Geral
Comunidades ribeirinhas recebem primeiro núcleo comunitário da Defesa Civil
Quem vive às margens do rio Madeira aprende cedo que a vida muda com as águas. Elizete Mota, moradora da comunidade Bom Será, lembra que a seca não é apenas um período do ano, é um tempo de aperto no coração. Ela conta que, quando o rio começa a baixar, a água fica escassa, os peixes desaparecem e a comunidade se vê obrigada a mudar a rotina para conseguir o básico. Já na cheia, o medo vem com a força da correnteza, que pode subir de um dia para o outro e tomar casas, plantações e principalmente histórias.
“A gente fica sempre com o coração apertado. Eu sou moradora da comunidade há 20 anos e nossa maior dificuldade é no inverno, porque a gente perde as plantações, perde nossos animais e tudo que construímos com suor do nosso trabalho. Mesmo sabendo que não podemos controlar a força da natureza, esse é um local que escolhemos para viver”, disse a moradora.

A realidade dos moradores que convivem com a dureza da seca e o temor da cheia do rio Madeira começa a ganhar um novo horizonte com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Superintendência Municipal de Defesa Civil (SMDC), com a criação do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdec). A iniciativa representa não apenas um reforço na segurança, mas a sensação de que, finalmente, não enfrentarão esses desafios sozinhos.
“Essa é uma iniciativa inédita em Porto Velho. Estamos montando a primeira equipe do Nupdec aqui no médio madeira. Por exemplo se acontecer alguma situação de perigo, esses voluntários serão nossos olhos nessas comunidades. Ou seja, a partir de agora estão mais perto da Defesa Civil e ajudando nosso trabalho”, disse o superintendente da SMDC, Marcos Berti.
CAPACITAÇÃO

Moradores voluntários das comunidades participaram de uma capacitação na Escola Municipal Professora Maria Angélica Queiroz, na comunidade Nova Aliança, para integrar o núcleo. Durante o treinamento, eles receberam orientações sobre prevenção de desastres, primeiros atendimentos, percepção de risco, papel da comunidade, primeiros socorros, prevenção de queimadas e procedimentos de segurança em situações de emergência.
Participaram representantes de diversas localidades, entre elas, Brasileira, Ramal 45, Caldeirita e Aliança. A formação fortaleceu o vínculo entre a Defesa Civil e a população, preparando os voluntários para atuar como pontos de apoio e informação dentro de suas localidades, capacitando voluntários para identificar riscos, atuar em situações de emergência e disseminar informações de segurança.
MULTIPLICADORES DE INFORMAÇÕES

Para muitos moradores, o curso oferecido pela Defesa Civil proporcionou algo totalmente novo: pela primeira vez, tiveram a oportunidade de aprender de forma prática como agir em situações de risco e organizar a própria comunidade. “Eu fiquei surpresa em saber, porque nunca tinha acontecido isso aqui pra gente e isso é muito satisfatório. Eu sei o que minha comunidade realmente precisa e agora posso passar todas as informações para a Defesa Civil”, disse Simone Alves moradora da comunidade de Brasileira.

