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EM RONDÔNIA: Famílias ficam desabrigadas após rio Araras transbordar em Cerejeiras

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Famílias foram resgatadas após o rio Araras transbordar sobre a BR-435 devido ao grande volume de chuvas, em Cerejeiras (RO). Segundo a Defesa Civil, esse evento é considerado o maior dos últimos 40 anos.

No total, quatro famílias foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros, incluindo um casal de idosos. Seis animais também foram salvos. Segundo os agentes, as famílias desabrigadas serão levadas para casas de parentes.

Através de vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o momento em que a água barrenta invade a cada de uma moradora, danificando eletrodomésticos e mobília.

A cheia iniciou após uma forte chuva no município. De acordo com a Defesa Civil, o rio ultrapassou a cota máxima, mas não é possível identificar o volume, já que a cidade não conta com monitoramento pluviométrico.

Duas regiões foram afetadas. O transporte na BR-435 foi prejudicado, mas não chegou a ser interrompido. Segundo a Defesa Civil, a situação é estável no momento, no entanto, o órgão alerta que o rio Araras pode voltar a subir caso chova com a mesma intensidade.

A ponte na entrada da cidade foi isolada para garantir a segurança da população. A Prefeitura e Defesa Civil analisam se é seguro para o moradores retornarem às casas.

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Moradores fecham Estrada do Belmont e causam congestionamento

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Moradores da região do bairro Nacional, na zona Norte de Porto Velho (RO), bloquearam a Estrada do Belmont na manhã desta segunda-feira (19). A interdição provocou uma longa fila de veículos, incluindo carretas e caminhões, e causou transtornos para quem precisava passar pelo local.

A Polícia foi acionada e tenta negociar com os manifestantes para liberar a via e restabelecer o tráfego. O grande volume de veículos retidos chamou a atenção, principalmente por causa dos caminhões que utilizam a estrada para acessar empresas e áreas de movimentação de cargas.

A Estrada do Belmont é uma importante ligação entre a avenida Lauro Sodré e a região do rio Madeira. O bloqueio afeta motoristas, trabalhadores e o transporte de mercadorias que dependem da via.

Até o momento, não há confirmação sobre o motivo do protesto, as reivindicações dos moradores ou a previsão de liberação da estrada. O resultado das negociações também não foi informado.

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Modelo de Humaitá estreia na passarela da Victoria’s Secret

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A modelo amazonense Luíza Perote, de 21 anos, estreou no Victoria’s Secret Fashion Show 2026, realizado na noite de domingo (18), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Natural de Humaitá, no sul do Amazonas, ela se tornou a primeira modelo nascida no estado a desfilar para a tradicional marca norte-americana.

Luíza foi descoberta aos 13 anos, após participar de um concurso de modelos em Manaus. Desde então, construiu uma carreira internacional, com participação em desfiles de grandes marcas, campanhas e capas de revistas.

Durante a pandemia de Covid-19, a modelo ganhou visibilidade nas redes sociais ao publicar vídeos reproduzindo desfiles famosos no corredor de casa. A repercussão ajudou a aproximar o público de sua trajetória na moda.

Entre os destaques da carreira estão uma campanha para a Fendi, fotografada por Steven Meisel, e a capa da Harper’s Bazaar Brasil, em junho de 2024. Ela também recebeu duas premiações como Modelo do Ano no Brasil.

Apesar das conquistas, Luíza relata os desafios da profissão, como a rotina intensa de viagens e a distância da família. Mesmo com a estreia na Victoria’s Secret, a jovem afirma que ainda tem muitos objetivos a alcançar na carreira e foi indicada ao prêmio de Modelo do Ano do Models.com.

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Seca no rio Madeira preocupa agronegócio em Rondônia

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A seca nos rios da região Norte começa a pressionar a logística do agronegócio, com redução da capacidade de transporte de cargas em hidrovias e preocupação com o abastecimento de insumos. Embora a estiagem esteja, até o momento, dentro do padrão sazonal em boa parte da região, a continuidade da vazante e a previsão de chuvas abaixo da média até dezembro colocam o escoamento da safra e a implantação das próximas lavouras no radar do setor.

Uma trading que atua na região consultada pela CNN Brasil informa que toda a sua frota continua navegando, mas as embarcações operam com cerca de 30% menos carga em razão da redução do calado — a profundidade disponível para a navegação.

