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Polícia

Advogado envolvido em ritual satânico dopou e violentou casal

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Foram necessários mais de cinco anos para que um casal tivesse a coragem de vir a público falar sobre os momentos de angústia que viveram nas mãos do advogado João Paulo Leandro Mendes Mendonça Carrera, 34 anos. O defensor foi preso no fim de 2025, suspeito de matar um homem em um suposto ritual satânico.

Ana Soares*, 49 anos, e César Augusto*, 43, dizem que foram dopados e abusados por João Paulo, em 2020, época em que eram vizinhos, no Areal.

Ana contou que conheceu o advogado quando ele e o ex-marido se mudaram para a região. “Eles vieram em nossa casa, perguntando como que era a vizinhança, porque eles tinham comprado um lote do lado”, lembrou.

“A gente nunca imaginou que ele era capaz de fazer uma coisa dessas. No começo, ele era uma pessoa super amigável, amável e alegre. Até então, o João não tinha demonstrado ser o monstro que ele é”, ressaltou.

Apagão

Emocionada, a vítima detalhou os poucos momentos que se lembra daquele fatídico dia. “Na noite anterior, ele tinha acabado de romper com o ex-marido e me mandou mensagem dizendo que não estava bem, porque tinha brigado com o companheiro”, comentou.

Segundo ela, João Paulo pediu para mexer em seu cabelo, algo que, de acordo com Ana, ele costumava fazer, quando estava triste. “O que me causou estranheza foi que, nesse dia, ele estava mais apressado para que eu fosse até a casa dele. Tanto que comentei que meu marido estava fazendo almoço e que, quando ele terminasse, iríamos. Só que ele insistiu tanto, que acabamos indo logo”, disse.

Chegando na casa do advogado, o casal disse que tinha uma garrafa de vodca e outra de energético em cima da mesa. “A de vodca já estava aberta. O João mostrou para a gente, disse que era bom e perguntou se a gente já tinha tomado”, disse Ana.

Segundo ela, o advogado ofereceu uma pequena dose ao casal. “A última coisa que me lembro é de estar sentada na ponta da mesa. Depois disso, acordei espantada, de madrugada, na cama da minha casa, sentindo muita dor”, recordou.

“Tenho certeza que ele colocou algo na bebida porque, como o meu marido é bartender, a gente tem o costume de fazer e experimentar drinks aqui em casa. Então, já estávamos acostumados a beber”, comentou.

Após muito tempo com César e Ana apagados, João chamou a sogra da mulher, que encontrou os familiares jogados no sofá, totalmente desacordados. Assustada, ela chamou o Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), que fez o socorro.

Medo

Ana só ficou sabendo de tudo o que viveu por meio de relatos de outras pessoas, pois não se lembrava de nada. “Eu tive que ser carregada pelo pessoal do resgate. Quando acordei, tentei ir ao banheiro, mas estava com muita dor na perna e ainda me sentia bastante tonta”, afirmou.

Ela só conseguiu usar o banheiro com a ajuda da sogra. Foi nesse momento, que ela se tocou do que tinha ocorrido. “Assim consegui ir ao banheiro, percebi que estava com muita dor anal. Foi quando liguei os pontos e vi que tinha sido abusada”, contou, com lágrimas nos olhos e a voz embargada.

“Só que eu não contei para ninguém. Fiquei com muito medo da reação do meu marido, principalmente. Guardei isso durante anos”, afirmou Ana.

Ao questionar João Paulo, ele disse que as dores eram porque ela tinha caído. “Comentei a minha situação, que estava muito machucada, a ponto de não conseguir ir trabalhar e que teria que ir a um hospital. Estranhei a preocupação excessiva por parte dele, perguntando se já tinha retornado do hospital, se tinha feito exames e o que o médico tinha dito”, relatou.

Vídeos

Somente algum tempo depois, uma amiga de Ana, que tinha indicado para fazer faxina na casa do João, a procurou, perguntando como a gente estava e dizendo que tinha algo bastante sério para contar.

