Geral
Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca
Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.
Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.
Sobre a doença
A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 70 milhões nesta terça-feira
A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (8) prêmio estimado em R$ 70 milhões. As seis dezenas do concurso 3.055 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
No último concurso, foram sorteados os números 08 – 17 – 24 – 43 – 47 – 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Distribuição de mudas é suspensa até outubro devido à estiagem
O período de estiagem, marcado pela redução das chuvas e pela baixa umidade do ar, levou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) a prolongar a suspensão temporária da distribuição de mudas do Viveiro Municipal. A medida, que teve início em 10 de julho e estava prevista inicialmente para terminar em setembro de 2026, foi estendida até outubro.
A decisão é preventiva e tem como objetivo preservar a qualidade das mudas e aumentar as chances de desenvolvimento das plantas após o plantio. Durante o verão amazônico, as condições climáticas tornam mais difícil a adaptação das mudas recém-plantadas, mesmo quando são adotados cuidados como irrigação e manejo adequado.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, a medida leva em consideração não apenas a produção das mudas, mas principalmente as condições necessárias para que elas tenham um bom desenvolvimento depois de plantadas.
“A nossa preocupação é garantir que cada muda que saia do viveiro tenha condições reais de se desenvolver. Durante o período de estiagem, o plantio se torna mais difícil e aumenta o risco de perda das plantas. Por isso, essa é uma decisão técnica e preventiva, para que possamos retomar a distribuição no momento mais adequado e garantir que o trabalho de arborização realmente tenha resultado”, explica Arthur Borin.
A medida também contribui para o uso responsável dos recursos públicos, evitando que mudas sejam destinadas ao plantio em um período em que as condições climáticas podem reduzir significativamente as chances de sobrevivência das plantas.
O prefeito, Léo Moraes, destaca que a decisão faz parte de um planejamento que busca garantir resultados efetivos nas ações ambientais do município, levando em consideração as características climáticas da região.
“Estamos tomando uma decisão responsável, pensando não apenas no plantio, mas no futuro dessas árvores e no cuidado com os recursos públicos. Durante o período de estiagem, precisamos respeitar as condições da nossa região para garantir que as mudas tenham mais chances de crescer e cumprir seu papel na arborização de Porto Velho. Assim que as condições forem favoráveis, vamos retomar a distribuição, fortalecendo o compromisso da Prefeitura com uma cidade mais verde, saudável e sustentável”, afirma o prefeito Léo Moraes.
A Sema reforça que a suspensão é temporária e que a distribuição deverá ser retomada a partir de outubro de 2026, ou caso a avaliação técnica identifique condições favoráveis. O retorno também dependerá da capacidade produtiva do Viveiro Municipal e das condições climáticas registradas no período.
A iniciativa faz parte do planejamento das ações de arborização e recuperação ambiental do município, buscando conciliar a produção de mudas com o período mais adequado para o plantio e, dessa forma, garantir que cada muda tenha melhores condições para se desenvolver e contribuir para uma cidade mais verde.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Geral
Estudo identifica genes em comum entre TOC, Tourette e autismo
Um estudo internacional encontrou evidências de que o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), a síndrome de Tourette e o autismo podem compartilhar fatores genéticos e mecanismos relacionados ao funcionamento do cérebro.
Publicado em 1º de setembro na revista científica Nature Neuroscience, o trabalho analisou dados de quase 4 mil pessoas com TOC, transtornos de tiques e casos em que as duas condições ocorriam simultaneamente.
Os pesquisadores identificaram 36 genes associados ao risco desses transtornos. Até então, apenas quatro genes tinham evidências consideradas mais consistentes nessa relação.
Maioria dos genes aparece em TOC e tiques
Dos 36 genes encontrados, 30 estavam associados tanto ao TOC quanto aos transtornos de tiques. Para os pesquisadores, a sobreposição ajuda a explicar por que essas condições frequentemente aparecem juntas.
Estudos anteriores já haviam apontado essa relação. Cerca de metade das pessoas com transtornos de tiques apresenta sintomas obsessivo-compulsivos, enquanto até 30% dos pacientes com TOC têm histórico de tiques.
A análise também encontrou genes relacionados a outros transtornos do neurodesenvolvimento e condições psiquiátricas, incluindo o autismo e a esquizofrenia.
Genes estão ligados a diferentes áreas do cérebro
Para entender como essas alterações genéticas podem influenciar os transtornos, os pesquisadores cruzaram os dados com mapas do cérebro humano e de outros animais.
A análise apontou a participação de circuitos que conectam regiões envolvidas no pensamento, no controle dos impulsos e nos movimentos. Entre as áreas identificadas estão o córtex, o estriado, o tálamo e o cerebelo, estrutura relacionada à coordenação motora.
Os pesquisadores também observaram que os genes associados ao risco apresentam maior atividade nessas regiões em diferentes fases do desenvolvimento, inclusive antes e depois do nascimento.
Outro destaque foi a identificação da participação de um tipo específico de neurônio responsável por facilitar a comunicação entre diferentes áreas cerebrais.
Possíveis impactos para tratamentos
Segundo os autores, os genes identificados não funcionam de maneira isolada. Eles integram redes que podem influenciar diferentes processos do cérebro.
“Esses genes não agem individualmente. Eles operam em redes, o que abre a possibilidade de desenvolver tratamentos que atuem em múltiplos alvos ao mesmo tempo”, afirmou o geneticista Jay Tischfield, um dos autores do estudo, em comunicado.
Em alguns casos, determinadas variantes genéticas foram associadas a aumentos expressivos no risco dos transtornos, que podem chegar a dezenas de vezes em comparação com pessoas que não apresentam essas alterações.
Os pesquisadores avaliam que o avanço no entendimento dessas redes genéticas e dos circuitos cerebrais envolvidos pode contribuir, no futuro, para o desenvolvimento de tratamentos direcionados a mecanismos específicos de cada paciente.
Fonte: Metrópoles