Com o pico da seca, esperado para novembro, a perda de capacidade por viagem pode chegar a 60%, segundo a empresa. A companhia ressalta que essa redução é compatível com o padrão observado normalmente nessa época do ano, mas pondera que os possíveis efeitos de um El Niño muito forte não estão contemplados nessa estimativa.

Outra trading que também preferiu não se identificar afirma que a estiagem nos rios Madeira, Amazonas e Tapajós está, até o momento, em linha com a média histórica. A avaliação é compatível com o monitoramento divulgado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) em 14 de outubro: os principais trechos dos rios Amazonas e Tapajós permaneciam dentro da faixa de normalidade para o período, apesar da vazante. No rio Branco, em Roraima, porém, os níveis estavam próximos das mínimas históricas para esta época do ano.

A Caramuru também afirma que a seca está contemplada no planejamento operacional. A companhia programou manutenções preventivas em seu terminal a partir da segunda quinzena de outubro e informa que continua operando a rota entre Itaituba, no Pará, e o porto de Santana, no Amapá, sem interrupções. Segundo a empresa, as barcaças transportam volumes um pouco menores que os habituais em função das condições de navegação, mas não há impactos relevantes sobre sua operação neste momento.

Roraima já sentiu impacto no escoamento da soja

Os efeitos da estiagem variam entre os estados e os corredores logísticos. Em Rondônia, a Aprosoja-RO informa que o nível do rio Madeira já baixou, mas considera o movimento esperado para esta época do ano. Como a redução das águas é previsível, houve também diminuição da demanda por caminhões. A entidade não recebeu relatos de prejuízos até o momento.

Em Roraima, o cenário é diferente. Segundo a Aprosoja-RR, a baixa do rio Branco em agosto já afetou o escoamento da safra de soja, colhida entre março e junho. O rio Branco desemboca no rio Negro, que integra a rede hidroviária de conexão com o Amazonas.

Insumos sob ameaça

A próxima etapa de maior dependência do transporte fluvial para o setor no estado será a chegada de insumos agrícolas, prevista principalmente para janeiro e fevereiro. A expectativa é que as chuvas elevem novamente o nível dos rios nesse período. Até lá, porém, a evolução das condições hidrológicas será determinante para a logística de abastecimento.

A entidade também demonstra preocupação com o fornecimento de óleo diesel, combustível que chega à região por hidrovias. Segundo o relato recebido pela reportagem, no porto de Itacoatiara, no Amazonas, o produto precisa ser transferido para outras balsas para seguir até Manaus, em um percurso de aproximadamente 200 quilômetros.

A necessidade de transbordo aumenta a complexidade da operação e levanta o risco de encarecimento do combustível, embora não haja, nos relatos obtidos até agora, uma estimativa do aumento efetivo de preços.

O custo do diesel tem importância direta para o agronegócio, tanto no transporte rodoviário quanto nas operações mecanizadas no campo. Caso a restrição hidroviária se prolongue e encareça o abastecimento, o impacto poderá alcançar outras etapas da cadeia produtiva, mas esse repasse ainda precisa ser confirmado.

No Pará, a Aprosoja-PA não recebeu relatos de conflitos ou problemas relevantes envolvendo as hidrovias. A entidade pondera que boa parte da produção já foi embarcada, o que reduz a demanda atual pelo transporte e pode ajudar a explicar a ausência de queixas.

El Niño aumenta o risco para novembro e dezembro

O principal ponto de atenção é a evolução do clima nas próximas semanas. O Painel El Niño 2026-2027, que reúne órgãos como Inmet, Inpe, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cemaden e SGB, prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média em grande parte do Norte entre outubro e dezembro. O boletim publicado em 1º de outubro destaca as bacias dos rios Branco e Negro como áreas de atenção, com possibilidade de agravamento da restrição hídrica em Roraima.

O documento também aponta riscos para a navegação em trechos amazônicos e para a implantação da safra 2026/27. A combinação de pouca chuva e temperaturas elevadas pode aumentar o déficit hídrico no solo, dificultar a semeadura da soja em áreas de Roraima, Amapá, Baixo Amazonas e nordeste do Pará e ampliar o risco de incêndios em lavouras e pastagens.

A intensidade prevista para o fenômeno climático reforça a preocupação, mas não significa que todos os rios terão uma queda excepcional de nível. Os efeitos do El Niño variam conforme a bacia, a distribuição das chuvas e a resposta hidrológica de cada região. O próprio monitoramento oficial distingue áreas com níveis dentro da faixa histórica de trechos em situação mais crítica.

Fonte: CNN Brasil

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