Política
Por iniciativa de Marcos Rogério, PL pede ao TRE-RO dados sobre prorrogação do prazo de votação
Por iniciativa do governador eleito e presidente do PL em Rondônia, Marcos Rogério, o Partido Liberal protocolou nesta segunda-feira (26/10) um requerimento ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) para obter informações sobre o cumprimento da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais.
A determinação estendeu a votação até as 18h no estado, duas horas além do horário regular de encerramento. Com o pedido, o partido busca esclarecer quantos eleitores votaram após as 16h, quais seções permaneceram abertas e como a medida foi comunicada e executada pela Justiça Eleitoral.
Registrado sob o número 0601401-56.2026.6.22.0000, o requerimento solicita a relação das seções que funcionaram durante o período adicional, os horários efetivos de encerramento e a quantidade de votos registrados em cada uma, com detalhamento por município, zona e seção eleitoral.
O PL também pede informações sobre quantas seções já haviam encerrado a votação quando receberam a comunicação da decisão. Outro ponto do requerimento é a distinção entre os eleitores que já estavam nas filas às 16h e aqueles que chegaram depois e puderam votar em razão da prorrogação.
Segundo o advogado eleitoral Nelson Canedo Motta, responsável pelo requerimento, o objetivo é esclarecer os fatos com base em registros oficiais.
“O eleitor tem o direito de saber exatamente o que aconteceu. Não basta informar que a votação foi prorrogada. É necessário esclarecer quantas pessoas efetivamente votaram nesse período, onde esses votos foram registrados e como a decisão foi executada. Estamos buscando informações oficiais, com responsabilidade e transparência”, afirmou.
Além dos dados sobre a votação, o partido solicitou os registros técnicos das urnas eletrônicas, os horários das comunicações encaminhadas às zonas eleitorais e aos mesários e os documentos da sessão extraordinária realizada pelo TRE-RO para deliberar sobre o cumprimento da determinação do STF.
O pedido busca esclarecer, ainda, como a prorrogação foi executada nas seções que eventualmente já tivessem encerrado formalmente a votação no momento da comunicação.
“Não estamos trabalhando com especulações. Queremos documentos, horários, números e informações verificáveis. Uma decisão excepcional, que altera o horário de votação no dia da eleição, precisa ter seus efeitos conhecidos pela sociedade. É esse esclarecimento que o PL está buscando”, destacou Nelson Canedo.
A iniciativa integra as ações de fiscalização e acompanhamento do processo eleitoral determinadas por Marcos Rogério. No requerimento, o PL solicita urgência no fornecimento das informações, considerando a relevância do tema e os prazos previstos na legislação eleitoral.
O partido informou que acompanhará a tramitação do pedido e divulgará os dados oficiais assim que forem disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Assessoria
Política
Trump diz que eleição no Brasil “pareceu fraudada”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou as eleições brasileiras nesta segunda-feira (26/10) e afirmou que o pleito “pareceu mais uma eleição fraudada”. Na sequência, disse que gosta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que se dá bem com o brasileiro.
“Bem, para mim, pareceu péssimo. Achei que foi uma situação de péssima aparência. Não tomei partido, mas, francamente, parecia mais uma eleição fraudulenta”, declarou Trump.
O presidente norte-americano afirmou ainda que o processo eleitoral passou uma imagem negativa para o mundo.
“Não tomei partido, mas foi uma péssima imagem para o mundo. É mais uma eleição. Sabe, as eleições precisam ser incontestáveis, e, para mim, isso pareceu muito ruim”, acrescentou.
A declaração ocorre após Trump afirmar, no domingo (25/10), que estava monitorando a disputa presidencial brasileira, mas evitar manifestar apoio a qualquer um dos candidatos. Na ocasião, o republicano foi questionado sobre o segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) e respondeu: “Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”.
Até esta segunda-feira, o governo norte-americano também não havia divulgado comunicado oficial parabenizando Lula pela vitória ou reconhecendo formalmente o resultado da eleição. A administração Trump havia postergado a publicação de uma mensagem sobre o pleito.
Pressão sobre o processo eleitoral
- As declarações de Trump ocorrem em meio a questionamentos de parlamentares democratas sobre a atuação dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
- Em setembro, 31 deputados do partido acusaram o governo norte-americano de pressionar instituições brasileiras por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas.
- Os parlamentares também cobraram garantias de que Washington respeitaria o resultado das urnas.
- A preocupação foi expressa em meio às tensões entre os dois países e às manifestações de integrantes do governo Trump sobre o cenário político brasileiro.
- Em agosto, um funcionário do Departamento de Estado afirmou ao Metrópoles que os Estados Unidos respeitariam a escolha dos brasileiros em “eleições livres e justas”. Na ocasião, o representante também descartou a intenção de romper as relações diplomáticas com o Brasil.
