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Rio Madeira vira “deserto” e seca afeta milhares em Porto Velho
A forte estiagem fez surgir grandes bancos de areia e praias onde antes havia água no rio Madeira, em Porto Velho. O baixo nível do rio também tem afetado comunidades ribeirinhas que dependem da navegação e de poços para obter água.
Segundo a Defesa Civil Municipal, cerca de 22,9 mil pessoas de 85 localidades, entre áreas rurais, ribeirinhas e aldeias indígenas, são afetadas pela seca.
Dados do SipamHidro, do Censipam, apontam que o Madeira chegou a 2,62 metros na terça-feira (6), enquanto a média esperada para o período é de 3,9 metros. Desde 1º de outubro, quando o rio estava próximo dos 3 metros, o nível vem diminuindo.
Nas comunidades ribeirinhas do Alto, Médio e Baixo Madeira, moradores enfrentam dificuldades porque muitos poços artesianos estão secos. A redução do nível do rio também prejudica a navegação devido à formação de bancos de areia.
Diante da situação, Porto Velho foi colocada em situação de emergência, classificada como “desastre de nível II”. O decreto tem validade de 180 dias e prevê a busca de apoio dos governos estadual e federal para o fornecimento de água potável por caminhões-pipa e embarcações.

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Prefeitura alerta para riscos do uso de celulares durante o carregamento
Um hábito presente na rotina de muitas famílias pode representar perigo quando alguns cuidados são deixados de lado. Usar o celular enquanto o aparelho está conectado à tomada, utilizar carregadores inadequados ou sobrecarregar pontos de energia são situações que podem provocar acidentes dentro de casa.
A Prefeitura de Porto Velho alerta a população para os riscos relacionados ao uso inadequado de celulares durante o carregamento. Ocorrências envolvendo aparelhos conectados à rede elétrica são mais frequentes do que se imagina.
Situações aparentemente simples podem resultar em choques elétricos, queimaduras na face e em outras partes do corpo, curtos-circuitos e até incêndios residenciais.
PREVENÇÃO
Algumas medidas podem reduzir os riscos. A orientação é utilizar cabos e carregadores originais ou certificados e observar sempre as condições dos equipamentos. Fios danificados, conexões expostas ou acessórios que apresentam sinais de defeito não devem continuar sendo utilizados.
Ao carregar o aparelho, a recomendação é conectar primeiro o carregador à tomada e depois ao celular. A capa também deve ser retirada durante o carregamento para diminuir o risco de superaquecimento.
Outra orientação é evitar adaptadores conhecidos como “benjamins” ou “tês” com vários equipamentos ligados simultaneamente à mesma tomada. Em dias de chuva, os cuidados devem ser redobrados, evitando o uso de aparelhos enquanto estiverem conectados à rede elétrica.
O prefeito Léo Moraes ressalta que a prevenção dentro das residências também depende do acesso à informação. “São cuidados simples que podem evitar acidentes graves dentro de casa. Queremos que essa orientação chegue às famílias para que todos tenham atenção ao carregar e utilizar aparelhos eletrônicos. Pequenas mudanças de hábito podem proteger vidas e evitar situações de risco”.
Em caso de incidente elétrico, a orientação é desligar imediatamente o disjuntor no painel de energia, interrompendo a passagem da corrente elétrica. O Samu pode ser acionado pelo telefone 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Aparelhos eletrônicos danificados ou com problemas na bateria também não devem ser descartados no lixo comum ou na natureza. O material deve ser encaminhado para pontos específicos de coleta, disponibilizados por empresas e estabelecimentos especializados.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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Ex-chefe da Funai é condenado por incentivar violência contra indígena
A Justiça Federal atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e condenou o ex-coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Vale do Javari Henry Charlles Lima da Silva ao pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo. A condenação é resultado de declarações feitas pelo ex-servidor durante reunião na aldeia Marubo, em junho de 2021, na qual encorajou o uso de violência contra indígenas em isolamento voluntário que vivem na região.
A decisão foi dada pela Vara Federal Cível e Criminal de Tabatinga (AM) após pedidos formulados pelo procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal. O valor cobrado na sentença será enviado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos e deverá ser usado em ações de proteção e bem-estar dos povos da Terra Indígena Vale do Javari.
Entenda o caso – A atuação do MPF teve início após denúncias apresentadas pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), pela Defensoria Pública da União (DPU) e pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Áudios gravados durante a entrega de alimentos na pandemia de covid-19 mostraram que o ex-gestor disse a indígenas Marubo que iria “meter fogo nos isolados” caso os órgãos de proteção não contivessem aproximações no território.
Na ação apresentada à Justiça em 2023, o MPF explicou que a atitude do ex-servidor contrariou o próprio dever do cargo e a política pública de não contato com povos isolados. Em vez de ajudar a resolver o conflito de forma pacífica, o ex-coordenador incentivou a reação armada e a violência.
O Vale do Javari é o segundo maior território indígena do Brasil e abriga a maior concentração de povos em isolamento voluntário do mundo. Por estarem em situação de grande vulnerabilidade, esses grupos têm proteção especial garantida pela Constituição e por tratados internacionais.
Condenação pessoal – Ao julgar o caso, a Justiça Federal rejeitou o argumento da defesa de que as falas teriam sido tiradas de contexto. A decisão destacou que nada justifica incentivar conflitos entre etnias que vivem no mesmo território e reconheceu que a atitude do ex-coordenador causou grave prejuízo moral aos povos indígenas.
A Justiça também confirmou que o ex-gestor deve responder pessoalmente pelos danos, já que cometeu atos irregulares fora de suas funções públicas. Da sentença, cabe recurso.
Fonte: MPF
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Professora morre em acidente de moto ao atropelar cachorro em rodovia
Uma professora perdeu a vida na manhã desta quarta-feira (7/10) em um grave acidente de trânsito registrado na BR-402, na zona rural do município de Itapipoca, no interior norte do Ceará. O fato ocorreu por volta das 7h, na altura da localidade de São Jerônimo.
De acordo com relatos de testemunhas que estavam no local, a educadora pilotava uma motocicleta com destino ao distrito de Deserto, onde lecionava, quando um cachorro atravessou a rodovia repentinamente. Sem tempo hábil para desviar do animal, a condutora perdeu o controle da direção e sofreu uma forte queda no asfalto.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi prontamente acionada para realizar os primeiros socorros. No entanto, ao chegarem ao trecho indicado, os profissionais de saúde apenas puderam constatar o óbito da vítima, que já não apresentava sinais vitais.
Tráfego afetado
O acidente causou retenção e lentidão no trânsito da BR-402 ao longo de toda a manhã. Para viabilizar os trabalhos das equipes de resgate e a perícia no local, uma das faixas da rodovia precisou ser interditada, exigindo atenção dobrada dos motoristas que trafegavam pelo trecho.
Fonte: Metrópoles
