Polícia
Suspeito é preso por incendiar 340 hectares de vegetação em Rondônia
Neste sábado(18), a Polícia Civil de Rondônia, por meio do Departamento de Polícia Especializada (DPE), em ação conjunta com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), por meio da Coordenadoria de Proteção Ambiental, prendeu o suspeito de ser o responsável pelo incêndio criminoso ocorrido entre os dias 22 e 29 de setembro de 2024, no distrito de Nova Dimensão, Nova Mamoré.
O incêndio resultou na destruição de 340 hectares de floresta, morte de mais 50 cabeças de gado e danos ao patrimônio de diversas propriedades vizinhas, incluindo cercas, pastos e residências.
O suspeito foi indiciado pela Polícia Civil por sete vezes (correspondente ao número de vítimas) no crime de incêndio em floresta ou demais formas de vegetação, além de ameaçar testemunhas. Se condenado, poderá cumprir pena de 3 a 6 anos de prisão por cada vítima, podendo chegar até 42 anos de reclusão.
Os incêndios geraram impactos devastadores, como a redução da umidade do ar e prejuízos à agricultura, pecuária e aos serviços de transporte fluvial e aéreo. As consequências também afetaram diretamente serviços essenciais à população local, agravando a crise ambiental e econômica na região.
A investigação faz parte da Operação Temporã, iniciativa promovida pelo Governo do Estado de Rondônia para combater incêndios florestais ocorridos entre agosto e outubro de 2024.
A Polícia Civil destaca a importância da conscientização e da colaboração da sociedade para denunciar práticas ilegais que comprometem o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
PCRO
Polícia
13 pessoas são condenadas por esquema bilionário de tráfico de drogas
A Justiça Federal condenou 13 pessoas pelos crimes de tráfico internacional de drogas, promoção e integração de organização criminosa transnacional e associação para o tráfico. As penas privativas de liberdade individuais variam de 5 a 54 anos de reclusão, com a imposição de multas e o confisco de bens dos envolvidos.
A sentença atende aos pedidos formulados pelo Ministério Público Federal (MPF) em ação penal decorrente da Operação Hinterland. A decisão foi proferida por um colegiado de juízes da 22ª Vara Federal de Porto Alegre (RS), conforme previsto na Lei de Organizações Criminosas.
Conduzidas pelo Grupo de Enfrentamento ao Crime Organizado do MPF (Gaeco) do Rio Grande do Sul, com o apoio do Gaeco Nacional na fase processual, as investigações revelaram que o grupo comercializou e movimentou de forma sistemática grandes quantidades de entorpecentes entre a América do Sul e a Europa.
Estima-se que, apenas entre novembro de 2020 e novembro de 2022, a estrutura tenha traficado mais de 14 toneladas de cocaína, movimentando cifras superiores a R$ 3 bilhões. A dosimetria (cálculo) das penas considerou o volume de drogas, a transnacionalidade das ações e a engenharia logística do esquema.
Logística e Lavagem de Ativos – A denúncia do MPF detalhou como a organização criminosa controlava toda a cadeia do tráfico, desde a produção de cocaína em laboratórios na Bolívia e na Colômbia até o armazenamento da droga no Brasil e no Paraguai e o envio por via marítima à Europa.
A rede também operava rotas terrestres e aéreas e transportava os entorpecentes em meio a cargas comerciais legítimas. Para isso, atuava em parceria com outras organizações criminosas dos Bálcãs, ligadas a máfias da Albânia e de Montenegro.
O esquema também contava com uma estrutura de lavagem de dinheiro que envolvia empresas legítimas e de fachada, com apoio jurídico e contábil. O sistema usava contas bancárias de passagem, operações clandestinas de câmbio (hawala) e contratos falsos para inserir na economia formal recursos provenientes do tráfico de drogas e ocultar os verdadeiros donos do patrimônio.
Provas e apreensões – Os elementos que basearam a denúncia foram obtidos inicialmente por meio de relatórios do Grupo de Análise de Dados de Inteligência de Tráfico Modal Marítimo da Polícia Federal e, também, a partir de informações da Receita Federal.
