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Influenciadora sofre queimaduras nos olhos após contato com planta tóxica

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A influenciadora Thais Reolon fez um alerta aos seguidores após sofrer uma lesão nos olhos provocada pelo contato com a seiva de uma planta conhecida popularmente como cacto-candelabro. O acidente aconteceu durante o manuseio da espécie e exigiu atendimento médico de urgência.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Thais contou que estava cortando um galho da planta quando entrou em contato com o líquido liberado por ela. Após lavar a faca e as mãos com detergente, acabou tocando os olhos algum tempo depois, momento em que começou a sentir uma intensa ardência.

Segundo o relato, os olhos incharam rapidamente e a dor se tornou tão forte que ela precisou procurar um hospital. No atendimento de emergência, recebeu medicação intravenosa e afirmou que mal conseguia abrir os olhos devido ao desconforto.

A influenciadora também revelou que a seiva atingiu sua pele, provocando queimaduras semelhantes às causadas por produtos químicos. Depois de passar a noite em observação, ela foi avaliada por um oftalmologista, que constatou uma lesão ocular. O tratamento inclui o uso de colírios para favorecer a cicatrização.

De acordo com a doutora em Botânica e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, a planta, apesar de ser conhecida como cacto-candelabro, não pertence à família dos cactos. Na realidade, trata-se de uma espécie do gênero Euphorbia, reconhecida por produzir uma seiva branca, leitosa e altamente tóxica.

A especialista explica que o látex liberado pela planta pode provocar queimaduras químicas na pele, dermatites, intensa irritação e, quando entra em contato com os olhos, pode causar desde conjuntivite grave até lesões na córnea, com risco de perda da visão se não houver atendimento imediato. Em casos de ingestão, a substância também pode desencadear náuseas, vômitos, diarreia e outros sintomas de intoxicação.

Como medida de prevenção, a professora recomenda que o manuseio da planta seja feito sempre com luvas e óculos de proteção, evitando que a seiva atinja a pele ou os olhos. Também orienta a higienização completa das mãos, braços e ferramentas utilizadas, além de manter a planta longe do alcance de crianças e animais domésticos.

A especialista ainda destaca que os cactos verdadeiros não possuem essa toxicidade. O principal risco dessas espécies está relacionado aos espinhos, que podem causar ferimentos e favorecer infecções quando não tratados adequadamente.

Fonte: Notícias Urgentes com informações do G1RO

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Carne de jacaré avança para nova etapa de reconhecimento geográfico

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O processo para a obtenção da Indicação Geográfica (IG) da carne de jacaré avançará para uma nova etapa entre os dias 1º e 6 de setembro. Nesse período, será iniciado o trabalho de construção da IG, dando continuidade ao diagnóstico realizado em 2025.

As atividades acontecerão na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Porto Velho, onde é realizado o manejo sustentável de crocodilianos para controle populacional. A prática ocorre de forma regulamentada e contribui para o equilíbrio ambiental, além de gerar trabalho e renda para as comunidades tradicionais.

A iniciativa é desenvolvida por meio da cooperação entre a Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Sebrae.

O prefeito Léo Moraes destacou que a valorização dos produtos da sociobiodiversidade fortalece a economia local e incentiva o desenvolvimento sustentável da região. “Estamos trabalhando para que Porto Velho seja reconhecida não apenas pela riqueza da Amazônia, mas também pela capacidade de transformar seus recursos naturais em oportunidades para quem vive e produz aqui, sempre com responsabilidade ambiental. A Indicação Geográfica representa mais valor ao produto, mais renda para as comunidades e mais visibilidade para o nosso município”

Entre as atribuições do Ibama estão a emissão da Guia de Transporte, por meio do Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre (SisFauna), documento utilizado para regularizar o transporte dos couros provenientes do manejo, e o licenciamento do abatedouro onde ocorre o processamento dos animais.

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, o avanço representa uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva. “A construção da Indicação Geográfica é um passo importante para valorizar um produto genuinamente amazônico, incentivar a produção sustentável e ampliar as oportunidades para produtores e comunidades tradicionais”.

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, Herlan Alves Lopes, ressaltou que o processo é realizado em etapas. “O diagnóstico foi realizado no ano passado e, agora, avançaremos na construção da Indicação Geográfica. É um trabalho técnico e conjunto para reconhecer a origem, a identidade e as características da carne de jacaré”.

