Polícia
Médico e ex-vereador preso por estupro e armazenamento de material de abuso infantil é indiciado por 4 crimes
O ex-vereador e médico Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa foi indiciado por estupro de vulnerável e armazenamento de imagens relacionadas a abuso e exploração sexual infantil, nesta terça-feira (10) pela Polícia Civil. Thiago é de Canarana, a 838 km de Cuiabá, onde foi preso no dia 31 de maio.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Flávio Leonardo, Thiago foi indiciado por:
- estupro de vulnerável;
- produção e armazenamento de material de abuso sexual infantil;
- divulgação de cenas de exploração sexual via WhatsApp;
- posse de material de abuso sexual infantil;
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que agora vai analisar as informações e decidir se apresenta denúncia. A polícia também não descarta a existência de outras vítimas alvos de Thiago.
Cassação
Nesta segunda-feira (9), a Câmara Municipal de Canarana, oficializou a cassação do mandato do vereador e médico Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa (PL), preso por acusações de estupro de vulnerável e armazenamento de imagens relacionadas a abuso e exploração sexual infantil. Com a decisão, Thiago Bitencourt se torna inelegível por oito anos, contados a partir das próximas eleições municipais.
O suplente Milton Blass (PL) foi convocado e assumirá de forma definitiva a cadeira deixada por ele.
Thiago Bitencourt já havia sido afastado do Partido Liberal (PL) no último dia 2, após a repercussão das denúncias da operação da Polícia Civil.
Entenda o caso
O vereador e médico foi alvo de uma operação da Polícia Civil que apura denúncias relacionadas a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e nos consultórios do médico.
No casa dele, foram encontradas imagens relacionadas a abuso sexual infantil, sendo parte do material produzido e compartilhado pelo próprio vereador.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que instaurou uma sindicância para apurar a conduta do médico e que apenas após a conclusão da apuração é que haverá, ou não, a abertura de um processo ético contra o profissional.
Até a última atualização desta reportagem, a polícia identificou oito vítimas, entre mulheres e menores de idade, abusadas por ele.
As vítimas de Thiago
A vulnerabilidade emocional de mulheres era uma das características que levava o médico e vereador de Canarana, Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa, de 39 anos, a torná-las vítimas de crimes sexuais, conforme investigação da Polícia Civil. O político está preso desde o último sábado (31), após a polícia encontrar indícios de estupro de vulnerável e de armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil na casa dele.
Segundo a polícia, o vereador também costumava escolher mulheres que tinham filhas como alvos.
O que tinha na casa do médico
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/W/w/sh9gziTaAFaKRFi5Tmgw/whatsapp-image-2025-06-02-at-10.44.26.jpg)
Na segunda-feira (2), a Polícia Civil apreendeu itens na casa do médico e vereador. Em uma foto dos materiais apreendidos, é possível ver um conjunto de roupa infantil feminina e brinquedos sexuais (veja foto abaixo). Ele morava sozinho e não tem filhos.
Segundo a polícia, os materiais eram usados para fantasias sexuais do parlamentar.
Polícia
Acusado de matar enfermeira indígena é denunciado por feminicídio
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apresentou denúncia contra um homem acusado de matar a enfermeira indígena Gleicia Arikapu, na Aldeia Arikapu, zona rural de São Miguel do Guaporé. A denúncia também inclui outras duas pessoas, apontadas como responsáveis por auxiliar o acusado após o crime. O documento foi assinado pelo promotor de Justiça Rodrigo Nicoletti.
Segundo a denúncia, Gleicia foi morta com um disparo de arma de fogo na tarde do dia 2 de maio de 2026. O acusado, também indígena, D. T. M, teria atingido a vítima no rosto com um tiro efetuado a curta distância dentro da residência do casal.
Histórico de violência
De acordo com a investigação, conduzida pela Polícia Civil, ambos mantinham união estável havia cerca de um ano. A apuração aponta que a vítima já demonstrava intenção de encerrar o relacionamento, situação que não era aceita pelo denunciado.
