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Polícia

Policial que ficou famoso por formar “trisal” e postar nas redes sociais é condenado a oito anos por morte de adolescente

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O Tribunal do Júri da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, no Acre, condenou o ex-sargento da Polícia Militar, Erisson de Melo Nery, a oito anos de prisão em regime semiaberto, na última sexta-feira, 22, pela morte de Fernando de Jesus, de 13 anos, em 2017, quando a vítima tentou furtar a casa do militar.

O policial foi destaque em uma reportagem publicada em 2021, quando ganhou notoriedade após revelar sua participação em um relacionamento poliamoroso, formado por ele e duas mulheres, o que gerou grande repercussão na época.

O outro denunciado, Ítalo de Souza Cordeiro, foi absolvido pelo crime de fraude processual na mesma decisão assinada pelo juiz Robson Ribeiro Aleixo.

O ex-sargento ainda foi condenado ao pagamento das custas processuais, já o outro réu foi isento em razão da absolvição. Nery já respondia ao processo em liberdade, sendo mantido dessa forma, sendo mencionado que “não existem nos autos outros elementos ou fatos contemporâneos que nos levem a ordenar a custódia preventiva e foi fixado o regime inicial semiaberto”, aponta a decisão.

Na condenação de homicídio, é citado que a sentença apresentou um aumento de um terço na pena pelo fato de o crime ter sido cometido contra uma pessoa menor de 14 anos.

O documento apresenta a informação sobre o comportamento da vítima, afirmando que o adolescente “invadiu a residência do acusado com o objetivo de praticar o crime de furto. Tal comportamento contribuiu de forma direta para a deflagração dos fatos que culminaram no desfecho trágico”.

A decisão cita que, aos 13 anos, a vítima encontrava-se em plena fase de desenvolvimento físico, psicológico e social, e o homicídio, além de interromper de forma abrupta e trágica a possibilidade de reabilitação e reinserção social, trouxe profundas consequências emocionais à sua família, especialmente à sua mãe.

CASO
Conforme a denúncia, na manhã do dia 24 de novembro de 2017, Nery matou o adolescente com pelo menos seis tiros, no intuito de “fazer justiça pelas próprias mãos”. O caso ocorreu no Conjunto Canaã, bairro Areal, em Rio Branco, a capital acreana.

O adolescente teria ido com outros dois homens furtar a casa do então cabo da PM. E, ao perceberem a chegada de uma viatura da polícia, os dois maiores de idade conseguiram pular o muro e fugir, enquanto que Fernando de Jesus foi deixado para trás pelos comparsas e acabou morto pelo policial.

Após o homicídio, ainda segundo a denúncia, Nery e o colega de farda Ítalo Cordeiro alteraram a cena do crime, lavando tanto o corpo da vítima quanto os arredores do local onde estava caído, para poder alegar que agiu em legítima defesa.

Os militares teriam ainda colocado a pistola na mão direita do adolescente e fotografado. E, antes da chegada da perícia, decidiram mover a arma a uma distância de cerca de 13 centímetros da mão do menino. Depois da suposta alteração da cena do crime, o MP disse que ficou a cargo do militar Ítalo Cordeiro fazer o boletim de ocorrência alegando que o adolescente tentou disparar contra a cabeça de Nery, que agiu para se defender.

O ex-sargento foi ouvido em audiência de instrução em agosto de 2022 na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

PRONÚNCIA
Na audiência de instrução foram ouvidos o ex-sargento, Ítalo Cordeiro, e três testemunhas, entre elas a mãe da vítima e o perito.

No depoimento, a mãe de Fernando de Jesus afirmou que o filho era usuário de drogas e andava com alguns jovens do bairro. Contudo, não era violento, era pequeno fisicamente e não andava armado.

A mulher também reforçou a mudança na cena do crime e que soube da morte do filho por grupos de mensagem.

“Em análise dos autos, em especial dos depoimentos coletados, há possibilidade do crime ter ocorrido sob o manto da legítima defesa, entretanto o laudo descreve seis ferimentos de projéteis, fato esse que pode descaracterizar a excludente suscitada, pelo menos neste momento processual, demonstrando certo excesso na conduta do réu, competindo ao conselho de sentença analisar se houve ou não a legítima defesa”, destacou a juíza Luana Campos.