Após a formação, os voluntários atuarão como multiplicadores de informações, auxiliando tanto na prevenção quanto no atendimento inicial em situações de emergência. Para a voluntária Elkes Monteiro, que vive na comunidade Vila do Jacú, a formação oferecida pela Defesa Civil foi uma experiência inédita e transformadora. “Acho que vai melhorar muito, porque vamos ter esse apoio e sabemos que podemos contar com a defesa civil. Antigamente era uma comunidade ajudando a outra e a agora a partir da gestão do prefeito Léo Moraes estamos tendo esse apoio”, finaliza a moradora.
Com a criação do Nupdec, o município de Porto Velho dá um passo importante para tornar as comunidades mais preparadas, seguras e organizadas, reforçando o compromisso com a proteção e a defesa civil. A expectativa é que a capacitação também aconteça em outras localidades do alto e baixo madeira. Os voluntários receberão certificados e coletes com identificação da Defesa Civil Municipal.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Geral
Atriz de Rebelde, Lua Blanco morre após lutar contra câncer
A cantora e atriz Lua Blanco morreu neste domingo (18), aos 39 anos. A informação foi confirmada pela família da artista nas redes sociais. Segundo o comunicado publicado por seu irmão, Daniel Blanco, ela enfrentava um câncer nos últimos meses.
Na mensagem de despedida, a família lamentou a perda e destacou que a artista esteve cercada pelo carinho de parentes e amigos durante o período de tratamento. Os familiares também pediram respeito e privacidade neste momento de luto.
Lua Maria Blanco deixa uma trajetória marcada pela atuação na televisão, no teatro, no cinema e na música. A artista ganhou projeção nacional ao interpretar Roberta Messi na novela Rebelde, exibida pela Record, e conquistou fãs em todo o país.
Velório será realizado no Rio de Janeiro
O velório de Lua Blanco está previsto para esta segunda-feira (19), no Cemitério Vertical Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro. Conforme as informações divulgadas, a cerimônia ocorrerá na Capela 06, das 13h às 16h.
Trajetória na música e na televisão
Nascida em 5 de março de 1987, em São Paulo, Lua Blanco cresceu em uma família ligada à música. Ela era neta do compositor Billy Blanco e iniciou sua trajetória artística antes de alcançar reconhecimento nacional na televisão.
Antes de atuar em Rebelde, integrou a banda Lágrima Flor, na qual trabalhou como vocalista e compositora. Também participou de produções teatrais, construindo sua carreira em diferentes áreas do entretenimento.
Após o sucesso da novela, a atriz continuou na televisão e participou de produções como Pecado Mortal, em 2013, da Record, e A Força do Querer, em 2017, da TV Globo. Também esteve na série de comédia Homens? e em filmes como Socorro, Virei uma Garota! e Turbulência.
Na música, Lua seguiu carreira solo e manteve projetos com a banda que passou a se chamar Lua Blanco e a Órbita. A artista também se dedicou à escrita, ampliando sua atuação no meio cultural.
A morte da cantora e atriz encerra uma trajetória marcada por trabalhos na música e no audiovisual brasileiro.
Geral
Sétima parcela do Pé-de-Meia começa a ser paga nesta segunda-feira
Entre segunda-feira (19/10) e o próximo dia 26 de outubro, começa a ser paga a sétima parcela do programa federal Pé-de-Meia, que apoia estudantes de baixa renda do ensino médio público para evitar que abandonem os estudos.
Consultas podem ser feitas nos aplicativos Caixa Tem e Cidadão da Caixa.
Os pagamentos são referentes à frequência do mês de agosto e o repasse é feito com base no mês de nascimento dos beneficiários.
Os estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que são beneficiários do programa, também receberão a segunda parcela.
- Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino, segundo o Ministério da Educação (MEC).
Para receber os valores, é preciso que o estudante tenha mantido frequência escolar de pelo menos 80% nas aulas.
Ensino Médio regular
7ª parcela: 19 a 26/10/26
8ª parcela: 23 a 30/11/26
9ª parcela: 21 a 28/12/26
10ª parcela: 25/1 a 1º/2/27
EJA
2ª parcela: 19 a 26/10/26
3ª parcela: 23 a 30/11/26
4ª parcela: 21 a 28/12/26
Incentivo
Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular pode receber mensalmente R$ 200, em até nove parcelas anuais, na modalidade de poupança, que podem ser sacados a qualquer momento.
No caso da EJA, ao comprovar matrícula, o estudante recebe R$ 200, além de R$ 225 pela frequência – até quatro parcelas por semestre.
O benefício é destinado a jovens de 14 a 24 anos inscritos no CadÚnico. O estudante do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, mas este valor só pode ser retirado da poupança após a conclusão do ensino médio.
Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores podem chegar a R$ 9.200 por aluno.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, as parcelas referentes a esses meses ficarão retidas, mas com possibilidade de recebimento caso o beneficiário voltar a apresentar frequência igual ou superior ao exigido.
Consulta do Pé-de-meia e movimentação de valores?
Para menores de 18 anos, o responsável legal deve autorizar a movimentação da conta diretamente no aplicativo Caixa Tem ou em uma agência da Caixa:
● App Jornada do Estudante: consulta de status escolar e regras do programa.
● App Caixa Tem: utilizado para movimentar a conta e realizar saques ou Pix.
● Portal Cidadão da Caixa: consulta detalhada pelo site oficial.
Fonte: Metrópoles
Geral
TCE-RO cobra devolução de R$ 97 mil por aluguel irregular em Rondônia
Uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou o ressarcimento de R$ 97.286,10 aos cofres públicos de Ji-Paraná por irregularidades no aluguel de um imóvel destinado ao armazenamento de materiais da Secretaria Municipal de Educação. A obrigação de devolver o dinheiro é compartilhada entre seis responsáveis.
De acordo com a apuração, o município pagava R$ 5,5 mil mensais pela locação de um espaço cujo preço foi considerado acima do valor de mercado. O dano aos cofres públicos foi estimado inicialmente em R$ 83,4 mil e, após atualização, chegou a mais de R$ 97 mil.
Entre os problemas identificados estão falhas na análise do valor do imóvel, justificativas insuficientes para a escolha do espaço e inconsistências nos documentos da contratação e no procedimento de dispensa de licitação. O tribunal, contudo, não encontrou comprovação de que o processo tenha sido direcionado.
Os envolvidos também foram penalizados com multas proporcionais à participação de cada um nas irregularidades. A identidade dos seis responsáveis não foi informada.
A decisão prevê prazo de 30 dias, contado a partir da publicação do acórdão, para comprovar o pagamento. Se o ressarcimento não ocorrer voluntariamente, poderão ser iniciados procedimentos de cobrança.
Ainda cabe recurso contra a decisão do tribunal.
