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Equipes do Béra Hackathon 2025 mostram o potencial da inovação em Porto Velho
O espírito de inovação e empreendedorismo tomou conta do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) – Campus Calama, durante três dias intensos de aprendizado e colaboração, entre sexta, sábado e domingo, com a realização do Béra Hackathon 2025. A maratona de tecnologia e criatividade reuniu estudantes, profissionais e empreendedores de diversas áreas em busca de soluções inovadoras para os desafios do município de Porto Velho.
O evento é uma iniciativa da parceria entre a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI) e da Agência de Regulação e Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPVH), Sebrae Rondônia e o Ifro. O objetivo foi estimular o desenvolvimento de ideias e negócios inovadores, promovendo a cultura empreendedora, o protagonismo jovem e a integração entre academia e setor público.
Durante a maratona, os participantes vivenciaram etapas de ideação, modelagem de negócios, prototipagem e pitch, em uma jornada prática e imersiva orientada por mentores e especialistas. As equipes foram desafiadas a criar soluções tecnológicas aplicáveis à realidade da capital, culminando no Demoday, momento em que os projetos foram apresentados a uma banca avaliadora composta por empresários e representantes do ecossistema de inovação local.

O superintendente da SMTI, Cezar Marini, destacou o impacto positivo da iniciativa. “O Béra Hackathon mostrou o potencial inovador que temos em Porto Velho. Ver jovens e profissionais unidos para resolver problemas reais da cidade é algo inspirador. Este evento reforça o compromisso da Prefeitura com o fomento à tecnologia, à pesquisa e à inovação como ferramentas de transformação social”.
O analista de inovação do Sebrae Rondônia, Rangel Miranda, também ressaltou a importância do evento e o alto nível dos projetos apresentados. “Foram três dias de muita troca de conhecimento, criatividade e colaboração. As equipes surpreenderam pela qualidade das soluções propostas e pelo comprometimento em buscar impacto real. O Hackathon deixa um legado de aprendizado e conexões, e agora celebramos os vencedores que se destacaram com ideias promissoras”, destacou.
PRIMEIRO LUGAR – PING ASSESSOR.IA

Projeto Ping Assessor.ia conquistou o primeiro lugarO grande destaque do Béra Hackathon foi o projeto Ping Assessor.ia, que conquistou o primeiro lugar. A equipe apresentou um módulo inteligente integrado ao SEI, sistema utilizado pela administração pública, que utiliza inteligência artificial (IA) com visão computacional e modelos de linguagem (LLM) para ler e compreender processos administrativos automaticamente.
A solução gera minutas e pareceres preliminares fundamentados, reduzindo em até 70% o tempo de triagem da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e liberando os procuradores para análises mais estratégicas. O projeto tem ROI em 90 dias, modelo SaaS e escalabilidade imediata para outras secretarias, otimizando a gestão pública em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O primeiro lugar recebeu como prêmio uma viagem para conhecer o ecossistema nacional de inovação durante o South Summit Brasil 2026, que acontece em março de 2026, em Porto Alegre (RS).
O analista de sistemas e mestrando em Propriedade Intelectual e Inovação do IFRO, Bruno Pinheiro, comentou sobre o destaque da equipe. “O Ping Assessor.ia impressionou pela aplicabilidade prática e pelo uso estratégico da inteligência artificial para agilizar processos públicos. É uma solução que conversa diretamente com os desafios da administração e mostra o quanto a tecnologia pode ser aliada da eficiência e da transparência”, afirmou.
SEGUNDO LUGAR – UBS CONECTA

O segundo lugar ficou com o projeto UBS Conecta, uma plataforma tecnológica desenvolvida para reduzir o absenteísmo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), problema que causa prejuízos significativos ao sistema público. A solução permite o agendamento e confirmação de consultas por texto ou voz, envio de lembretes automáticos e encaixe dinâmico de pacientes na fila de espera.
Além disso, o sistema é integrado ao banco de dados do SUS, possibilitando decisões mais ágeis e redução do desperdício de recursos. Com potencial para economizar até R$ 84 mil anuais por UBS, o projeto adota um modelo B2G (Business to Government) com alta escalabilidade.
A integrante da equipe e estudante de Sistemas de Informação, Lunaluz Lima, celebrou a conquista e ressaltou o impacto social da proposta. “O UBS Conecta foi pensado para facilitar o acesso da população aos serviços de saúde. É gratificante ver uma ideia nascida da vivência cotidiana se transformar em uma solução concreta para melhorar a vida das pessoas. Ficamos felizes com o reconhecimento e com a oportunidade de contribuir para um sistema de saúde mais eficiente”, destacou.
O segundo lugar foi premiado com notebooks para os integrantes da equipe.
TERCEIRO LUGAR – PORTO LIMPO

Fechando o pódio, o terceiro lugar ficou com a equipe Porto Limpo, que apresentou uma solução tecnológica inovadora voltada ao monitoramento inteligente da drenagem urbana. O projeto propõe a instalação de sensores em bueiros para medir em tempo real o nível, volume e peso dos resíduos, permitindo identificar pontos críticos e atuar de forma preventiva contra alagamentos.
A solução opera em modelo SaaS (Software as a Service), com plano inicial de monitoramento de 20 bueiros críticos em 90 dias, contribuindo para uma cidade mais limpa, segura e sustentável.
O idealizador da proposta, Daniel Eggers, destacou o potencial ambiental e urbano do projeto. “O Porto Limpo nasce do desejo de transformar um problema antigo da nossa cidade em uma oportunidade de inovação. Usamos tecnologia para promover eficiência, sustentabilidade e bem-estar. Essa conquista é de toda a equipe e mostra que Porto Velho pode ser referência em soluções urbanas inteligentes”, ressaltou Eggers.
O terceiro lugar foi premiado com tablets para os integrantes.
GESTÃO EFICIENTE

O presidente da Agência de Regulação e Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPVH), Oscar Dias de Souza Netto, enfatizou a importância de unir conhecimento e prática. “Eventos como este conectam talentos, instituições e o poder público em torno de um mesmo propósito: construir uma cidade mais moderna, inovadora e preparada para o futuro. A Prefeitura de Porto Velho tem mostrado que inovação e gestão eficiente caminham lado a lado”, afirmou.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou o orgulho em ver a juventude protagonizando a transformação da capital. “O Béra Hackathon simboliza o novo momento de Porto Velho. Aqui, estamos unindo tecnologia, educação e empreendedorismo para encontrar soluções que melhoram a vida da nossa população. Parabéns a todos os participantes, mentores e parceiros por acreditarem no poder da inovação”, concluiu o prefeito.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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Frente fria coloca 12 estados e o DF sob alerta do Inmet
Uma frente fria deve provocar queda nas temperaturas em grande parte do Brasil a partir desta quinta-feira (4). O alerta foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que colocou 12 estados e o Distrito Federal em aviso de perigo potencial.
De acordo com o órgão, a previsão é de redução entre 3°C e 5°C nos termômetros, com validade até o meio-dia de sábado (6).
Os estados atingidos são: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Ao todo, cerca de 2,6 mil municípios estão sob alerta.
O Inmet classifica o aviso como “amarelo”, indicando risco leve à saúde, principalmente para pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e quem possui doenças respiratórias.
Além da queda de temperatura, o instituto também mantém alerta laranja para chuvas intensas em áreas do Nordeste, especialmente em Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Nessas regiões, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.
A orientação é que a população acompanhe os avisos meteorológicos e redobre os cuidados diante das mudanças no tempo.
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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
