Polícia
Mulher é presa com grande quantidade de drogas em Rondônia
Na noite de quinta-feira, 21, uma guarnição de Rádio Patrulha da Polícia Militar de Rondônia realizou uma importante ação de combate ao tráfico de drogas em Ouro Preto do Oeste, resultando na apreensão de mais de 2 quilos de entorpecentes, materiais utilizados para comercialização ilícita e na condução de uma suspeita à unidade policial.
A ocorrência teve início logo após a equipe entrar de serviço, quando os militares receberam informações indicando que uma residência no bairro Nova Ouro Preto estaria sendo utilizada como depósito para armazenamento de drogas pertencentes a uma facção criminosa. Em seguida, novas denúncias apontaram que um mototáxi havia acabado de sair do local transportando uma mulher conhecida das guarnições policiais por envolvimento com uso de substâncias entorpecentes.
Diante das informações, os policiais iniciaram diligências e localizaram o veículo, realizando a abordagem. Durante entrevista, a suspeita afirmou apenas que havia saído da casa de uma amiga, recusando-se a informar o endereço. A equipe visualizou um volume no bolso da calça da mulher e determinou que ela retirasse o objeto. A abordada demonstrou nervosismo e resistência inicial, mas, após nova ordem legal, entregou um invólucro plástico contendo 23 pedras de substância análoga ao crack.
Com base na materialidade encontrada e nas informações já obtidas anteriormente, a equipe deslocou até o imóvel suspeito. Ao entrar na residência, os militares flagraram uma mulher cortando pedras de substância análoga ao crack com auxílio de uma faca, sendo apreendidos aproximadamente 75 gramas da droga naquele momento.
Durante buscas no interior do imóvel, os policiais localizaram, escondida sob uma cama, uma sacola contendo diversos invólucros com entorpecentes, entre eles aproximadamente 538 gramas de substância análoga à pasta base de cocaína, cerca de 1,350 kg de pasta base de crack e aproximadamente 218 gramas de maconha. Também foram apreendidas duas balanças de precisão e um rolo de papel filme utilizado para fracionamento e embalagem da droga.
Os policiais constataram ainda que o imóvel, composto por apenas um cômodo, era utilizado exclusivamente para armazenamento e fracionamento dos entorpecentes. No momento da intervenção policial, uma criança de apenas 10 anos de idade, irmã da suspeita, encontrava-se próxima ao local onde as drogas eram manipuladas.
Outro fator que chamou a atenção das equipes foi o fato de a residência estar localizada a aproximadamente 200 metros de uma escola pública estadual, aumentando o potencial lesivo da atividade criminosa diante da proximidade com crianças e adolescentes.
Todos os materiais apreendidos e os envolvidos foram encaminhados ao comissário de plantão para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: Polícia Militar
Polícia
MPRO denuncia quatro e mira R$ 31 milhões em esquema de milícia
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 4 investigados no âmbito da operação “Labirinto de Bronze”, resultado de Procedimento Investigatório Criminal instaurado para apurar a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e milícia privada.
Segundo a denúncia, entre janeiro de 2019 e maio de 2026, parte dos denunciados teria integrado estrutura armada, estável e permanente, com atuação em conflitos agrários nos municípios de Buritis, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Cujubim/RO. Conforme apurado, o grupo seria empregado em ações de vigilância de propriedades rurais, intimidação e retirada de ocupantes, enfrentamento de grupos rivais e outras ações violentas relacionadas a disputas fundiárias, além da prestação remunerada de segurança armada.
A investigação também identificou, em tese, diferentes mecanismos de ocultação e dissimulação patrimonial, envolvendo imóveis rurais e urbanos, semoventes, veículos, movimentações bancárias, utilização de pessoa jurídica e registro de bens e direitos em nome de terceiros. A denúncia descreve 7 (sete) fatos delitivos relacionados à lavagem de capitais, praticados por meio de operações distintas e autônomas. Entre os bens abrangidos pelas apurações estão 1.611 cabeças de gado e 7 (sete) veículos, além de propriedades rurais e valores movimentados por contas bancárias e por empresa utilizada, segundo o MPRO, na estrutura de ocultação patrimonial.