Com base nesses dados, o MPF atuou com a Polícia Federal para obter a autorização judicial para medidas investigativas como vigilâncias, quebras de sigilos bancário e fiscal, e interceptações telefônicas e telemáticas.
As investigações revelaram documentos, imagens, históricos de buscas, dados de geolocalização, além de mensagens de áudio e texto sobre as atividades do grupo em diferentes aplicativos de troca de mensagens. Posteriormente, por meio de cooperação jurídica internacional com a França, foram integrados dados de outro aplicativo criptografado.
As provas reunidas no processo vincularam os condenados a grandes apreensões de drogas no Brasil e no exterior. Entre os casos estão a apreensão de 4,6 toneladas de cocaína em uma embarcação pesqueira interceptada pela Marinha Francesa na costa da África; 2,7 toneladas armazenadas em um entreposto logístico em Pelotas (RS); 1,1 tonelada escondida em uma carga de tanino no Porto de Rio Grande (RS); e uma remessa de 1,7 tonelada parcialmente apreendida pela polícia alemã em Hamburgo.
Confisco de bens e prisões – A pedido do MPF, a sentença decretou o perdimento de todos os bens apreendidos ou bloqueados – incluindo imóveis, aeronaves, cotas de empresas, veículos e valores financeiros – em favor da União, reconhecendo-os como proveito direto das atividades ilícitas.
A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva de vários condenados em regime fechado, parte deles no sistema penitenciário federal. A medida fundamentou-se na garantia da ordem pública e no risco de reiteração delitiva e de fuga, dada a rede de conexões transnacionais do grupo criminoso.
Fonte: MPF/RO
Polícia
Operação mira grupo suspeito de furtar transformadores de energia em Rondônia
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Ariquemes e com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Buritis, deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação “Fuga de Corrente”. A ação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa especializada no furto de transformadores de energia elétrica e no repasse dos equipamentos a uma rede de receptação nos municípios de Ariquemes e Buritis.
A investigação teve início em julho deste ano, após o furto de dois transformadores pertencentes a uma empresa prestadora de serviços à concessionária de energia. As apurações apontaram que funcionários da própria empresa retiraram os equipamentos sem autorização e os repassaram a um terceiro indivíduo, responsável por coordenar o transporte e a entrega aos receptadores.
Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Ariquemes e Buritis, todos expedidos pelo Poder Judiciário. Há indícios de que o grupo esteja envolvido em outros furtos de fios e transformadores na região. As investigações prosseguem para identificar novos suspeitos e recuperar o patrimônio subtraído.
O nome da operação, “Fuga de Corrente”, faz referência ao fenômeno elétrico em que a corrente escapa do circuito principal, em alusão ao desvio de equipamentos praticado de forma ilícita por colaboradores de dentro da própria empresa vítima.
A Polícia Civil de Rondônia reafirma seu compromisso com a sociedade na repressão rigorosa aos crimes contra o patrimônio e na manutenção da ordem pública.
Denuncie! Informações sobre furtos e receptação de fios, cabos e transformadores podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais:
Disque-Denúncia: 197
WhatsApp: (69) 3216-8940
Fonte: Polícia Civil
Polícia
Homem é preso por suspeita de estupro de vulnerável
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), prendeu, na tarde da última terça-feira (13), um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável, em Porto Velho.
A ação teve início após a denúncia sobre o desaparecimento de uma adolescente. Com base em informações repassadas pelo pai da vítima, que identificou o paradeiro da jovem após receber uma ligação, a equipe da DPCA deslocou-se ao local e localizou a menor na companhia do suspeito.
Ambos foram conduzidos à delegacia. Durante o atendimento, a vítima passou por escuta especializada com uma psicóloga e confirmou a ocorrência do crime, motivo pelo qual foi dada voz de prisão em flagrante ao indivíduo, posteriormente encaminhado à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.
A Polícia Civil de Rondônia reafirma seu compromisso na prevenção e no combate rigoroso a crimes cometidos contra crianças e adolescentes.
Fonte: Polícia Civil