Ainda segundo a magistrada, após análise dos autos, ‘verifica-se que os indícios de autoria são robustos e apontam o acusado Érisson como o autor do crime de homicídio, inclusive este confessa parcialmente, narrando que assim o fez em legítima defesa. No tocante a legítima defesa, os Tribunais entendem que está só deve ser considerada nesta fase se cristalina e corroborada amplamente pelo arcabouço probatório, sob pena de violação da soberania do Tribunal do Júri’.

TRISAL
Nery ficou nacionalmente conhecido após assumir um trisal com outras duas mulheres, em 2021. Alda e Nery, que estavam juntos desde 2000, se apaixonaram por Darlene e resolveram mostrar o dia a dia nas redes sociais por meio do perfil que ganhou o nome de “Três Amores”. A cada dia, o casal ficava mais famoso e dividia opiniões na internet.

Quatro meses depois da repercussão, Nery usou as redes sociais para negar que estavam separados após o boato se espalhar. Os três, na época, moravam em Brasileia, no interior do Acre. Diariamente, eles postavam vídeos da rotina da casa, faziam lives e mostravam também os três em eventos.

Já no final de novembro de 2021, o trisal viu a vida virar de cabeça para baixo. Erisson Nery apareceu em um vídeo atirando no estudante Flávio Endres após uma briga em uma casa noturna de Epitaciolândia (AC), onde estava acompanhado de Darlene e Alda.

Ele deixou a prisão no dia 24 de agosto de 2023, após ter sido preso por esse fato e passou a cumprir medidas cautelares. Além de tentar reverter a decisão pelo júri popular, a defesa também havia pedido exame de insanidade, absolvição sumária por legítima defesa e exclusão de qualificadoras, o que também foi negado.

TENTATIVA DE HOMICÍDIO
O ex-militar foi preso em novembro de 2021 por atirar no estudante Flávio. Neste caso, ele responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal grave.

O estudante levou ao menos quatro tiros e ficou com sequelas em uma das mãos. Após passar por uma cirurgia na região do abdômen e ficar nove dias internado no pronto-socorro de Rio Branco, o estudante recebeu alta no dia 7 de dezembro de 2021.

Em julho de 2022, a Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia fez uma audiência de instrução e julgamento do PM após recebimento da denúncia.

Fonte: G1

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Polícia

Cinco alunos de colégio militar morrem em acidente com van

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Cinco estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, de Sanclerlândia, no estado de Goiás, morreram em um acidente envolvendo uma van escolar e uma carreta carregada de gado na rodovia estadual GO-518, entre os municípios de Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, na noite desta segunda-feira (1).

Ao todo, 13 pessoas ficaram feridas, sendo todas ocupantes da van escolar. Dessas, oito foram socorridas e levadas pelas equipes do SAMU para Sanclerlândia.

As cinco vítimas fatais foram encontradas já sem vida presas nas ferragens. Os corpos foram transportados pelo IML (Instituto Médico Legal) para São Luís de Montes Belos.

Não há informações sobre o estado de saúde das pessoas socorridas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu após o veículo em que os estudantes estavam colidir na traseira da carreta que estava parada na estrada.

O local foi isolado e a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia.

Luto

O Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro publicou uma nota nas redes sociais lamentando o ocorrido. “Que as lembranças, os sorrisos e os laços construídos permaneçam vivos na memória e no coração da nossa comunidade”, escreveu.

Além disso, a Secretaria Municipal de Educação de Sanclerlândia, por meio da prefeitura, informou que todas as aulas da rede municipal foram suspensas nesta terça-feira (2) em respeito à tragédia ocorrida com os alunos. Veja:

O governador Daniel Vilela (MDB) também se pronunciou nas redes sociais.

“Recebi com muita tristeza a notícia do grave acidente ocorrido no começo da noite desta segunda-feira (1º), na GO-518, entre os municípios de Sanclerlândia e Córrego do Ouro, que resultou na morte de cinco estudantes da rede estadual de ensino, alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, de Sanclerlândia. Neste momento tão difícil, me solidarizo com os familiares, amigos, professores e toda a comunidade escolar. A partida desses jovens deixa Goiás de luto”, escreveu.

