos crimes de associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.
Fonte: Polícia Federal
