Polícia
Operação no rio Madeira apreende quase 100 quilos de pescado irregular
Entre os dias 19 e 27 de setembro de 2025, o Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar de Rondônia, em cooperação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), intensificou as ações fluviais da Operação Dominância V, em diversos pontos estratégicos do rio Madeira e áreas adjacentes. Os patrulhamentos fluviais foram conduzidos com o objetivo de coibir a pesca predatória, garantir o cumprimento da legislação ambiental e proteger espécies ameaçadas de extinção.
No primeiro dia de incursões (19/09), no Lago São Domingos, foram localizadas malhadeiras instaladas de forma a obstruir completamente o curso d’água, inclusive a menos de 200 metros da confluência com o rio Madeira, prática proibida pela Portaria IBAMA nº 08/1996.
Durante a fiscalização, foram apreendidos aproximadamente 18 quilos de pescado incluindo espécies como pirarucu, caparari e pirara, todos abaixo do tamanho mínimo legal e em avançado estado de decomposição, caracterizando risco à saúde pública. Também foram encontrados ovos de tartaruga em condições adversas, inviabilizando seu reaproveitamento. As malhadeiras foram removidas e a área permanecida sob vigilância.

No dia 23/09, as equipes adentraram um dos igarapés da Reserva Extrativista Mapinguari, em uma região de difícil acesso. Foram encontrados 35 quilos de tambaqui com tamanho inferior ao legalmente permitido (menores de 55 cm). Apesar da varredura realizada em terra firme, nenhum infrator foi localizado no momento da abordagem.
Os peixes apreendidos foram destinados a uma instituição beneficente com sede em Porto Velho, enquanto as redes de pesca irregulares encontradas no local foram inutilizadas, em conformidade com os dispositivos legais de proteção ambiental.

No terceiro dia (27/09), as ações se concentraram na região do alagado na margem esquerda, também no rio Madeira. Ao adentrar, os policiais localizaram diversas malhadeiras posicionadas para impedir o fluxo natural da ictiofauna, o que causa impactos diretos na cadeia alimentar e reprodução de espécies.
Durante a inspeção, foram resgatados e devolvidos ao habitat natural dois jacarés, duas tartarugas e uma ave, além de dois exemplares de tambaqui fora da medida legal, todos ainda vivos. As malhadeiras encontradas nesse ponto totalizavam mais de 300 metros lineares, o que reforça a gravidade da prática predatória.
Nos três dias de patrulhamento fluvial, a Operação Dominância, resultou na apreensão de quase 100 quilos de pescado; aproximadamente 25 malhadeiras de grande porte, muitas com mais de 100 metros de extensão cada; diversos apetrechos de pesca proibidos.
Foram retirados das malhadeiras espécimes de tartarugas e jacarés resgatados com vida e devolvidos ao natureza, os pescados em decomposição e ovos de quelônios foram descartados de forma adequada.