A expectativa é que o reconhecimento agregue valor ao produto, fortaleça o manejo sustentável para controle populacional e abra novos mercados. A iniciativa também busca consolidar Porto Velho e Rondônia como referências na produção sustentável e na valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Suspeita de incêndio criminoso mobiliza força-tarefa na Vila Princesa

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Uma força-tarefa foi mobilizada na tarde desta terça-feira (21) para combater um incêndio registrado na Vila Princesa, em Porto Velho. Conforme informações preliminares, as chamas teriam sido provocadas por ação criminosa e atingiram um barracão localizado na área.

Assim que a ocorrência foi registrada, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia iniciaram o combate ao fogo com o apoio da Prefeitura de Porto Velho. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) deslocou um caminhão-pipa para auxiliar na operação, enquanto a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra),  também deram suporte aos trabalhos, reforçando a estrutura utilizada para controlar as chamas.

Além do combate direto ao incêndio, as equipes realizaram serviços de aceiro, limpeza da área e controle do fogo que atingiu materiais recicláveis, evitando que as chamas se espalhassem para outros pontos e reduzissem os riscos à comunidade e ao meio ambiente.

A atuação integrada entre os órgãos municipais foi fundamental para dar suporte ao Corpo de Bombeiros e evitar que o incêndio provocasse danos ainda maiores. O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, ressaltou sobre a importância da resposta rápida das equipes.“Assim que fomos acionados, mobilizamos nossas equipes e equipamentos para apoiar a ocorrência. Além do caminhão-pipa, realizamos serviços de aceiro e limpeza da área para reduzir os riscos e contribuir com a segurança da comunidade e a preservação do meio ambiente.”

O prefeito Léo Moraes disse que o trabalho conjunto entre a Prefeitura e os demais órgãos demonstra a capacidade de resposta do município diante de situações de emergência. “A integração entre as equipes foi essencial para proteger a população e evitar que o incêndio tomasse proporções ainda maiores. Seguiremos investindo em ações de prevenção e apoiando todas as operações que contribuam para preservar vidas, o meio ambiente e o patrimônio da nossa cidade.”

A Prefeitura de Porto Velho conta com legislação específica para combater incêndios ilegais, fiscalização ambiental, monitoramento com apoio de drones e Sistema de Posicionamento Global (GPS), imagens de satélites, brigada de incêndio, educação ambiental e atendimento às comunidades atingidas que são medidas de ajuda humanitária. Essas iniciativas já reduziram a poluição do ar e proliferação de fumaça oriunda das queimadas em mais de 80%. 

Para conscientizar, informar e orientar a população, a gestão municipal iniciou por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) uma campanha de conscientização sobre as queimadas.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Centenas de peixes aparecem mortos no Lago do Cuniã

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está apurando as causas da morte de centenas de peixes registrada na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, localizada em Porto Velho. O caso chamou a atenção após moradores divulgarem imagens que mostram diversos peixes boiando nas águas da reserva.

De acordo com o ICMBio, episódios semelhantes costumam ocorrer entre os meses de junho e julho. A maior parte dos animais encontrados mortos pertence à espécie conhecida como branquinha, bastante comum na região e considerada uma das mais abundantes do Lago do Cuniã.

Segundo o órgão, essa espécie apresenta maior sensibilidade às variações bruscas de temperatura e à redução dos níveis de oxigênio dissolvido na água, fatores que podem contribuir para a ocorrência de mortes em grande escala.

Para esclarecer as causas do fenômeno, pesquisadores do Laboratório de Biogeoquímica da Universidade Federal de Rondônia (Unir) irão realizar análises da qualidade da água e das condições ambientais do lago.

Com base em estudos realizados em lagos de várzea da Amazônia, a principal linha de investigação aponta para uma queda significativa da concentração de oxigênio na água. Esse cenário pode ter sido provocado por alterações nas características físicas e químicas do ambiente aquático.

Embora a ocorrência de friagens possa influenciar a circulação da água e modificar a oxigenação do lago, o ICMBio avalia que esse fator, isoladamente, não explica a mortandade registrada.

A hipótese considerada mais provável envolve o acúmulo de matéria orgânica, associado às altas temperaturas e à chegada de água das chuvas carregando sedimentos e detritos. Esse conjunto de fatores favorece a decomposição do material orgânico, aumentando o consumo de oxigênio, principalmente nas camadas mais profundas do lago.

Com a redução do oxigênio disponível, os peixes podem sofrer hipóxia ou anoxia — condições que dificultam a respiração e podem levar à morte dos animais.

Além de identificar a origem do problema, a investigação também busca fornecer informações às cerca de 115 famílias que vivem na Resex Lago do Cuniã e dependem da pesca e de outras atividades extrativistas para garantir o sustento.

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