Conecte-se conosco

Polícia

Secretário e filhos foram achados após testemunhas verem carta na web

Publicado

em

Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo de Itumbiara (GO), e os dois filhos, de 12 e 8 anos, foram encontrados por moradores após uma publicação feita por ele nas redes sociais. No post, o homem afirmava que pretendia matar as crianças e, em seguida, tirar a própria vida. Ao verem a mensagem, vizinhos correram até a casa para tentar impedir a tragédia.

A coluna teve acesso, com exclusividade, ao depoimento das testemunhas. No apartamento, elas encontraram Thales deitado sobre a cama, com uma arma de fogo posicionada sobre o peito, e as duas crianças também sobre a cama, feridas.

Os primeiros socorros

Em depoimento, as testemunhas afirmaram que cada uma prestou socorro imediato a uma das crianças. Eles apresentavam ferimentos aparentemente causados por disparos de arma de fogo na região da têmpora e na lateral da cabeça. Ambos foram levados com vida ao Hospital Municipal.

Ainda conforme os relatos, um forte cheiro de gasolina era sentido dentro da residência. No local, foram encontrados dois galões vazios, com capacidade aproximada de cinco litros cada, indicando que o combustível havia sido espalhado no ambiente.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao endereço pouco depois e constataram a morte de Thales Machado. A área foi isolada até a chegada da Perícia Técnico-Científica, que realizou os levantamentos no interior do imóvel.

A arma utilizada no crime foi uma pistola Glock G25, calibre .380, recolhida para análise. Após os procedimentos, o corpo de Thales foi removido e o apartamento permaneceu sob custódia da segurança do condomínio, com apoio policial.

Horas depois, a polícia foi informada de que o filho mais velho não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal Modesto de Carvalho. O caçula seguia internado em estado gravíssimo até a mais recente atualização desta matéria.

“O limite do improvável”

No texto publicado por Thales antes do crime, ele afirmou estar passando por dificuldades no casamento, pediu desculpas à família e aos amigos e disse que agiu em um momento que considerou “o limite do improvável”.

No mesmo conteúdo, mencionou respeito ao sogro, declarou ter buscado manter harmonia e pediu perdão a todos.

Na noite anterior ao ataque, Thales também havia feito uma postagem com declarações de amor aos filhos. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.

A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

Fonte: Metrópoles

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Trio é condenado a até 28 anos por ameaçar empresas e provocar incêndios

Publicado

em

Por

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Jaru, obteve no Poder Judiciário a condenação de três réus pelos crimes de organização criminosa, extorsão e incêndio. Os acusados foram sentenciados a penas que variam de 15 a 28 anos de reclusão em regime fechado.

Conforme o MP, em 2025, o grupo promoveu ações de extorsão a duas empresas provedoras de internet, localizadas nos municípios de Jaru e Theobroma, exigindo pagamentos sob ameaça de represálias. Em outubro daquele mesmo ano, como forma de intensificar as cobranças e coagir as vítimas, os acusados provocaram incêndios nos estabelecimentos.

O Ministério Público fundamentou a denúncia com um conjunto de laudos periciais, vídeos e outras provas digitais colhidas ao longo das investigações, que demonstraram a participação dos réus nos ataques.

Em relação às condenações, o primeiro acusado foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa, extorsão, incêndio e associação para o tráfico, somando pena de 28 anos de reclusão. O segundo foi condenado pelos mesmos delitos, totalizando 16 anos. Por organização criminosa, extorsão e incêndio, o terceiro recebeu a pena de 15 anos de reclusão.

Os réus já estão presos e não poderão recorrer em liberdade.

Fonte: MPRO

Continue lendo

Polícia

Homem é condenado a 23 anos de prisão por homicídio em Rondônia

Publicado

em

Por

A comarca de Nova Mamoré realizou, nesta quarta-feira (12), o primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri desde a instalação da nova estrutura judiciária no município. A sessão ocorreu no prédio da Câmara dos Vereadores e foi presidida pela juíza Alle Sandra Adorno dos Santos Ferreira, reunindo representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, jurados, testemunhas e demais participantes do processo. O julgamento foi encerrado às 16h30, após mais de 8 horas de duração.

O réu Doriel Lemos da Silva foi julgado pelo homicídio de João Ribeiro da Silva, ocorrido em 12 de junho de 2024, na Avenida Marechal Deodoro, em Nova Mamoré. Segundo a denúncia, o acusado respondia por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria e decidiu pela condenação, afastando também a tese de que o crime teria sido praticado sob domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima.

Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa e realizado o interrogatório do réu. Nos debates, o Ministério Público sustentou a procedência da acusação, enquanto a defesa apresentou teses de legítima defesa, exclusão das qualificadoras, entre outras. Após réplica e tréplica, os sete jurados responderam aos quesitos formulados pela juíza presidente. Ao final, a sentença foi lida e publicada em plenário.

Na sentença, a juíza Alle Sandra Adorno Ferreira condenou Doriel Lemos da Silva a 23 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Na dosimetria da pena, foram considerados os maus antecedentes, a multirreincidência, o emprego de meio cruel e o recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, além da confissão espontânea qualificada. A decisão também determinou o início imediato do cumprimento da pena e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Processo n. 7002707-45.2024.8.22.0015

Nova estrutura

O julgamento marca uma etapa importante para a prestação jurisdicional em Nova Mamoré e na região de fronteira, em área de grande expansão econômica e social. Antes vinculada à Guajará-Mirim, a nova comarca atende, além da sede, a mais quatro distritos. Instalada em outubro de 2025, a 24ª comarca do estado passou a contar com estrutura própria para a realização das sessões do Tribunal do Júri, permitindo que julgamentos de crimes dolosos contra a vida sejam realizados no próprio município, aproximando a Justiça da população.

A realização da primeira sessão ocorre na sequência da organização da nova estrutura da comarca, que conta com Vara Única. A regulamentação do Tribunal de Justiça de Rondônia passou a prever a comarca de Nova Mamoré entre as unidades judiciais do estado.

Mais júris

A programação definida pelo Judiciário prevê ainda novos julgamentos pelo Tribunal do Júri em Nova Mamoré, com todos os réus pronunciados encontrando-se presos, na continuidade da realização das sessões na própria comarca. Nesta sexta-feira, dia 14, no processo n. 7000261-06.2023.8.22.0015, vai a julgamento J. P. F. D. C. em ação judicial que corre em sigilo, acusado de ter matado a vítima por motivo fútil e com tortura (meio cruel), em dezembro de 2022, na zona rural de Nova Mamoré.

Já no próximo dia 18, será julgada a ação penal n. 7001768-65.2024.8.22.0015, na qual os réus Francisca de Souza Maximo e José Henrique dos Santos de Castro são acusados de homicídio qualificado por matar José Alex Sandro Barbosa de Oliveira e de tentar matar Elmar Barbosa, em março de 2024, na Avenida Cecília Meireles. Finalizando os julgamentos agendados do mês de agosto, no dia 20 (Processo n. 7003432-05.2022.8.22.0015) serão julgados os réus Ronaldo de Morais Lima, Jercineide Torres Camargo e Sueli da Silva Frota, acusados do homicídio a facadas de Maiara Albuquerque da Silva, na presença do filho, em 2022, no distrito de Nova Dimensão.

Com a realização do primeiro júri, Nova Mamoré passa a integrar o conjunto de comarcas do estado com estrutura para a realização desses julgamentos, fortalecendo a prestação jurisdicional e garantindo que a população local participe diretamente do processo de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.

Fonte: TJRO

Continue lendo

Polícia

Procuradora é ameaçada de morte e caso será investigado pela Polícia Federal

Publicado

em

Por

A procuradora da República em Sergipe, Gisele Bleggi, voltou a ser alvo de ataques nas redes sociais, incluindo ameaças de morte e manifestações consideradas ofensivas. Diante da gravidade das publicações, o advogado que representa a procuradora apresentou, na quarta-feira (12), uma notícia-crime à Polícia Federal (PF), solicitando a apuração dos fatos.

A representação reúne comentários e outras publicações que podem configurar crimes contra a honra. Segundo o documento, grande parte das manifestações foi feita em matérias jornalísticas relacionadas à atuação institucional de Gisele Bleggi no Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE).

Após receber o material, a Polícia Federal informou que deverá instaurar um inquérito para investigar o caso. A apuração deverá verificar a existência dos possíveis crimes, além de buscar identificar os responsáveis pelas mensagens e pelas ameaças direcionadas à procuradora.

Este não é o primeiro episódio envolvendo Gisele Bleggi. Em março deste ano, ela já havia sido alvo de ataques nas redes sociais depois que um vídeo de sua participação em uma atividade institucional no município de Propriá, no interior de Sergipe, foi divulgado.

Na ocasião, comentários relacionados à aparência física da procuradora e considerados preconceituosos provocaram manifestações de solidariedade por parte de entidades e representantes públicos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a deputada estadual Linda Brasil se posicionaram contra os ataques e demonstraram apoio à integrante do MPF.

O prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, também repudiou as manifestações e classificou os comentários como preconceituosos e misóginos.

Com a nova denúncia, a expectativa é de que a investigação da Polícia Federal esclareça a origem das publicações, identifique os responsáveis e determine se as mensagens configuram crimes.

Continue lendo

Trending