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Polícia

Homens encapuzados realizam ataque violento em assentamento rural

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Na manhã de quarta-feira (05), um grupo de seis homens encapuzados promoveu um ataque violento no Assentamento Padre Ezequiel 2, localizado na Linha C40, após o Rio Azul, no acesso ao município de Urupá. Outro ataque semelhante ocorreu na gleba 08 da Linha 47, sentido Nova União. A Polícia Militar de Mirante da Serra atendeu à ocorrência e realizou diligências na região.

Segundo o boletim policial, os criminosos estavam armados com espingardas calibre 12 e pistolas. Durante a ação, eles cometeram crimes como roubo majorado pelo uso de arma e pela participação de várias pessoas (art. 157, §2º, II e V, do Código Penal), sequestro e cárcere privado (art. 148 do Código Penal), lesão corporal (art. 129 do Código Penal) e dano qualificado pelo uso de substância inflamável (art. 163, parágrafo único, I, do Código Penal). A principal vítima, identificada como Belmiro, estava em sua propriedade rural quando foi rendida.

Os criminosos apontaram uma arma contra a cabeça da vítima, exigindo que desbloqueasse seu celular e entregasse o documento de uma motocicleta Bros. Além disso, levaram uma motosserra da marca Stihl. No momento da ação, outro indivíduo que estava no local também foi rendido e amarrado junto à vítima. No entanto, essa segunda vítima preferiu não registrar ocorrência por medo de represálias e deixou o local assim que foi libertada.

Após roubarem os pertences, os criminosos incendiaram um barraco da propriedade, que foi totalmente destruído pelas chamas. No interior da construção estavam uma motocicleta Honda Biz, uma motosserra, colchões, ferramentas, alimentos, utensílios domésticos e um fogão, todos consumidos pelo fogo.

As vítimas permaneceram amarradas por cerca de quatro horas, sendo encontradas por terceiros por volta das 15h. Após serem libertadas, Belmiro foi levado ao hospital, onde recebeu atendimento médico devido às agressões sofridas, que causaram lesões pelo corpo e na face.

Durante o ataque, os criminosos ordenaram que a vítima deixasse a propriedade, alegando que “a terra não era dele”. A polícia suspeita que o crime esteja relacionado a conflitos agrários e que os mandantes possam ser dois fazendeiros e empresários de Ji-Paraná, antigos proprietários da área ocupada pela vítima.

A Polícia Civil foi acionada e informou que uma equipe seria enviada ao local para investigações, porém, o deslocamento só ocorreria no dia seguinte. A perícia técnica da Politec também foi chamada, mas não conseguiu acessar a área devido às dificuldades no trajeto, retornando a Ji-Paraná sem realizar os procedimentos periciais.

A guarnição da Polícia Militar, com o apoio da unidade de Nova União, percorreu aproximadamente mil metros a pé pelo pasto e mata até chegar ao local exato do crime. No local, foram feitas filmagens e fotografias, confirmando os relatos da vítima. As diligências continuaram até as 21h.

A atuação da Polícia Militar garantiu o atendimento imediato às vítimas e a preservação do local para a perícia, embora esta não tenha conseguido comparecer. As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar os autores do crime.

Fonte: Correio Central