Polícia
Amigas saem para comemorar novo emprego e morrem atropeladas em faixa de pedestres – VEJA O VÍDEO
Duas jovens de 18 anos morreram atropeladas quando atravessavam a faixa de pedestres em uma rua de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, na noite desta quarta-feira (9/4). As vítimas, identificadas como Isabelli Helena de Lima Costa e Isabela Priel Regis, foram arremessadas a cerca de 50 metros e morreram no local.
Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), imagens das câmeras de monitoramento mostram que o motorista dirigia em alta velocidade quando atingiu as vítimas. O boletim de ocorrência indica suspeita de que ele, identificado como o estudante de direito Brendo dos Santos Sampaio, 26, estaria praticando racha no momento do atropelamento.
Ainda conforme a pasta, ele foi submetido ao teste para detectar a presença de álcool no organismo. O resultado foi negativo.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Brendo. O advogado Francisco Ferreira, por meio de nota, afirmou que o caso foi uma fatalidade e que as vítimas teriam atravessado ainda quando o semáforo estava vermelho para pedestres, e que o motorista não as viu.
A defesa ressaltou que Brendo prestou socorro às vítimas, não fugiu do local e o teste para embriaguez deu negativo. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva (sem prazo) após audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (10).
Uma das testemunhas relatou à Polícia Civil que estava dirigindo quando o carro de Brendo, um Honda Civic, o ultrapassou em “altíssima velocidade”. O depoimento relata que Brendo chegou a parar no sinal ao lado do carro da testemunha, mas arrancou bruscamente assim que o semáforo abriu e se emparelhou com um Chevrolet Ônix logo à frente. Ambos os veículos passaram a trafegar paralelamente em alta velocidade.
Depois, na avenida Goiás, local do atropelamento, a testemunha relatou que viu as duas jovens caídas e o Honda Civic parado nas proximidades. A testemunha ainda afirmou que o veículo tinha características “visivelmente alteradas”, como dois escapamentos esportivos não originais de fábrica e para-choque traseiro modificado com luzes de LED em ambos os lados.
O registro policial ainda descreve que, com a violência do impacto, uma das jovens foi arremessada a 52 metros da faixa, enquanto o corpo da outra estava a 47 metros da travessia. De acordo com a prefeitura, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado mas, quando chegou ao local do acidente, elas já estavam mortas.
Em nota, a Prefeitura de São Caetano do Sul lamentou o acidente e afirmou que colabora com a investigação da Polícia Civil. O texto diz ainda que o limite de velocidade na via, uma das principais da cidade, é 60 km/h.
Jovens comemoravam novo emprego
A mãe de Isabelli, Claudilene Helena de Lima, contou à TV Globo que a filha estava feliz pois iria começar como jovem aprendiz em um supermercado na próxima segunda-feira (14).
Ela tinha saído com a amiga Isabela para comemorar o novo emprego e ambas voltavam para casa quando foram atropeladas. “As duas eram amigas inseparáveis. Estudavam o ensino médio juntas e morreram juntas.”
Antes de sair para encontrar a amiga, Isabelli, filha única, teria comemorado poder usar perfume sem se preocupar. “Ela colocou o perfume que ela gostava e falou: ‘Olha, mãe, agora posso usar o perfume, porque eu estava guardando para não acabar. Mas agora vou trabalhar e consigo comprar, né?’”, disse a mãe.
O pai de Isabela, Marcos Antonio dos Santos Régis, afirmou que a avenida é bastante iluminada, mas que o motorista parecia estar distraído e não diminuiu a velocidade, atravessando a faixa como se não tivesse ninguém na frente.
Uma amiga das vítimas que preferiu não ser identificada disse que conheceu Isabela por meio do melhor amigo, que é ex-namorado da jovem. A mulher de 20 anos diz que Isabela a acolheu em momentos difíceis e que também conhecia Isabeli por meio de amigos em comum. As “Isas” eram melhores amigas, conta.
Uma das imagens do circuito de segurança indica que o sinal estava amarelo para ele, mas o advogado de defesa do motorista afirmou que o rapaz passou pelo cruzamento quando o semáforo estava verde para os carros.
O advogado ainda relatou à TV Globo que o estudante tinha acabado de sair da faculdade, que fica próxima ao local do acidente, e que trafegava pela avenida Goiás dirigindo entre 60 e 70 km/h, sem saber precisar a velocidade exata no momento do atropelamento./Folha SP
Polícia
Homem tenta matar idoso com garrafa quebrada e acaba preso
Um homem identificado como Joelson D.S.R., conhecido pelo apelido de “Pepeu”, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (20), suspeito de tentar matar um idoso durante um ataque ocorrido no município de Nova União, em Rondônia.
