Política
A importância de histórias reais nas publicações de redes sociais
Por Alessandro Lubiana, jornalista e especialista em Comunicação Institucional
Em um ambiente digital saturado de informações, o que realmente prende a atenção das pessoas? A resposta está nas histórias — mais especificamente, nas histórias reais.
Num mundo em que a autenticidade se tornou um dos valores mais buscados pelo público, contar histórias verdadeiras deixou de ser um recurso opcional e passou a ser essencial para quem deseja construir presença e influência nas redes sociais.
Histórias criam conexão emocional
Desde os tempos mais antigos, seres humanos se conectam por meio de narrativas. Hoje, nas redes, isso não mudou. O que mudou foi a velocidade com que consumimos essas histórias — e a urgência de que sejam autênticas.
Quando alguém compartilha uma experiência real, abre uma porta para a empatia. Quem lê ou assiste se reconhece, se emociona, sente algo verdadeiro. E essa emoção é o que transforma seguidores em comunidade.
A autenticidade como ativo
Histórias reais transmitem autenticidade, algo que o público valoriza cada vez mais. Perfis perfeitos, com imagens impecáveis e mensagens genéricas, já não têm o mesmo apelo. As pessoas querem saber quem está por trás das marcas e perfis. Querem falhas, bastidores, humanidade.
Ao compartilhar uma história vivida — seja uma conquista, um erro ou uma dúvida — você se mostra humano. Isso gera confiança, o bem mais valioso nas redes sociais.
Conteúdos com histórias engajam mais
Não é coincidência que os posts com maior engajamento sejam, muitas vezes, aqueles que contam histórias reais. Eles prendem a atenção, despertam curiosidade, estimulam comentários e compartilhamentos.
Segundo estudos da Stanford University, conteúdos transmitidos em formato de narrativa têm 22 vezes mais chances de serem lembrados do que dados apresentados de forma isolada. A explicação é simples: histórias ativam múltiplas áreas do cérebro, o que torna a mensagem mais envolvente e memorável.
O protagonismo das pessoas no marketing político
A comunicação política eficaz não se constrói apenas com promessas ou propostas técnicas. Ela se fortalece quando mostra, com clareza, quem são as pessoas impactadas pelas decisões públicas. Nesse contexto, dar voz aos cidadãos e contar histórias reais é uma estratégia que aproxima, sensibiliza e engaja.
Quando alguém fala sobre como determinada política pública mudou sua vida, a narrativa se torna incontestável — não porque é perfeita, mas porque é vivida. São essas vozes que tornam a política tangível. Em vez de apenas falar sobre as pessoas, campanhas de sucesso colocam as pessoas como protagonistas. E isso muda tudo.
A comunicação baseada na realidade, sem truques
Em tempos de desconfiança digital, a simplicidade virou sinônimo de verdade. O conteúdo que mostra a realidade sem artifícios — com sua beleza, imperfeições e força — é o que mais engaja. Não se trata de abandonar o planejamento ou a estética, mas de usar esses recursos para amplificar o que já é genuíno.
As histórias reais emocionam porque não precisam ser perfeitas. Precisam ser humanas. Mostrar os bastidores, os desafios, os aprendizados e as transformações reais é o que conecta, gera identificação e constrói credibilidade.
Em vez de criar personagens idealizados, é hora de valorizar as pessoas como elas são. Com verdade, respeito e escuta ativa. É assim que se constrói uma comunicação institucional sólida e, acima de tudo, significativa.
Alessandro Lubiana
Doutor em Educação (UNIVALI/SC), mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional (UNITAU/SP) e graduado em Comunicação Social (CEULJI/RO). Especialista em Liderança Corporativa (FAG/PR), Direção de Comunicação e Publicidade Digital (ESIC/PR) e Metodologia do Ensino Superior.
Fonte: Assessoria
Política
Justiça obriga vereadora a se retratar após defender demissão de petistas
A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA), publicou uma retratação nas redes sociais nesta quinta-feira (29/10), após decisão da Justiça do Trabalho que determinou que ela não pratique nem incentive atos de discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores.
A determinação ocorre após a parlamentar publicar mensagens nas redes sociais, logo depois do segundo turno das eleições, sugerindo que empregadores identifiquem funcionários que votaram no PT para promover a demissão daqueles que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de proibir a prática e o incentivo a condutas discriminatórias e de assédio eleitoral, a decisão judicial estabeleceu que Patrícia deveria se retratar publicamente.
Em suas redes sociais, ela postou a determinação e a retratação.
“Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.
A decisão atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém aprovou uma licença de 22 dias solicitada pela vereadora para tratar de assuntos particulares.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Patrícia Queiroz. O espaço permanece aberto para manifestações.
Acusação movida pelo MPT
Segundo a denúncia do MPT, as mensagens compartilhadas pela vereadora têm potencial para incentivar práticas discriminatórias e estimular demissões em massa de trabalhadores exclusivamente por suas convicções políticas e ideológicas.