As ações foram realizadas com base nos dispositivos da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998), Decretos Estaduais e Federais, e portarias do IBAMA. A presença constante da Polícia Militar Ambiental nas áreas de maior pressão pesqueira representa um pilar fundamental no combate à degradação ambiental e no fortalecimento da ordem pública ecológica. “A proteção da biodiversidade aquática e o enfrentamento à pesca predatória são prioridades do nosso trabalho. Seguiremos firmes na missão de garantir o equilíbrio dos ecossistemas amazônicos e o respeito à legislação ambiental”, reforçou o Comandante do Batalhão de Polícia Ambiental.
Fonte: PMRO
Polícia
Homem é atacado a facadas durante assalto
Um homem de origem venezuelana foi socorrido na tarde desta terça-feira após procurar ajuda nas dependências da Embrapa, localizada na Avenida Lauro Sodré, nas proximidades do residencial Morar Melhor, em Porto Velho.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, a vítima chegou ao local afirmando que havia sido vítima de um assalto e que, durante a ação criminosa, foi atacada com golpes de faca. O homem apresentava três perfurações, sendo duas na região dos glúteos e uma em uma das pernas.
Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. Após receber os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II para atendimento médico.
As circunstâncias do suposto assalto e da agressão serão investigadas pelas autoridades competentes.
Polícia
Ex-UFC preso por agredir esposa é solto em audiência de custódia
Claudio Ribeiro da Silva, ex-lutador de UFC preso por agredir a esposa, foi solto após sua audiência de custódia, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (23/7). Ele havia sido preso nessa quarta-feira (22/7), em Várzea Paulista. interior de São Paulo, após agredir sua companheira durante uma discussão.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), para responder ao processo em liberdade, o ex-UFC deverá cumprir as seguintes medidas cautelares:
- Comparecimento a todos os atos da investigação criminal e de eventual processo criminal em que for intimado.
- Comunicar qualquer alteração de endereço.
- Proibido de sair do município onde se encontra seu domicílio durante todo o processo de investigação.
Além disso, foram determinadas medidas protetivas de urgência àesposa, Clyza Sales, como: manter no mínimo 200 metros de distância da vítima, cessar qualquer contato (telefonemas, mensagens, redes sociais), entre outros.
- Clyza Sales, esposa de Claudio Ribeiro da Silva, ex-lutador de UFC, confirmou em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (23/7) que foi agredida pelo marido.
- A mulher relatou que, após a repercussão do caso na mídia, recebeu ameaças e questionamentos sobre a veracidade da denúncia.
- “Muita gente me mandando mensagem bem preocupada, perguntando se é verdade. Eu nem preciso responder se é verdade, porque vocês conseguem ver agora no meu rosto, né?”, diz a vítima, mostrando hematomas na face.
- O advogado de Claudio alegou que a agressão ocorreu em um contexto de legítima defesa — versão negada pela vítima.
- Clyza disse que tudo começou após um questionamento dela sobre uma traição do ex-lutador. Ao ser pressionado por ela para dar uma explicação, Claudio a teria sufocado e agredido no rosto.
- No vídeo, ela mostra uma das ameaças que recebeu por mensagem de fãs de seu marido. No print, a pessoa culpa Clyza pela agressão dizendo que ela é um “lixo de pessoa”. A vítima suspeita que a autora das mensagens seja a amante de Claudio — que, segundo ela, pode ter criado uma conta falsa para proferir mensagens de ódio.
- A mulher ainda afirma que poderia resolver uma eventual traição sem conflito, mas que não admite agressão. “Obrigada a todas as mensagens de carinho e preocupação. Estou medicada, não estou bem, mas ficarei”, escreve no post.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Justiça condena mãe e irmão de Djidja Cardoso por esquema de tráfico de cetamina
A Justiça do Amazonas condenou sete pessoas acusadas de integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. Entre os sentenciados estão a mãe e o irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024. As penas variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses de prisão.
A decisão foi proferida pela 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes. Conforme a sentença, o grupo utilizava uma rede de salões de beleza e uma organização religiosa para distribuir e incentivar o uso da cetamina, medicamento de uso veterinário que possui efeitos alucinógenos quando administrado em humanos.
Segundo a investigação, a substância era adquirida de forma irregular por meio de uma clínica veterinária e posteriormente fornecida a integrantes e pessoas ligadas ao grupo. A Justiça concluiu que havia provas suficientes para comprovar a atuação da organização criminosa e a participação dos condenados.
Entre os principais condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja, apontada como líder do esquema, e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha, identificado como responsável pela execução das atividades do grupo. Ambos receberam pena de 10 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado.
Também foram condenados um médico veterinário, um personal trainer, uma gerente, um funcionário de clínica veterinária e o ex-namorado de Djidja Cardoso. Parte dos réus permanecerá presa preventivamente e não poderá recorrer em liberdade. Outros foram autorizados a recorrer, desde que cumpram medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A sentença foi proferida meses após a anulação de uma condenação anterior, quando o processo retornou à primeira instância para correção de falhas relacionadas às provas periciais. Com a regularização do procedimento, a Justiça confirmou a materialidade dos crimes e a responsabilidade dos envolvidos.
Durante as investigações da Operação Mandrágora, a Polícia Civil apontou que a cetamina era utilizada em encontros promovidos pelo grupo sob o argumento de proporcionar benefícios espirituais. Testemunhas também relataram supostos episódios de cárcere privado e abusos contra pessoas que estariam sob efeito da substância.
Três acusados foram absolvidos por falta de provas.
A morte de Djidja Cardoso segue como um dos principais fatos relacionados ao caso. A ex-sinhazinha foi encontrada sem vida em maio de 2024, e a principal linha de investigação aponta para uma possível overdose de cetamina. Na ocasião, policiais encontraram frascos da substância, seringas e outros materiais relacionados ao uso da droga na residência da vítima.
