Política
Movimentações políticas esquentam bastidores da disputa pelo governo de Rondônia
A corrida pelo comando do Palácio Rio Madeira (CPA) e pelas duas cadeiras ao Senado nas eleições de 2026 começa a tomar forma em Rondônia. Embora ainda em fase inicial, os bastidores da política estadual já registram intensas articulações e negociações para composições estratégicas entre os principais grupos.
O cenário foi destacado pelo jornalista Carlos Esperança em sua coluna diária na edição desta sexta-feira (14), onde ele aponta os primeiros movimentos dos possíveis candidatos tanto na base governista quanto na oposição.
Governo e a incógnita governista
No campo da base governista, a maior dúvida gira em torno da definição de um candidato único. Duas possibilidades são ventiladas dentro do União Brasil:
Sérgio Gonçalves, atual vice-governador, pode assumir o governo do Estado em 2025 e disputar a reeleição já no cargo. Segundo Carlos Esperança, ele garante que não abrirá mão da candidatura, apostando na força da máquina pública para consolidar seu nome.
Fernando Máximo, deputado federal e ex-secretário de Saúde, também surge como pré-candidato ao governo. Nesse cenário, o governador Marcos Rocha disputaria uma das cadeiras ao Senado, fortalecendo a chapa governista.
Oposição já se movimenta
Enquanto a base do governo ainda busca um consenso, os nomes da oposição já trabalham nos bastidores e articulam alianças:
Marcos Rogério (PL) – O senador já iniciou tratativas para alianças e busca um nome forte para compor a chapa ao Senado. Ele, no entanto, não deve se alinhar à deputada Silvia Cristina (PP), que recentemente tomou o comando do partido de Ivo Cassol. Rogério gostaria de contar com o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, como seu candidato ao Senado.
Confúcio Moura (MDB) – O ex-governador e atual senador tem percorrido o Estado em busca de apoio para viabilizar sua candidatura ao CPA. Conhecido por sempre deixar a decisão para última hora, ele já prospecta possíveis aliados para a disputa ao Senado.
Hildon Chaves (PSDB) – O ex-prefeito de Porto Velho ainda avalia seu futuro político e pode disputar tanto o governo estadual quanto uma vaga ao Senado. Suas movimentações indicam que ele pode ser peça-chave em diferentes composições.
Cenário aberto e novas alianças
Com a disputa ainda nos primeiros movimentos, o tabuleiro político de Rondônia segue indefinido. Com governistas divididos e opositores em fase de articulação, os próximos meses devem ser decisivos para a consolidação das candidaturas e a formação das alianças que definirão o futuro do Estado.
Política
Léo Moraes consolida força política nas eleições de 2026
Ele saiu como um dos grandes vitoriosos do pleito
Mesmo com o seu nome fora da disputa oficial do pleito, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (PODE), foi, sem dúvidas, um dos grandes protagonistas da eleição de 2026 em Rondônia, que serviu para referendar o trabalho político desenvolvido por ele ao longo dos dois últimos anos.
Além de eleger o seu irmão, Paulo Moraes, para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), com a maior votação da capital, o apoio de Léo Moraes também foi decisivo para eleger Marcos Rogério (PL) ao Governo do Estado ainda no primeiro turno.
Léo Moraes conseguiu somar a força eleitoral que Rogério precisava para ser o mais votado em Porto Velho, condição que lhe assegurou uma dianteira desde os primeiros minutos da apuração dos votos e desbancou o ex-prefeito Hildon Chaves (UNIÃO) neste último domingo (4).
Além disso, o Podemos, legenda capitaneada por Moraes, terá dois deputados na Câmara Federal: o ex-secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, e a jornalista Cristiane Lopes, ambos parceiros diretos do prefeito.
“Foi uma eleição vitoriosa para a nossa capital, que terá representantes públicos comprometidos com os porto-velhenses a partir de 2027. Por aqui seguimos nosso trabalho firme para assegurar uma cidade justa, organizada e digna ao povo que vive nessa terra abençoada”, disse Léo Moraes após o resultado das urnas.
Essas conquistas mostram o tamanho da força política de Léo Moraes e reforçam o espaço que o prefeito passou a ocupar no cenário político de Rondônia.

Fonte: Assessoria
Política
STF deve julgar revisão da condenação de Bolsonaro após eleições
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro após o segundo turno das eleições, marcado 25 de outubro.

Em nota divulgada à imprensa, o gabinete do relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, informou que o caso não será julgado antes do término do pleito para não interferir nas eleições.
O caso está pendente de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e será julgado pelo plenário da Corte.
Caberá ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, marcar a data do julgamento.
Condeção
A defesa de Bolsonaro pretende derrubar a decisão da Primeira Turma, que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão na ação que investigou a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
O processo foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, que é membro da Segunda Turma da Corte.
Além de Kassio e André Mendonça, ambos indicados ao STF pelo ex-presidente, o colegiado é formado pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.
O plenário da Corte é formado pelos integrantes das duas turmas e o presidente, Edson Fachin.
Fonte: Agência Brasil
Política
Rondônia é único estado onde Flávio Bolsonaro vence Lula em todas as cidades
Rondônia teve um resultado diferente do registrado nos demais estados brasileiros nas eleições presidenciais de 2026. No primeiro turno, realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) venceu Lula (PT) em todos os 52 municípios do estado.
No resultado estadual, Flávio Bolsonaro recebeu 67,45% dos votos, enquanto Lula somou 25,89%.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maior diferença entre os dois candidatos foi registrada em Buritis. No município, Flávio Bolsonaro alcançou 78,92% dos votos, contra 16,53% de Lula.
Em Porto Velho, capital de Rondônia, o resultado também foi favorável ao candidato do PL. Flávio Bolsonaro recebeu 169.992 votos, correspondentes a 59,37% da votação, enquanto Lula obteve 90.889 votos, ou 31,74%.
Com o resultado, Rondônia foi o único estado brasileiro em que Flávio Bolsonaro superou Lula em todos os municípios já no primeiro turno.