Veja nota do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro na íntegra:

“O Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás – CEPMG 5 de Janeiro manifesta seu mais profundo pesar pelo trágico acidente ocorrido no dia 1º de junho, que vitimou estudantes de nossa comunidade escolar.

Neste momento de imensa dor, unimo-nos em solidariedade aos familiares, amigos, colegas e educadores, compartilhando o sofrimento causado por essa perda irreparável. A partida tão precoce dessas crianças que carregavam sonhos, talentos e projetos de vida deixa um vazio impossível de ser mensurado. Que Deus conceda conforto, força e serenidade a todos os que enfrentam este momento de luto. Que as lembranças, os sorrisos e os laços construídos permaneçam vivos na memória e no coração de nossa comunidade.

Em respeito à memória dos estudantes e em apoio às famílias enlutadas, o CEPMG 5 de Janeiro presta suas mais sinceras condolências e reafirma sua união diante desta dolorosa circunstância.”

Fonte: CNN Brasil

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Polícia

Mulher é presa durante operação contra o tráfico de drogas

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Uma operação realizada pela Polícia Civil de Rondônia resultou no fechamento de um imóvel suspeito de funcionar como ponto de comercialização de drogas no distrito de Jaci-Paraná, em Porto Velho. A ação foi conduzida por agentes da 10ª Delegacia de Polícia, com apoio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Segundo as investigações, a residência vinha sendo monitorada após denúncias e informações que indicavam possível ligação com integrantes de uma organização criminosa. Durante o trabalho de observação, os policiais identificaram uma movimentação considerada compatível com a prática do tráfico de entorpecentes, incluindo a entrada e saída frequente de pessoas no local.

Após reunirem elementos suficientes, as equipes realizaram a abordagem no imóvel. Durante as buscas, foram encontrados porções de maconha e cocaína, além de balança de precisão, materiais utilizados para embalar drogas e equipamentos de monitoramento por câmeras.

Uma mulher identificada como Graziela foi presa em flagrante e encaminhada para os procedimentos legais. Conforme a Polícia Civil, o endereço também estaria relacionado a um homem apontado pelas investigações como integrante de organização criminosa e que possui antecedentes por homicídio.

No momento da ação policial, duas crianças, filhas da suspeita, estavam na residência. Os menores foram entregues aos cuidados da avó materna para garantir a proteção e assistência necessárias.

Durante o acompanhamento da ocorrência, a avó das crianças passou mal e precisou ser socorrida para uma unidade de saúde da região, onde recebeu atendimento médico.

Após a conclusão dos procedimentos no local, a mulher foi conduzida à Central de Flagrantes, permanecendo à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Polícia

Jovem de 19 anos é presa com drogas durante abordagem

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A atuação da Polícia Militar de Rondônia através do policiamento ostensivo resultou na apreensão de substâncias entorpecentes e na prisão de uma mulher de 19 anos,  na noite da última segunda-feira (1º) em Vilhena. A ação ocorreu no cruzamento das avenidas Rondônia e Presidente Nasser, no bairro Novo Tempo (Setor 19), em Vilhena.

Durante patrulhamento no cruzamento das avenidas Rondônia e Presidente Nasser, no bairro Novo Tempo (Setor 19), a guarnição visualizou a condutora de uma motoneta Honda Biz de cor preta que, ao perceber a aproximação da viatura, demonstrou nervosismo e acelerou o veículo repentinamente. Diante da atitude, os militares realizaram a abordagem sendo identificada pelas iniciais M. V. M. S,  de 19 anos.

 Na busca veicular, os policiais localizaram duas porções de maconha escondidas no compartimento sob o banco da motoneta. Ao ser interpelada, ela informou que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e declarou que guardava outra quantidade de entorpecentes em outro endereço, no Setor 22.

A equipe deslocou-se até a Rua 2205, onde localizou, no interior do quarto da envolvida, uma bolsa contendo 16 invólucros de maconha, duas porções de cocaína, uma mini balança digital e um tablete maior de maconha pesando 118 gramas.

Diante da constatação dos fatos, a jovem foi apreendida e conduzida Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) juntamente com o entorpecente.

Fonte: Polícia Militar

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