Polícia
Mulher é presa suspeita de “vender” irmã de 11 anos por R$ 20 e açaí
Duas pessoas foram presas em flagrante pelo crime de exploração sexual contra uma criança de 11 anos. As investigações revelaram que a menina era abusada em troca de pequenas quantias em dinheiro e alimentos. As prisões ocorreram em uma ação integrada da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), na terça-feira (14/4).
Em novembro de 2025, a vítima já havia sido resgatada de um “casamento infantil” com um homem de 33 anos, com a conivência do pai, ambos presos à época. Posteriormente, sob a responsabilidade da irmã, ela voltou a ser explorada.
Segundo o comandante do Policiamento do Interior da PMAM, coronel Hildvaney Freitas, por volta das 20h40 de terça-feira (14/4), uma denúncia apontou que, no Flutuante do Loiro, na orla do Rio Solimões, um homem de 65 anos estaria aliciando duas menores, de 11 e 17 anos.
De acordo com o denunciante, o fato era recorrente e envolvia a troca de favores sexuais por litros de açaí e R$ 20 em espécie. Diante da gravidade das denúncias, uma equipe se deslocou até o local e encontrou as vítimas em via pública.
“A menor de 11 anos confirmou a história e disse que a de 17 anos ficou do lado de fora, enquanto ela entrou no quarto com o suspeito, de 65 anos. Durante cerca de 30 minutos, foi aliciada por ele.”
O coronel Freitas relatou ainda que, no momento em que o policial militar abordava o suspeito, o homem recebeu uma ligação telefônica da irmã das duas menores, de 21 anos.
“O PM atendeu à ligação, e a irmã perguntou pelas menores. Ele se identificou como policial, momento em que ela desligou o telefone. Foi dada voz de prisão ao suspeito e, na delegacia, a irmã das vítimas chegou questionando sobre a prisão do homem, quando também acabou presa”, detalhou.
Casamento infantil
Conforme revelado pela delegada Joyce Coelho, titular da DEP de Manacapuru, ao apresentar o caso na delegacia, a PMAM verificou que a criança já havia sido resgatada anteriormente de uma situação de “casamento infantil”, em novembro de 2025, na região do Lago do Urbim.
“Na ocasião, o homem envolvido e o pai da criança, que era conivente, foram presos em flagrante. A mãe também apresentava conduta omissiva e, inclusive, havia uma medida protetiva que a impedia de se aproximar da criança. Após o resgate, a vítima foi acolhida em uma unidade de proteção no município”, explicou a delegada.
No entanto, há cerca de um mês, a menina foi entregue à irmã mais velha, quando voltou a ser explorada.
“Em depoimento, a criança relatou que era levada contra a vontade ao flutuante, sob ameaças da irmã, que dizia que, caso não obedecesse, retornaria ao abrigo. No local, um homem de 65 anos praticava os abusos, enquanto a irmã dela, de 17 anos, permanecia do lado de fora”, citou a delegada.
Como forma de pagamento, eram oferecidas pequenas quantias em dinheiro ou até mesmo alimentos. Na noite do flagrante, por exemplo, a criança recebeu dois litros de açaí e R$ 20.
Em relação à adolescente de 17 anos, a delegada explicou que ela também está sendo tratada, inicialmente, como vítima, já que há indícios de que tanto ela quanto a criança de 11 anos estavam submetidas à autoridade da irmã de 21 anos, que determinava as ações e fazia o agenciamento.
Fonte: Metrópoles
Polícia
“Vou arrancar sua cabeça”: homem espanca companheira grávida e é preso
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Águas Lindas de Goiás, prendeu em flagrante um homem, de 24 anos, suspeito de agredir e ameaçar de morte a companheira, de 19 anos, grávida de quatro meses.
Segundo as investigações, o suspeito teria desferido socos contra a cabeça e as costas da vítima, além de proferir ofensas e ameaças de morte.
Durante o episódio, o homem teria retirado uma faca da cintura e colocado o objeto sobre a mesa, com o intuito de intimidá-la.
Os investigadores também tiveram acesso a um histórico de mensagens nas quais o suspeito ameaçou de morte a mulher. Em uma delas, o homem diz: “Só vai parar quando eu arrancar sua cabeça, né?”.
