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Prefeitura cria o comitê para garantir atendimento digno às pessoas em situação de rua

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Foi criado, na segunda-feira (15), o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento às Demandas da Pessoa em Situação de Rua. O Comitê é um espaço de articulação e governança coletiva, instituído por determinação do prefeito Léo Moraes e coordenado pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias). Ele reúne órgãos municipais, estaduais, federais, o sistema de justiça, universidades, conselhos, sociedade civil organizada e movimentos sociais, para construir respostas conjuntas ao fenômeno da situação de rua.

O Comitê tem composição ampla e intersetorial, formada por representantes titulares e suplentes com poder de decisão, das seguintes instituições e entidades:

– Secretarias da Prefeitura de Porto Velho (Semias, Semusa, Semed, Semtel, Seinfra, Semdec, SGG, Sema, Emdur, entre outras);
– Órgãos estaduais (Seas, Sesau, Sesdec, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Polícia Militar);
– Sistema de Justiça (Tribunal de Justiça, TRT 14ª Região, TRF1, Ministério Público, Defensorias Públicas);
– Câmara de Vereadores, OAB/RO e Arquidiocese de Porto Velho;
– Universidades e Institutos de Pesquisa (Unir, Ifro, Fiocruz Rondônia);
– Movimentos Sociais da População em Situação de Rua (MNPR/RO e organizações locais).

O objetivo do Comitê é garantir atendimento digno, integral e articulado às pessoas em situação de rua; estruturar fluxos de acolhimento, saúde, assistência, habitação, educação, segurança e inclusão produtiva; enfrentar a violência institucional e assegurar protocolos de abordagem humanizada; fortalecer o diálogo com a sociedade civil e com os próprios movimentos sociais; alinhar as ações municipais ao Plano Nacional “Ruas Visíveis”, transformando-as em políticas locais efetivas.

O Comitê vai trabalhar da seguinte forma:

– Cada órgão indica um titular e um suplente com poder de decisão.
– As reuniões serão periódicas, com pautas definidas e acompanhamento de metas.
– Após a instalação, ocorrerá uma solenidade de lançamento oficial dos trabalhos.
– O Comitê será também a instância responsável por conduzir o Plano Municipal de Enfrentamento à Situação de Rua em Rede, inspirado no Plano Nacional “Ruas Visíveis”, que prevê ações integradas de saúde, assistência, habitação, segurança e cidadania.
– Em Porto Velho, esse plano municipal será discutido e monitorado mensalmente em Rede, garantindo a participação de todos os órgãos e instituições envolvidos.

PLANO NACIONAL E O “RUAS VISÍVEIS”

O Plano Nacional para a População em Situação de Rua é uma política pública que visa garantir direitos, dignidade e cidadania a essa população, integrando assistência social, saúde, habitação, trabalho e segurança.

Dentro do Plano Nacional, o Plano “Ruas Visíveis” é o principal programa federal em execução. Ele organiza e financia ações concretas como ampliação do Consultório na Rua, fortalecimento de serviços de acolhimento, protocolos de atendimento no SUS, inclusão produtiva e enfrentamento da violência institucional.

“O município de Porto Velho vai adotar as diretrizes e ações do Plano Nacional ‘Ruas Visíveis’ como referência, e, a partir delas, vai criar o Plano Municipal de Enfrentamento à Situação de Rua em Rede. Esse plano municipal será discutido e acompanhado mensalmente em reuniões da Rede Interinstitucional, garantindo integração entre políticas públicas, sistema de justiça, movimentos sociais e sociedade civil”, informou a secretária-adjunta da Semias, Tércia Marília.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário

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Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).

Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.

Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.

“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.

De sonho à realidade

O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.

“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.

O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.

O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.

A sala de aula onde a vida acontece

Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.

A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.

“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.

E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.

“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”

Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.

“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.

Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte

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A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.

A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.

Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.

Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.

A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.

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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro

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O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.

Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.

Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.

Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.

O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.

O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.

O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.

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