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Polícia

Servidor preso em operação sobre esquema de R$ 27 milhões é solto

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O servidor público Geancarlo Leal de Freitas, preso durante a Operação Gutenberg, deixou a prisão após a Justiça revogar sua prisão preventiva. A decisão foi tomada depois que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) solicitou a medida, diante da conclusão de que não havia elementos que indicassem participação do servidor nos fatos investigados.

A Operação Gutenberg foi deflagrada para apurar um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 27 milhões em recursos públicos por meio de contratos firmados entre prefeituras e empresas do setor editorial para aquisição de livros.

Segundo a defesa de Geancarlo, as informações prestadas ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) demonstraram que ele não possuía qualquer vínculo com a organização investigada. Os advogados afirmam que o servidor foi preso exclusivamente por exercer função pública no município de Dourados (MS), sem relação com os contratos sob investigação.

Ainda conforme a defesa, Geancarlo atua há 26 anos no serviço público como fiscal de obras particulares, nunca respondeu a processos judiciais e não possui ligação com os investigados nem com as empresas citadas na operação.

Outro investigado beneficiado por decisão judicial foi Joatan Gomes Peixoto. A prisão preventiva dele foi substituída por prisão domiciliar, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica por, no mínimo, 180 dias. A defesa informou que o pedido foi fundamentado em razões humanitárias, destacando a necessidade de assistência à filha de 21 anos, que tem síndrome de Down, além dos cuidados prestados à mãe, que se recupera de uma cirurgia cardíaca.

De acordo com o Gaeco, Joatan figura entre os responsáveis pela Editora Avante, empresa apontada como uma das peças centrais do suposto esquema investigado. Conforme o Ministério Público, a editora teria participado da movimentação de recursos públicos por meio de contratos firmados com diversas prefeituras para fornecimento de materiais didáticos.

As investigações indicam que a empresa seria controlada, de forma indireta, por integrantes da família Jafar, apontada como líder da organização criminosa. O grupo é suspeito de utilizar terceiros para ocultar a verdadeira administração da editora e facilitar a movimentação dos recursos.

Segundo o MPMS, além de supostas fraudes em processos de contratação pública, a organização também é investigada por lavagem de dinheiro e ocultação da origem dos valores obtidos. A apuração ainda aponta que servidores públicos teriam favorecido municípios que contratavam a editora e condicionado a liberação de serviços de saúde à aquisição dos livros comercializados pelo grupo.

A Operação Gutenberg resultou na prisão de 15 pessoas. Até o momento, Geancarlo teve a prisão revogada por ausência de indícios de participação nos fatos, enquanto Joatan e Jessyca Duarte Burgatt obtiveram o benefício da prisão domiciliar. Um dos investigados apontados como líder do grupo permanece foragido.

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Polícia

Vizinho teria matado casal em condomínio por causa de muro

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Moradores do condomínio Bosque Imperial, na Ponte Alta (DF), acreditam que uma confusão envolvendo um muro entre dois lotes pode ter sido a motivação para o assassinato do casal Rayane Lins Farias Campos, 38 anos, e Leonardo de Oliveira Campos, 42. O principal suspeito do crime, o empresário Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (17/7).

As vítimas foram encontradas mortas na manhã desta sexta-feira, no lote onde eles haviam comprado recentemente.

De acordo com vizinhos ouvidos pelo Metrópoles, o casal não morava no condomínio e estava fazendo a limpeza do lote por conta de uma notificação emitida pela administradora do residencial devido ao mato alto. Uma das vítimas, Leonardo, estava com uma foice na mão quando foi encontrado morto.

Ainda segundo os moradores, o desentendimento entre o suspeito e o casal teria sido provocado por uma discussão sobre um muro entre o lote de Leonardo e Rayane e a residência de Evandro.

Evandro mora no Bosque Imperial desde o início do condomínio, há cerca de 10 anos. Moradores afirmam que ele era conhecido por se envolver em conflitos recorrentes com outros vizinhos.

“Ele arrumava confusão com frequência”, relatou um morador, que pediu para não ser identificado.