Veja ameaças:

A vítima relatou também que já havia sofrido agressões anteriores, mas não procurou a polícia por medo das ameaças.
Após o registro da ocorrência, equipes da Deam realizaram diligências e localizaram o suspeito no Parque Barragem. Ele foi preso em flagrante.
O investigado foi conduzido à unidade policial e autuado pelos crimes de ameaça e lesão corporal, além de injúria, no contexto da Lei Maria da Penha. Ele permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Adolescente é morto a facadas e suspeito acaba preso após confusão em bar
Ronnyel dos Santos Pascoal, de 17 anos, foi assassinado com diversos golpes de faca desferidos por um homem de 28 anos nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (14), em Lucas do Rio Verde (352 km de Cuiabá). A vítima estava acompanhada de outras cinco pessoas em um bar. Durante uma confusão, o grupo em que estava a vítima teria provocado o suspeito que passava de moto em frente ao estabelecimento.
Conforme informações obtidas pela reportagem, o suspeito já estava armado com a faca e partiu para cima dos clientes do bar. Em um primeiro momento, quatro pessoas foram atingidas. Uma mulher que estava no bar partiu para cima da esposa do suspeito, que estava na garupa da moto, e a atingiu com um golpe de capacete, o que desmaiou a agredida.
O suspeito então teria partido para cima da autora do golpe de capacete e de Ronnyel. O suspeito atacou o adolescente diversas vezes.
O adolescente foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito, que tinha um ferimento profundo na mão, também foi levado ao hospital e posteriormente encaminhado à delegacia da Polícia Civil. Os outros feridos no ataque foram encaminhados ao hospital e o caso será investigado.
Fonte: Olhar Direto
Polícia
Advogado é preso por execução brutal de jovem com 16 tiros e 15 facadas
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por intermédio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, após quase dois anos de minuciosa investigação, concluiu o inquérito que apurou o homicídio doloso que vitimou Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, ocorrido na madrugada do dia 7 para 8 de novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, nesta Capital. Uma ação foi realizada nesta quarta-feira (14) e um dos alvos é um advogado.
A vítima foi executada de forma sumária e cruel, após ser torturada, com dezesseis disparos de arma de fogo e quinze golpes de faca, em razão de vingança de membros de facção criminosa que acreditavam que ela havia colaborado com as forças de segurança, o que resultou na apreensão de significativa quantidade de entorpecentes pela Polícia Militar.
As investigações, conduzidas com apoio de perícias, análise de imagens, monitoramento eletrônico e inteligência policial, resultaram no indiciamento de quatro autores, com condutas individualmente comprovadas.
Após a representação pela prisão preventiva, deferida pela Justiça, a Polícia Civil deflagrou a Operação Silenciar, dando cumprimento aos mandados expedidos. Foi preso Ênio Martimiano da Cunha Júnior, advogado, apontado como coautor do crime e colaborador ativo da facção criminosa, responsável por prestar suporte jurídico à organização há anos.
Equipes da DHPP estão cumprindo ainda nesta manhã outros dois mandados no presídio estadual: Geison dos Santos Nascimento, o “Todynho” ou “Americano”, motorista do veículo utilizado no crime e responsável pelo uso da faca na execução; e João Paulo Corbelino Costa, ambos já custodiados por outros delitos. O quarto identificado, Gleison Corrêa dos Santos, o “Disciplina da Facção” na época, ainda está foragido.
A investigação apurou que a vítima foi morta porque os integrantes da facção acreditavam que ela havia entregado informações às forças de segurança. O crime foi praticado com extrema crueldade, premeditação e emprego de tortura física antes da execução.
A DHPP ressalta que a conduta de um membro da Ordem dos Advogados do Brasil no crime é situação excepcional e não representa, em nada, a instituição nem seus membros. A Ordem e a advocacia seguem sendo pilares essenciais à justiça e à sociedade, e episódios isolados como este não abalam a confiança no trabalho sério e ético desenvolvido por milhares de profissionais.
A Polícia Civil reitera seu compromisso com a elucidação de crimes graves e com a responsabilização de todos os envolvidos, destacando que a Operação Silenciar representa um passo decisivo no enfrentamento ao crime organizado e na busca por justiça para a vítima e seus familiares, ainda que, por vezes, a justiça possa demorar.
Fonte: Olhar Direto