- Antes do primeiro turno, Trump havia classificado a eleição brasileira como importante e elogiado o país.
- Depois da primeira etapa da disputa, também chamou o desempenho de Flávio Bolsonaro de “grande vitória”, embora tenha previsto uma disputa apertada no segundo turno.
Vitória histórica
Lula derrotou o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo (25/10), e obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.
O resultado marcou uma virada inédita desde a redemocratização: pela primeira vez, um candidato à Presidência conseguiu vencer o segundo turno após terminar a primeira etapa da disputa em segundo lugar. Flávio havia recebido 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Lula somou 45,16%.
Com a vitória, Lula se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular. O petista governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
Às vésperas de completar 81 anos, nesta terça-feira (27/10), Lula se prepara para iniciar o quarto mandato presidencial, previsto para começar em 5 de janeiro de 2027.
Fonte: Metrópoles
Política
Celina Leão é a primeira mulher eleita governadora do DF
Celina Leão (PP) é a primeira mulher eleita governadora do Distrito Federal. O resultado foi confirmado com mais de 90% das urnas apuradas. Gustavo Rocha (Republicanos) é o vice-governador eleito. O resultado foi confimado às 20h. A primeira reação da nova chefe do Executo local ao saber do resultado foi abraçar o marido e filho (foto acima).
Celina é a segunda mulher a governar o DF, mas a primeira eleita para a cadeira principal do Palácio do Buriti. Em março de 2006, Maria Abadia assumiu o comando do Governo do Distrito Federal, após renúncia do então governador Joaquim Roriz. Ela permaneceu na função por nove meses.
Celina assumiu o GDF em março deste ano, após o então governador Ibaneis Rocha (MDB) renunciar ao cargo. Na campanha para a reeleição, ela contou com o apoio de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas para o Senado.
Quem é Celina Leão
Natural de Goiânia, Celina Leão é formada em administração e direito. Ela é casada com o empresário Fabrício Faleiro e é mãe de Bruna e Pedro.
Iniciou a vida pública como aliada do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.
Foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2011 e reeleita em 2015. Nas eleições de 2018, já como aliada de Ibaneis Rocha (MDB), disputou e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Celina chegou a se afastar do mandato de deputada federal para assumir os cargos de secretária de Esporte e da Mulher do DF, no primeiro mandato de Ibaneis. Em 2022, foi eleita vice-governadora ao lado dele.
Ao longo da vida política, Celina chegou a ser alvo do Ministério Público em investigação envolvendo suposta propina na Câmara Legislativa do DF, mas acabou absolvida em primeira instância. Um processo de improbidade administrativa sobre a Operação Drácon ainda tramita na Justiça do DF.
Em março de 2026, quando Ibaneis se afastou do cargo com a então intenção de concorrer nas eleições, Celina assumiu como governadora. Ela assumiu em meio à crise do BRB causada pela relação com o Banco Master.
Celina ficou sete meses no cargo até ser reeleita em outubro de 2026, no segundo turno das eleições.
Primeiro turno
No primeiro turno, Celina ficou a apenas 168 votos da vitória. A candidata à reeleição recebeu 825.530 votos (49,93% dos votos válidos) e Leandro Grass (PT) somou 564.930 (34,47% dos votos válidos).
A análise dos dados mostrou que 26 mil eleitores do DF anularam os votos ao digitar 22, número do PL, o que também teria atrapalhado o desempenho da governadora, segundo aliados.
Embora o partido faça parte da coligação encabeçada por Celina, o partido da governadora é o PP, que tem o número 11 nas urnas.
Fonte: Metrópoles
Política
Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaporte por determinação de Moraes
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (26/10), ter sido intimidado pela Polícia Federal (PF) a entregar o passaporte. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirma que foi abordado por agentes na saída da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um condomínio no Jardim Botânico (DF).
“Hoje de manhã fui visitar meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse Flávio.
O senador afirma que cumprirá a determinação, mas garante que “nunca pensou em deixar o Brasil”. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou.
De acordo com Flávio, a decisão da PF ocorreu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria se baseado em uma fala do irmão dele, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
Em vídeo na última sexta-feira (23/10), Eduardo afirmou que, em caso de derrota nas eleições, Flávio Bolsonaro deveria deixar o Brasil. Segundo ele, o irmão ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.
“Isso se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perder essa eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou Flávio Bolsonaro.
Segundo Flávio, a medida tem caráter político e teria sido tomada logo após o anúncio do resultado da eleição.
“Por mais, essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado a eleição, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado, uma questão política. Não pode ser assim”, afirmou.
Fonte: Metrópoles