Evandro foi preso por equipes da Divisão de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Mesmo após a prisão do suspeito, alguns moradores disseram estar com medo de falar sobre a convivência com o suspeito do crime.

Mais sobre o crime e as vítimas

  • Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo por volta das 15h dessa quinta-feira (16/7);
  • O suspeito foi preso nesta sexta-feira e encaminhado à para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama), que investiga o caso;
  • Rayane, uma das vítimas, era servidora da Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto (GO) e atuava como coordenadora do Cadastro Único (CadÚnico) no município;
  • Leonardo, por sua vez, atuava como coordenador de vendas da Brasal Refrigerantes.

Caso em apuração

O crime é investigado pela 20ª Delegacia de Polícia (Gama) como homicídio qualificado. O delegado da unidade, Paulo Fortini, apura a motivação apontada pelos vizinhos e atesta que o suspeito tinha histórico de conflito com as vítimas.

O delegado informou também que Evandro tem envolvimento em outros três homicídios — o último ocorreu em 2008. O empresário ainda possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma, ameaça e violência contra a mulher.

Fonte: Metrópoles

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Polícia

Investigadora da Polícia Civil é condenada a 23 anos por roubo e extorsão

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Uma investigadora da Polícia Civil e outros três homens foram condenados pela Justiça por envolvimento em um crime de roubo e extorsão praticado com uso de um falso mandado judicial, em Manaus. A decisão foi proferida pela juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal da capital amazonense.

Conforme a sentença, o grupo utilizou equipamentos semelhantes aos de forças de segurança, como coletes táticos, distintivos e algemas, além de um documento falso, para invadir uma residência e convencer a vítima de que se tratava de uma ação oficial.

Durante o crime, ocorrido em agosto do ano passado, a vítima foi ameaçada e obrigada a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix. Além disso, os criminosos roubaram R$ 5 mil em dinheiro, um notebook, um relógio e outros objetos pessoais.

A investigadora da Polícia Civil Viviane Monteiro de Almeida recebeu a maior pena entre os condenados, com 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão em regime fechado. Samuel da Costa Matos foi condenado a 19 anos, 10 meses e 20 dias, enquanto Alessando Freire Naranjo e Jefferson Cavalcante Marcolino receberam penas de 16 anos, 6 meses e 27 dias cada.

Segundo a decisão judicial, a condenação foi baseada em diversas provas reunidas durante a investigação, incluindo conversas encontradas no celular de Viviane, mensagens que indicariam a divisão das funções do grupo, registros de monitoramento da vítima, comprovantes bancários, imagens de câmeras de segurança e objetos apreendidos com os envolvidos.

A Justiça, porém, rejeitou a acusação de associação criminosa por entender que não havia comprovação suficiente de uma estrutura organizada, estável e permanente para a prática contínua de crimes.

Todos os condenados deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

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Polícia

Suspeito engole droga em preservativo e diz à polícia que era “doce de leite”

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Um homem tentou justificar uma situação inusitada após ser internado no Hospital Regional do Paranoá (HRPA), no Distrito Federal, depois de engolir um preservativo contendo uma substância ilícita. O paciente afirmou aos policiais que o material encontrado em seu organismo seria apenas “doce de leite”.

O caso ganhou repercussão após um vídeo registrado pelo policial militar Jason Carvalho mostrar o momento em que o homem era questionado sobre a suspeita de atuar como “mula” do tráfico, prática em que criminosos transportam drogas dentro do próprio corpo.

Durante a conversa, o paciente negou envolvimento com entorpecentes e alegou que teria participado de um suposto desafio no trabalho para engolir e expelir o preservativo. Segundo ele, o conteúdo seria doce de leite e não droga.

A versão, porém, não convenceu as equipes responsáveis pelo atendimento. Após análises realizadas por profissionais de saúde e policiais, foi constatado que o material armazenado dentro do preservativo se tratava de entorpecente.

Depois de receber alta médica, o homem foi encaminhado para a delegacia, onde foi autuado em flagrante. O caso será investigado pelas autoridades competentes.

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