Os atos ganham ainda maior gravidade por partirem de “agente pública investida de mandato eletivo, cuja posição institucional lhe confere maior visibilidade, credibilidade e capacidade de influência perante a coletividade”, diz a ação.
Fonte: Metrópoles
Política
Deputada federal Cristiane Lopes amplia oportunidades de inclusão para famílias rondonienses
Iniciativa idealizada pelo IFRO e viabilizada com recursos de emenda parlamentar soma mais de R$ 5 milhões em investimentos ao longo de suas etapas e amplia oportunidades de saúde, qualificação e inclusão para pessoas com deficiência e mães atípicas.
O Projeto PCD+ Mães Atípicas vem ampliando sua atuação em Rondônia e alcançando famílias de diferentes regiões do estado. Idealizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e viabilizada por meio de emenda parlamentar da deputada federal Cristiane Lopes, a iniciativa soma mais de R$ 5 milhões em investimentos ao longo de suas etapas.
Em sua segunda edição, o projeto avança com a ampliação das ações e do número de municípios contemplados. A proposta reúne iniciativas nas áreas de saúde, qualificação profissional, empreendedorismo e inclusão social, considerando as necessidades de pessoas com deficiência e a realidade de mães atípicas, que frequentemente enfrentam uma rotina intensa de cuidados e dificuldades para acessar serviços e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
Entre as ações previstas para a atual etapa estão cursos gratuitos de formação profissional, distribuídos em nove municípios: Alto Paraíso, Alvorada do Oeste, Candeias do Jamari, Colorado do Oeste, Itapuã do Oeste, Rio Crespo, Costa Marques, Urupá e Vale do Anari.
As capacitações abrangem áreas como beleza, atendimento ao público, educação financeira, informática, empreendedorismo e conhecimentos relacionados ao atendimento de pessoas com deficiência. As aulas estão previstas para novembro e dezembro de 2026.
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de qualificação e geração de renda, especialmente para mulheres que precisam conciliar o cuidado dos filhos com a busca por autonomia financeira. A oferta de formação profissional também representa uma oportunidade de desenvolver novas habilidades e construir alternativas para o mercado de trabalho.
A expansão do PCD+ Mães Atípicas é resultado da continuidade de uma iniciativa que, em sua primeira edição, já havia desenvolvido ações de atendimento e inclusão em municípios como Porto Velho, Candeias do Jamari e Ji-Paraná.
A experiência inicial contribuiu para a ampliação do projeto, que passou a contemplar novos territórios e diferentes frentes de atendimento. A proposta vai além da assistência pontual, buscando oferecer condições para que pessoas com deficiência e suas famílias tenham acesso a serviços, informação, capacitação e novas perspectivas.
“Quando destinamos recursos para um projeto como o PCD+ Mães Atípicas, estamos investindo em pessoas, em oportunidades e em mais qualidade de vida para as famílias de Rondônia. Sei que muitas mães enfrentam uma rotina de cuidados que exige muito delas e, muitas vezes, acabam deixando seus próprios sonhos em segundo plano. Queremos contribuir para que essas mulheres tenham acesso à qualificação, possam desenvolver suas habilidades e encontrem novas oportunidades”, destacou a deputada federal Cristiane Lopes.
Fonte: Assessoria
Política
TSE decide que agressão contra mulher pode deixar candidato inelegível
Decisão histórica da Justiça Eleitoral impede candidatura de político condenado por violência doméstica e estabelece entendimento para casos semelhantes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (29), que condenações por lesão corporal praticada contra mulheres em razão da condição do sexo feminino podem tornar candidatos inelegíveis por oito anos, conforme as regras da Lei da Ficha Limpa.
A decisão ocorreu durante o julgamento do advogado João Francisco de Assis Neto, conhecido como Dr. João Neto, que pretendia disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas nas eleições de 2026.
O candidato teve o registro negado após ser condenado pela Justiça a quatro anos e dois meses de prisão por violência doméstica e lesão corporal contra a mulher. A condenação foi confirmada por um órgão judicial colegiado.
Durante o julgamento, os ministros entenderam que a violência física praticada contra mulheres por razões de gênero pode ser enquadrada nas hipóteses de inelegibilidade previstas para crimes contra a vida.
Com isso, a condenação pode impedir a participação em eleições mesmo quando ainda existem recursos judiciais pendentes, desde que estejam presentes os requisitos estabelecidos pela legislação.
Além da decisão, o TSE anunciou que encaminhará ao Congresso Nacional uma proposta para incluir expressamente na Lei de Inelegibilidade as condenações por crimes de violência contra a mulher, buscando ampliar a clareza e a segurança jurídica.
O julgamento é considerado um marco no enfrentamento à violência de gênero e poderá orientar futuras decisões da Justiça Eleitoral envolvendo candidatos condenados por agressões contra mulheres.