“Ela mostrou vídeos que o João tinha gravado daquele dia. Segundo ela, ele confessou tudo o que fez, contando, inclusive, que tinha feito sexo oral no meu marido”, disse Ana.

Com a descoberta, César disse que se sentiu envergonhado e revoltado.

“Descobri um bom tempo depois e, mesmo assim, senti uma raiva como se tivesse acabado de acontecer. Minha esposa teve que me segurar para eu não fazer algo que acabasse me tirando a razão”, afirmou.

Metrópoles teve acesso aos vídeos gravados pelo advogado, mas, por se tratarem de imagens bastante sensíveis e, em respeito à vítima, não serão divulgados.

As imagens mostram o estado da vítima após tomar o drink. Ela aparece totalmente apagada. Em um dos vídeos, Ana aparece deitada no chão, com o vestido levantado acima do quadril e sem calcinha.

Foi a partir da descoberta dos vídeos que o casal decidiu procurar a polícia. Isso fez com que o comportamento do advogado mudasse.

“Ele passou a ficar esperando a gente chegar todos os dias. Em uma das vezes, ele viu que estávamos voltando da feira e falou: ‘Hoje eu vou almoçar na sua casa’. Respondi que ele jamais colocaria o pé na minha casa e ele comentou que ele iria terminar o que tentou e não conseguiu”, relatou.

Traumas

Segundo Ana, a sua vida mudou somente depois que soube que o advogado tinha sido preso. “Quando vi a notícia, passei mal. Chorei muito, uma mistura de alívio e alegria”, avaliou.

“Confesso que reviver tudo ainda me dói. Sei que eu vou carregar isso pelo resto da minha vida, porque a pessoa estava dentro da minha casa e se fez de amigo. Acho que é pior ainda, porque é uma dor que não sei, exatamente, o motivo. Eu não vi. Só senti depois”, desabafou.

Hoje, segundo ela, apesar de estar mais aliviada, ainda carrega traumas. “Não confio mais em ninguém, fora quem já conheço. Não consigo confiar mais em ninguém. Não bebo nada na casa de ninguém. Aliás, nem vou mais na casa de ninguém”, observou.

Ritual satânico

João Paulo Leandro Mendes Mendonça Carrera está preso após ser apontado pela PCDF como suspeito no caso do corpo carbonizado encontrado na manhã de 28 de dezembro de 2025 em uma área rural da região do Sol Nascente (DF).

O suspeito, que foi detido e conduzido à delegacia, tem cerca de 30 passagens policiais, segundo registros consultados pelos investigadores.

A motivação do crime ainda está sendo apurada, mas uma das linhas iniciais de investigação aponta para a possibilidade de envolvimento em um suposto “ritual satânico”.

* Nomes fictícios para resguardar a integridades das vítimas.

Fonte: Metrópoles

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Polícia

Homem tenta matar idoso com garrafa quebrada e acaba preso

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Um homem identificado como Joelson D.S.R., conhecido pelo apelido de “Pepeu”, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (20), suspeito de tentar matar um idoso durante um ataque ocorrido no município de Nova União, em Rondônia.

Segundo informações da Polícia Militar, a vítima, identificada pelas iniciais G.L., descansava sob uma árvore quando foi surpreendida pelo agressor. O suspeito teria atingido o idoso na cabeça com uma garrafa, fazendo com que ele caísse no chão. Em seguida, a garrafa foi quebrada e os cacos de vidro utilizados para desferir golpes na região do pescoço da vítima, provocando diversos ferimentos.

O ataque só foi interrompido após a intervenção de uma mulher, tia do suspeito e esposa da vítima, que empurrou o agressor e evitou que as agressões continuassem. Antes de fugir, Joelson ainda teria jogado a garrafa quebrada dentro de uma fossa. O idoso foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal para atendimento médico.

Assim que recebeu as informações sobre o crime, a Polícia Militar iniciou buscas pela cidade. Com o apoio de testemunhas, os policiais conseguiram localizar o suspeito nas proximidades do local da ocorrência.

