Polícia
PF destrói 270 embarcações e causa prejuízo de R$ 30 milhões em ação contra garimpo no Rio Madeira
A Polícia Federal (PF) divulgou neste domingo (21) o resultado da operação contra o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira. Entre os dias 15 e 19 de setembro, os agentes destruíram mais de 270 embarcações usadas na extração clandestina e causaram um prejuízo para os garimpeiros de mais de R$ 30 milhões.
Durante a ação, os policiais também encontraram trabalhadores em condições precárias dentro das embarcações. Os casos estão sendo acompanhados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As fiscalizações ocorreram em áreas com forte presença de garimpo, principalmente nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas, e em várias regiões de Rondônia.
Durante a destruição das balsas, garimpeiros chegaram as se reunir na sede da prefeitura de Humaitá para protestar contra a operação. A manifestação terminou em confronto com a polícia. Por segurança, a prefeitura suspendeu até suspendeu aulas e paralisou os serviços públicos por medo de novos conflitos.
Segundo a PF, a operação faz parte de um plano iniciado em 2023 de combate a mineração ilegal, proteção ao meio ambiente e garantia ao direito dos trabalhadores.
A ação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Ibama, Secretaria de Meio Ambiente de Rondônia (Sedam) e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia).

Fonte G1
Polícia
PF cumpre 19 mandados contra esquema de madeira ilegal em Rondônia
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (16/9), uma operação para combater a extração, o transporte e a comercialização ilegal de madeira proveniente de terras indígenas, especialmente das Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã.
A ação mobiliza 76 policiais federais para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos empresariais nos municípios de Espigão D’Oeste/RO e Vilhena/RO. As medidas foram expedidas pela Justiça Federal, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal em Vilhena.
As investigações tiveram início em novembro de 2023, após a prisão em flagrante de dois homens que transportavam toras de madeira sem documentação nas proximidades de terras indígenas. A análise de dispositivos eletrônicos apreendidos indicou a possível participação de outros envolvidos nas etapas de extração, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização da madeira.
Os elementos reunidos também apontam para a possível utilização de empresas, documentos e créditos florestais irregulares para conferir aparência de legalidade à madeira extraída ilegalmente. A investigação busca esclarecer a atuação dos envolvidos, identificar os destinatários das cargas e apurar os possíveis beneficiários financeiros.
As buscas têm como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros que possam contribuir para o avanço das investigações. O material apreendido será analisado pelas equipes da Polícia Federal.
As investigações prosseguem para o esclarecimento dos fatos e a identificação de outros possíveis envolvidos. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por crimes relacionados à exploração e comercialização ilegal de produtos florestais e por outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação.

Fonte: Polícia Federal
Polícia
21 integrantes de organização criminosa são condenados em Rondônia
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), obteve a condenação de 21 integrantes de organização criminosa processados no âmbito da Operação Escudo de Rondônia.
A sentença foi proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho e reconheceu a prática dos crimes de integração de organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado, no contexto de uma série de ataques registrados no Estado em janeiro de 2025.
A decisão soma-se a outras já proferidas em ações penais relacionadas à onda de ataques registrada no Estado naquele período.
A ação penal teve origem em investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), com atuação da Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERF), em conjunto com o GAECO/MPRO e a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FTICCO/RO), além do apoio pericial da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (POLITEC). O trabalho buscou identificar mandantes e executores dos ataques praticados contra instituições públicas e privadas em diferentes localidades do Estado.
Conforme reconhecido na sentença, as investigações revelaram uma organização criminosa estável e hierarquizada, com divisão de funções entre integrantes responsáveis pelo comando, planejamento, suporte e execução das ações. As ordens para os ataques eram transmitidas por aplicativos de mensagens, inclusive a partir do sistema prisional, e repassadas aos demais integrantes. Entre as ações apuradas estavam incêndios contra ônibus escolares e coletivos, veículos particulares e prédios públicos, além de outros atos de depredação.
Na sentença, o Juízo reconheceu a responsabilidade penal dos acusados conforme a participação demonstrada no processo. Quatro condenados receberam as maiores penas, fixadas em 40 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de penas de detenção e multa. A segunda maior condenação foi de 27 anos, 5 meses e 25 dias de reclusão, também acrescida de detenção e multa. Aos demais condenados foram aplicadas penas distintas, de acordo com os crimes e as circunstâncias reconhecidas em cada caso.
A sentença também decretou o perdimento das armas de fogo e cartuchos apreendidos, determinando o encaminhamento do material ao Exército para destruição. O Juízo determinou ainda a destruição de outros objetos relacionados aos fatos, entre eles galões e garrafas contendo gasolina, simulacro de arma de fogo e aparelhos celulares.
A Operação Escudo de Rondônia foi deflagrada em 20 de agosto de 2025 pela PCRO e pelo GAECO/MPRO no, para o cumprimento de 31 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho. Coordenada pela Polícia Civil do Estado de Rondônia, a ação contou com a participação da DERF, FTICCO/RO, da POLITEC, do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (GAPE), da Secretaria de Estado da Justiça, e da Gerência de Aviação do Estado (GAVE), da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania.
Trata-se da segunda condenação de organização criminosa envolvida nos atos criminosos ocorridos em janeiro de 2025 já que em março de 2026 já ocorreu a condenação de 11 pessoas na Operação Rescaldo.
Com a decisão, o Ministério Público de Rondônia reafirma seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, o enfrentamento qualificado à criminalidade organizada e a responsabilização dos envolvidos em ações que atentem contra a segurança e a paz públicas.
Fonte: MPRO
Polícia
Apenado é encontrado dormindo na rua ao lado do filho de 2 anos
Um homem que usava tornozeleira eletrônica foi encontrado pela Polícia Militar dormindo em uma calçada ao lado de uma criança de aproximadamente dois anos, na noite desta terça-feira (15), em Ji-Paraná.
A ocorrência foi registrada por volta das 23h, na Rua São Paulo, entre as ruas Mário David Andreazza e Venceslau Brás, no segundo distrito. A equipe policial foi acionada após denúncias recebidas pela Central de Operações do 2º Batalhão da Polícia Militar.
No endereço, os policiais encontraram Antônio Carlos da Silva, apenado da Justiça de Rondônia, aparentemente embriagado e dormindo na calçada. A criança também estava dormindo ao lado dele.
Segundo o homem, a criança seria seu filho e teria sido buscada na casa da ex-mulher. Antônio Carlos, porém, não soube informar o endereço da residência. Ele entregou o celular aos policiais, que localizaram o contato da mãe da criança.
Ainda conforme as informações registradas na ocorrência, mensagens encontradas no aparelho indicavam que o homem teria informado à ex-mulher que permaneceria definitivamente com o filho, além de fazer ameaças contra ela. As tentativas de contato com a mãe não tiveram sucesso.
Na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), a Polícia Militar acionou o 2º Conselho Tutelar. A criança foi entregue a uma conselheira e ficou sob responsabilidade do órgão.
Antônio Carlos Almeida da Silva foi encaminhado à autoridade judiciária para as providências cabíveis. O aparelho celular também foi entregue às autoridades.

com informações do Diário da Amazônia
