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De administração da ferrovia à sede da Prefeitura: 75 anos do Prédio do Relógio
Herança histórica e cultural de Porto Velho, o Prédio do Relógio representa a preservação do patrimônio e desempenha um papel vital na construção da identidade cultural porto-velhense. O edifício carrega consigo histórias da origem e o suor de pioneiros que compõem a identidade do município.
A preservação do Prédio do Relógio é, portanto, um compromisso com a preservação da singularidade cultural da cidade. O prédio foi inaugurado no dia 15 de janeiro de 1950, pelo então governador do Território Federal do Guaporé, Joaquim Araújo Lima, e pelo diretor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), Ananias Ferreira de Andrade, e foi construído para abrigar a administração da ferrovia.

O prédio tem projeto dos anos 40 de autoria do arquiteto Armando Costa, do Rio de Janeiro, com concepção baseada no formato estilizado de uma locomotiva, distribuído em dois pavimentos, com área construída de 1.500 metros quadrados.
De acordo com o historiador, Aleks Palitot, a estrutura da construção traduz a modernidade da primeira metade do século XX. O prédio é um dos representantes do estilo Art Déco, encontrado em várias edificações da época na cidade de Porto Velho, e ainda é uma das mais antigas construções da capital rondoniense.

“Esse prédio representa um marco para construções na época na região. Se você olhar ele de forma frontal vai ver que o engenheiro e arquiteto da época tentaram projetar uma locomotiva. A gente vê a sala do maquinista onde fica o prefeito, a caldeira onde ficam algumas secretarias e a chaminé que é a torre do relógio, então é o formato de uma locomotiva”, disse o historiador.
O RELÓGIO
Localizado na esquina das avenidas Farquar e Sete de Setembro, próximo ao Complexo Madeira-Mamoré, o prédio contém uma torre com um relógio, que durante anos foi o guia de horário para a população de Porto Velho, por isso é conhecido popularmente como Prédio do Relógio. O relógio, cuja máquina era francesa da marca Jacques Perret, foi comprado em 1949, no Rio de Janeiro.

De acordo com os historiadores, o relógio era ligado a um grande sino que tocava a cada quinze minutos. Nele estão gravados os nomes do governador do antigo Território e do diretor da EFMM, que o inauguraram. A ferrovia, também baseada por ele, tocava sua sirene no início e término de cada jornada de trabalho.
Recentemente, o maquinário precisou ser substituído e, após mais de 20 anos, o relógio voltou a funcionar.
VITRAL E PREFEITOS
O que chama bastante atenção também sobre a arquitetura do prédio, é que na entrada principal estão à mostra vitrais, que representam os ciclos econômicos da região. Os vidros coloridos representam o trecho da ferrovia de Porto Velho a Guajará-Mirim, o rio Madeira, fauna e flora da Amazônia, indígenas, seringueiros e ainda a imagem imponente de uma locomotiva.

“Muitas pessoas não tem conhecimento do vitral muito bonito que tem no andar de cima da Prefeitura, justamente na ante sala do prefeito, que entre as imagens, tem uma com todo o trajeto da estrada de ferro, com o mapa do percurso da ferrovia, com características do mundo amazônico e operários da Madeira-Mamoré”, finaliza Aleks Palitot.
Além dos vitrais, uma galeria localizada no salão nobre do Prédio do Relógio, foi inaugurada em 2019 contendo fotografias dos prefeitos e administradores de Porto Velho. As fotos estão em ordem cronológica, começando pelo Major Fernando Guapindaia e demais administradores, quando Porto Velho ainda pertencia ao Amazonas. Na sequência, os prefeitos nomeados na época do Território Federal do Guaporé. Por último, as fotografias dos prefeitos da cidade como capital do Estado de Rondônia.
CURIOSIDADES

Após deixar de ser sede administrativa da EFMM, a edificação serviu como local para vários órgãos e instituições. Só para se ter ideia, em 1981 foi instalada no prédio a presidência do Banco do Estado de Rondônia (Beron). Já por volta de 1996 foi sede da Fundação Cultural e Turística (Funcetur), e nos anos 2000 o prédio foi restaurado, para a instalação da Biblioteca Pública Estadual Dr. José Pontes Pinto, o Centro de Documentação Histórico, os Museus do Estado de Rondônia e o Geológico.
No ano de 2003 o prédio teve uma nova finalidade com a presença da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e a Superintendência de Turismo (Setur). Somente a partir de 2019, o Prédio do Relógio, passou a ser sede oficial da Prefeitura de Porto Velho e, consequentemente, da Secretaria-Geral de Governo (SGG).
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro
O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.
Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.
Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.
Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.
O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.
O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.