De acordo com a corporação, Joelson apresentava comportamento bastante alterado no momento da abordagem. Diante da possibilidade de fuga e de resistência, os militares utilizaram técnicas de uso progressivo da força para contê-lo.

Após receber voz de prisão, o suspeito foi levado à Delegacia da Polícia Civil de Mirante da Serra, onde permaneceu à disposição da Justiça e foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Conforme informações obtidas pela polícia, Joelson possui antecedentes por tentativa de homicídio e já teria cumprido pena pelo mesmo tipo de crime, em um caso envolvendo os próprios avós. Ainda segundo relatos, ele faz uso de medicação controlada e, quando interrompe o tratamento e consome bebida alcoólica, apresenta episódios de surto e comportamento agressivo.

Moradores do município afirmam que o caso exige acompanhamento especializado e defendem que o suspeito seja encaminhado para tratamento de saúde mental, caso venha a responder ao processo em liberdade.

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Polícia

Família procura jovem desaparecida e pede ajuda da população

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Familiares de Emilly Braga Cordeiro estão à procura da jovem, que está desaparecida desde o último domingo. Sem notícias sobre seu paradeiro, parentes e amigos intensificaram a divulgação do caso e pedem a colaboração da população para ajudar nas buscas.

Segundo informações da família, Emilly foi vista pela última vez na região da Linha 86, nas proximidades de um rio. Desde então, ela não manteve mais contato, aumentando a preocupação de familiares, que seguem em busca de qualquer informação que possa contribuir para sua localização.

Quem tiver visto a jovem ou souber de algum detalhe sobre seu paradeiro pode entrar em contato pelo telefone (69) 99372-3554. A família destaca que qualquer informação, por mais simples que pareça, pode ser importante para auxiliar nas buscas.

Além disso, os familiares pedem que a divulgação do desaparecimento seja compartilhada para ampliar o alcance das informações e aumentar as chances de encontrar Emilly o quanto antes.

Caso alguém possua informações concretas sobre a localização da jovem, a orientação é comunicar imediatamente a família e também acionar a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou a Polícia Civil.

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Mulher que confessou matar a filha é encontrada morta em cela de delegacia

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A morte de uma mulher de 27 anos, presa após confessar o assassinato da própria filha, de 1 ano e 8 meses, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ela foi encontrada sem vida na cela da Delegacia de Juara, município localizado a cerca de 690 quilômetros de Cuiabá, na sexta-feira (17).

A mulher havia sido detida durante as investigações sobre o desaparecimento da criança, que não era vista há aproximadamente dois anos. O caso ganhou novos rumos depois que o pai da menina procurou a Justiça para regularizar o direito de visitas e tratar da pensão alimentícia, levantando dúvidas sobre o paradeiro da filha.

Inicialmente, a suspeita informou aos investigadores que havia entregue a criança, em janeiro de 2024, a uma pessoa desconhecida que moraria em Campinas, no interior de São Paulo. No entanto, a versão apresentada não foi confirmada e acabou sendo contestada durante a investigação.

Posteriormente, acompanhada por seu advogado, ela prestou um novo depoimento e confessou ter tirado a vida da filha. Segundo relatou, utilizou um saco plástico para provocar a asfixia da criança e, depois, enterrou o corpo em uma cova rasa nos fundos da propriedade rural onde vivia com familiares.

Após a confissão, a suspeita levou os policiais até o local onde afirmou ter ocultado o corpo. Equipes da Polícia Civil e da Politec realizaram buscas na área indicada, mas, até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram encontrados. Conforme os investigadores, as condições do terreno dificultam as escavações, embora a área continue sendo considerada o principal ponto de interesse das buscas.

Uma das linhas investigativas aponta que o crime pode ter sido motivado por desentendimentos envolvendo o ex-companheiro da suspeita, pai da criança. A hipótese, entretanto, ainda depende da conclusão das investigações.

Além de esclarecer a morte da menina, a Polícia Civil também instaurou um novo inquérito para apurar as circunstâncias da morte da mulher, encontrada sem vida enquanto permanecia presa na delegacia. Os exames periciais deverão indicar a causa do óbito.

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