Geral
Aposentados e pensionistas começam a receber antecipação do 13º
Cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta quinta-feira (24) a primeira parcela do décimo terceiro salário. Feito de forma escalonada, conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS), o pagamento vai até 8 de maio.

Com a previsão de injetar R$ 73,3 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro do INSS será paga em duas parcelas. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.
Desde a semana passada, a consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss. Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Quem recebe mais que o salário mínimo | ||
|---|---|---|
| Final do NIS | Primeira Parcela | Segunda Parcela |
| 1 e 6 | 2 de maio | 2 de junho |
| 2 e 7 | 5 de maio | 3 de junho |
| 3 e 8 | 6 de maio | 4 de junho |
| 4 e 9 | 7 de maio | 5 de junho |
| 5 e 0 | 8 de maio | 6 de junho |
O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no início do mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024, em abril e maio.
Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário mínimo por mês (R$ 1.518), enquanto 11,98 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41.
A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.
O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Portovelhense troca festa por corrida e inspira amigos no aniversário de 34 anos
Em vez da tradicional festa de aniversário, a porto-velhense Isline Ovelarque escolheu uma forma diferente de celebrar seus 34 anos: reunindo amigos para uma corrida de rua na manhã deste domingo (19), no Espaço Alternativo, em Porto Velho (RO).
A largada aconteceu às 6h e contou com a participação de familiares e amigos, que receberam kits e participaram do percurso em um clima de confraternização e incentivo à prática de atividades físicas.
Após a corrida, os participantes foram recepcionados com a entrega de medalhas, frutas, café da manhã e o tradicional bolo de aniversário, encerrando a comemoração de forma saudável e especial.
A iniciativa nasceu após Isline enfrentar um problema de saúde, que a levou a mudar completamente o estilo de vida. A corrida passou a fazer parte da sua rotina e, neste ano, ela decidiu transformar o aniversário em um momento de inspiração, mostrando que é possível celebrar a vida priorizando a saúde, o bem-estar e a união entre amigos.

A comemoração chamou a atenção de quem passava pelo local e deixou uma mensagem importante: cuidar da saúde também pode ser motivo de festa.

Geral
Ex-dono de restaurante em Rondônia abandona tudo para lutar na guerra da Ucrânia
Durante seis anos, o rondoniense Antônio Piancó comandou um restaurante de comida japonesa em Ariquemes (RO). Hoje, a rotina é completamente diferente. Conhecido pelo codinome “Delta”, ele deixou a vida de empresário no Brasil para atuar como voluntário na linha de frente da guerra entre Ucrânia e Rússia.
Sem experiência militar, Antônio decidiu abandonar os negócios e viajar para a Europa movido pelo desejo de ajudar os ucranianos durante o conflito. Segundo ele, a decisão não teve motivação financeira. Pelo contrário, precisou investir mais de R$ 3,5 mil do próprio bolso na compra de equipamentos para conseguir se alistar.
“Não estou aqui por dinheiro. Sinto que estou lutando pelo lado certo. Minha intenção não é matar pessoas, mas sim ajudar os ucranianos a defenderem sua liberdade e sua soberania”, afirmou.
Antes de ingressar na guerra, Antônio nunca havia servido ao Exército Brasileiro. Sua experiência era como atirador esportivo e piloto de drones, habilidades que hoje são utilizadas nas operações militares, atuando no reconhecimento e apoio às tropas ucranianas.
Da cozinha ao campo de batalha
Nas redes sociais, o ex-empresário compartilha registros da rotina na guerra. As imagens mostram Antônio vestido com uniforme camuflado, capacete, óculos de proteção e portando armamentos durante as missões.
Apesar dos riscos constantes, ele afirma que conta com o apoio da família. A mãe, o irmão, a cunhada e os sobrinhos inicialmente ficaram apreensivos com a decisão, mas hoje acompanham sua trajetória e enviam mensagens de incentivo.
“No começo ficaram assustados e com um pouco de medo, mas sempre me mandam palavras de incentivo”, contou.
Por questões de segurança, a localização exata da unidade em que atua não é divulgada para evitar riscos às operações militares.
Planos para voltar ao Brasil
Mesmo vivendo a rotina de um conflito armado, Antônio garante que pretende retornar ao país quando a guerra chegar ao fim.
“Eu amo o Brasil e vou voltar, se Deus quiser. Meu plano é abrir outro restaurante de sushi, só que dessa vez em João Pessoa, na Paraíba.”
Enquanto esse dia não chega, o rondoniense segue no front e deixa um conselho para quem pensa em seguir o mesmo caminho.
“Só venha se você tiver no coração a vontade real de ajudar. Se for por dinheiro, nem tente”, concluiu.

Geral
Jovem tetraplégica volta a mexer os braços 5 meses após tratamento em Rondônia
Mais uma vitória da ciência brasileira. Cinco meses depois de receber a dose experimental de polilaminina, a jovem Júlia Magalhães, de 19 anos, voltou a mexer os braços. Ele ficou tetraplégica depois de um grave acidente em janeiro e comemorou este mês a evolução que teve em um vídeo emocionante publicado nas redes sociais.
Júlia é a quarta paciente do Rio de Janeiro e a 23ª do Brasil a receber o tratamento desenvolvido pela professora doutora Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A jovem integra o estudo clínico que investiga se a polilaminina pode ajudar na recuperação de pessoas com lesão medular.
No vídeo, Júlia aparece subindo e descendo os braços durante a sessão de fisioterapia. Uma vitória incrível para quem acordou no hospital sem conseguir mover braços, pernas e tronco 5 meses atras.
O acidente grave
Moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Júlia seguia para a Barra da Tijuca, onde se despediria dos amigos antes de se mudar para Fortaleza, quando sofreu um grave acidente em janeiro deste ano.
A lesão atingiu a medula espinhal e provocou tetraplegia.
Ela contou que só percebeu a gravidade da situação quando acordou no hospital e descobriu que precisaria recomeçar a vida de uma forma completamente diferente.
A esperança da ciência
Na busca por alternativas, a família conheceu o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio, do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
A cientista desenvolveu a polilaminina, uma substância criada a partir de uma versão modificada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e importante para a regeneração dos tecidos.
Em 16 de fevereiro, Júlia recebeu o medicamento experimental. A substância foi aplicada apenas uma vez, durante uma cirurgia, diretamente na região lesionada da medula.
Recuperação diária
Desde então, a rotina da jovem passou a ser dedicada à reabilitação.
De segunda a sexta-feira, ela faz fisioterapia com a profissional Danielle Domingues, além de exercícios de fortalecimento muscular, bicicleta elétrica, mesa ortostática e treinamento respiratório.
Também recebe acompanhamento psicológico para enfrentar os desafios físicos e emocionais da recuperação. Segundo a fisioterapeuta, os avanços acontecem de forma gradual, mas ficam evidentes quando comparados ao estado inicial da paciente.
Pesquisa continua
A polilaminina ainda é um tratamento experimental e está sendo avaliada em estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O objetivo desta primeira fase é analisar principalmente a segurança da substância em pacientes com lesão medular aguda e compreender como ela atua no organismo.
E a evolução de Júlia é nova prova de esperança para pessoas que vivem com lesões na medula espinhal e reforça a importância dos investimentos em pesquisa científica no Brasil.