Foram imputados, conforme a participação individual atribuída a cada denunciado, os crimes previstos no art. 288-A do Código Penal, referente à constituição, organização, integração e manutenção de milícia privada, e no art. 1º, caput e § 2º, inciso I, da Lei nº 9.613/1998, que trata dos crimes de lavagem de dinheiro. O MPRO requereu o recebimento da denúncia, a citação e o processamento dos acusados e, ao final, a condenação pelos crimes imputados.
O Ministério Público requereu, ainda, a decretação da perda dos bens, direitos e valores relacionados direta ou indiretamente aos crimes de milícia privada e lavagem de dinheiro, quantificados, até o momento, em R$ 31.370.845,49 (trinta e um milhões, trezentos e setenta mil, oitocentos e quarenta e cinco reais e quarenta e nove centavos), abrangidos por medidas assecuratórias já deferidas judicialmente.
A Operação “Labirinto de Bronze” foi deflagrada pelo Gaeco em 26 de maio de 2026, com o cumprimento de 7 (sete) mandados de busca e apreensão em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho e medidas assecuratórias patrimoniais, abrangendo bloqueios financeiros, imóveis, veículos e a constrição de 1.611 cabeças de gado. Já em setembro de 2026, a segunda fase foi deflagrada a partir do aprofundamento das análises de aparelhos eletrônicos e documentos apreendidos, com o cumprimento de 3 (três) mandados de prisão preventiva, 1 (um) mandado de busca e apreensão em Ariquemes e medidas cautelares diversas da prisão. Também foi deferida medida patrimonial complementar, com o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e direitos econômicos vinculados a uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia/GO.
O MPRO reafirma seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, o enfrentamento qualificado à criminalidade organizada, o combate à lavagem de dinheiro e a recuperação de ativos ilícitos.
Fonte: MPRO
Polícia
PF apreende 80 kg de cocaína enviados por encomendas de Rondônia
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7/10), a Operação No Way, para combater o tráfico interestadual de cocaína por meio de encomendas postais a partir de Rondônia. Na ação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Porto Velho.
As investigações tiveram início após a Polícia Federal interceptar encomendas postadas em agências dos Correios na capital. As remessas continham cerca de 80 kg de cocaína e tinham como destino os estados do Ceará, da Paraíba e de Pernambuco.
As diligências realizadas ao longo da investigação permitiram identificar a atuação do grupo suspeito, incluindo a aquisição da droga, a preparação das embalagens e o encaminhamento das encomendas às agências postais.
O material apreendido será analisado para auxiliar na identificação de outros envolvidos e na apuração da origem da droga.
Os investigados poderão responder, de acordo com sua participação, pelo crime de tráfico de drogas, com agravamento previsto na legislação em razão do caráter interestadual da atividade.
Fonte: Polícia Federal
Polícia
Homem é executado a tiros nas proximidades da antiga AABB
Um homem de 45 anos, identificado como Gevanildo Ferreira, foi encontrado morto após ser baleado nas proximidades da antiga sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Alta Floresta D’Oeste, nesta terça-feira (6).
Moradores que ouviram os disparos acionaram a Polícia Militar. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram Gevanildo caído e solicitaram uma equipe médica.
Os socorristas foram até o local, mas constataram que a vítima já não apresentava sinais de vida. Conforme as informações, o homem havia sido atingido por seis tiros.
A região foi isolada para o trabalho da perícia. Os peritos realizaram os procedimentos necessários e recolheram possíveis vestígios que podem contribuir para esclarecer como o crime aconteceu.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar. A Polícia Civil assumiu as investigações para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do homicídio.