O Ministério Público relata ainda que, entre janeiro e maio deste ano, o acusado teria ameaçado Gleicia de morte utilizando uma faca, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Qualificadoras do crime
Na denúncia, o MPRO sustenta feminicídio, com as qualificadoras de que o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao inconformismo do acusado com o fim da relação. Também aponta que a vítima foi surpreendida pelo disparo, sem possibilidade de defesa. Além disso, o crime teria ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar.
A denúncia destaca que Gleicia deixou um filho adolescente de 16 anos, que foi a primeira pessoa a encontrá-la após o crime.
Acusação
O MPRO denunciou ainda outros dois indígenas. Conforme a investigação, após o crime, o acusado teria procurado os dois na base da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A acusação aponta que eles receberam a arma utilizada no homicídio e ajudaram a ocultá-la em uma área de floresta, com o objetivo de dificultar a ação da Justiça.
Crimes denunciados
O MPRO denunciou o acusado ainda por posse irregular de arma de fogo e ameaça praticada contra a vítima. Já os outros dois envolvidos foram denunciados por prestar auxílio ao autor do crime após os fatos.
O Ministério Público também requereu a fixação de indenização mínima em favor dos familiares da vítima.
Fonte: MPRO
Polícia
Mais de mil comprimidos de droga sintética são apreendidos na capital
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (DENARC), apreendeu 1.046 comprimidos de droga sintética com características compatíveis com MDMA, conhecida popularmente como ecstasy, durante operação realizada nesta terça-feira (2), em Porto Velho.
A ação ocorreu no âmbito das Operações Protetor das Divisas e Fronteiras e NARKE 6, coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), com foco no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas.
A investigação teve início após informações compartilhadas pela Receita Federal do Brasil apontarem a possível entrega de uma encomenda suspeita oriunda do Estado do Rio de Janeiro. A partir dos dados recebidos, equipes do Núcleo de Inteligência da DENARC passaram a monitorar a movimentação relacionada ao recebimento do pacote em um endereço no bairro Aponiã.
Durante a operação, os policiais identificaram que a encomenda havia sido recebida por uma terceira pessoa, que informou ter sido solicitada a armazenar temporariamente o volume até a retirada por outro indivíduo. As diligências prosseguiram até a chegada do suspeito responsável por recolher o material.
Diante dos elementos apurados e das inconsistências verificadas durante a abordagem, os investigadores realizaram a conferência da encomenda, localizando em seu interior 1.046 comprimidos distribuídos nas cores azul e amarela, compatíveis com a substância MDMA. Os envolvidos foram conduzidos à sede da DENARC para os procedimentos de polícia judiciária, enquanto o material apreendido foi encaminhado à perícia criminal.
A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos na remessa, transporte e distribuição da droga, bem como eventuais vínculos com organizações criminosas atuantes dentro e fora do Estado de Rondônia.
Fonte: Polícia Civil
Polícia
Homem usa cartão clonado para comprar R$ 700 em figurinhas da Copa
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nessa segunda (1º/6), um homem que adquiriu álbuns e pacotes de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 com cartões de crédito clonados. Conforme a investigação, a compra fraudulenta foi feita por aplicativo e ultrapassou o valor de R$ 700 reais.
Segundo a PCERJ, a corporação foi acionada após a gerência de uma empresa do Rio realizar uma denúncia. O estabelecimento informou que identificou compras suspeitas realizadas por meio do aplicativo da organização, por meio de cartões de créditos clonados.
A empresa ainda comunicou que as compras do suspeito ultrapassaram R$ 700 reais. Após confirmar o esquema fraudulento, a polícia arquitetou um plano para prender o homem.
Na segunda (1º/6), o suspeito compareceu ao estabelecimento, situado no bairro da Penha, zona norte do Rio, para retirar os álbuns e as figurinhas adquiridos com cartão clonado. Ele ainda apresentou o número do pedido.
No entanto, a polícia aguardava o homem no comércio e abordou o investigado.
“Após consulta ao sistema da empresa, os policiais constataram que a compra já havia sido bloqueada por suspeita de fraude, fato confirmado por análise técnica antifraude da operadora responsável pelas transações”, informou a PCERJ.
Após a constatação dos fatos, policiais prenderam o suspeito em flagrante e o conduziram à 22ª DP (Penha). Ele responderá pelos crimes de estelionato e receptação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema criminoso de fraude.
Fonte: Metrópoles