Segundo informações da Polícia Militar, a vítima, identificada pelas iniciais G.L., descansava sob uma árvore quando foi surpreendida pelo agressor. O suspeito teria atingido o idoso na cabeça com uma garrafa, fazendo com que ele caísse no chão. Em seguida, a garrafa foi quebrada e os cacos de vidro utilizados para desferir golpes na região do pescoço da vítima, provocando diversos ferimentos.
O ataque só foi interrompido após a intervenção de uma mulher, tia do suspeito e esposa da vítima, que empurrou o agressor e evitou que as agressões continuassem. Antes de fugir, Joelson ainda teria jogado a garrafa quebrada dentro de uma fossa. O idoso foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal para atendimento médico.
Assim que recebeu as informações sobre o crime, a Polícia Militar iniciou buscas pela cidade. Com o apoio de testemunhas, os policiais conseguiram localizar o suspeito nas proximidades do local da ocorrência.
De acordo com a corporação, Joelson apresentava comportamento bastante alterado no momento da abordagem. Diante da possibilidade de fuga e de resistência, os militares utilizaram técnicas de uso progressivo da força para contê-lo.
Após receber voz de prisão, o suspeito foi levado à Delegacia da Polícia Civil de Mirante da Serra, onde permaneceu à disposição da Justiça e foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Conforme informações obtidas pela polícia, Joelson possui antecedentes por tentativa de homicídio e já teria cumprido pena pelo mesmo tipo de crime, em um caso envolvendo os próprios avós. Ainda segundo relatos, ele faz uso de medicação controlada e, quando interrompe o tratamento e consome bebida alcoólica, apresenta episódios de surto e comportamento agressivo.
Moradores do município afirmam que o caso exige acompanhamento especializado e defendem que o suspeito seja encaminhado para tratamento de saúde mental, caso venha a responder ao processo em liberdade.
Polícia
Família procura jovem desaparecida e pede ajuda da população
Familiares de Emilly Braga Cordeiro estão à procura da jovem, que está desaparecida desde o último domingo. Sem notícias sobre seu paradeiro, parentes e amigos intensificaram a divulgação do caso e pedem a colaboração da população para ajudar nas buscas.
Segundo informações da família, Emilly foi vista pela última vez na região da Linha 86, nas proximidades de um rio. Desde então, ela não manteve mais contato, aumentando a preocupação de familiares, que seguem em busca de qualquer informação que possa contribuir para sua localização.
Quem tiver visto a jovem ou souber de algum detalhe sobre seu paradeiro pode entrar em contato pelo telefone (69) 99372-3554. A família destaca que qualquer informação, por mais simples que pareça, pode ser importante para auxiliar nas buscas.
Além disso, os familiares pedem que a divulgação do desaparecimento seja compartilhada para ampliar o alcance das informações e aumentar as chances de encontrar Emilly o quanto antes.
Caso alguém possua informações concretas sobre a localização da jovem, a orientação é comunicar imediatamente a família e também acionar a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou a Polícia Civil.
Polícia
Mulher que confessou matar a filha é encontrada morta em cela de delegacia
A morte de uma mulher de 27 anos, presa após confessar o assassinato da própria filha, de 1 ano e 8 meses, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ela foi encontrada sem vida na cela da Delegacia de Juara, município localizado a cerca de 690 quilômetros de Cuiabá, na sexta-feira (17).
A mulher havia sido detida durante as investigações sobre o desaparecimento da criança, que não era vista há aproximadamente dois anos. O caso ganhou novos rumos depois que o pai da menina procurou a Justiça para regularizar o direito de visitas e tratar da pensão alimentícia, levantando dúvidas sobre o paradeiro da filha.
Inicialmente, a suspeita informou aos investigadores que havia entregue a criança, em janeiro de 2024, a uma pessoa desconhecida que moraria em Campinas, no interior de São Paulo. No entanto, a versão apresentada não foi confirmada e acabou sendo contestada durante a investigação.
Posteriormente, acompanhada por seu advogado, ela prestou um novo depoimento e confessou ter tirado a vida da filha. Segundo relatou, utilizou um saco plástico para provocar a asfixia da criança e, depois, enterrou o corpo em uma cova rasa nos fundos da propriedade rural onde vivia com familiares.
Após a confissão, a suspeita levou os policiais até o local onde afirmou ter ocultado o corpo. Equipes da Polícia Civil e da Politec realizaram buscas na área indicada, mas, até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram encontrados. Conforme os investigadores, as condições do terreno dificultam as escavações, embora a área continue sendo considerada o principal ponto de interesse das buscas.
Uma das linhas investigativas aponta que o crime pode ter sido motivado por desentendimentos envolvendo o ex-companheiro da suspeita, pai da criança. A hipótese, entretanto, ainda depende da conclusão das investigações.
Além de esclarecer a morte da menina, a Polícia Civil também instaurou um novo inquérito para apurar as circunstâncias da morte da mulher, encontrada sem vida enquanto permanecia presa na delegacia. Os exames periciais deverão indicar a causa do óbito.
