Polícia
Policiais penais são afastados do cargo por suspeita de envolvimento com facções criminosas em RO
Dois policiais penais lotados em Vilhena (RO) foram afastados do cargo nesta quarta-feira (14) durante uma operação realizada pela Polícia Militar e a Polícia Civil. Os agentes são suspeitos de envolvimento com facções criminosas.
As investigações apontaram que a arma (pistola de calibre 380) de um dos suspeitos chegou a ser apreendida com três homens quando eles estavam a caminho de matar o integrante de uma facção rival.
Além do afastamento, a operação buscou cumprir mandados de busca e apreensão contra os suspeitos de envolvimento com o crime organizado. Segundo a PM, a investigação continua e pode apontar a participação de outros agentes no esquema.
Participaram da ação: Polícia Civil, a Polícia Militar, a própria Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).
Por G1 Rondônia
Polícia
Delegado revela valor pago para encomendar morte de médica
O delegado de Polícia Civil Alex Dany, responsável pelas investigações em Brasileia e Epitaciolândia, revelou na manhã desta sexta-feira, 06, em coletiva de imprensa, que o advogado Francisco Valadares Neto teria pago R$ 40 mil para encomendar o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, morta na noite de Finados, em Brasileia (AC). A coletiva foi transmitida ao vivo pelo site O Alto Acre.
Segundo a investigação, apenas R$ 10 mil seriam destinados ao executor, Lucival Lopes de Souza, conhecido como “Pitaca”. Os outros R$ 30 mil teriam ficado com pessoas responsáveis pela intermediação do crime.
Durante entrevista à imprensa, Alex Dany confirmou que Lucival foi interrogado na manhã desta sexta-feira e confessou ter executado a médica. Ele havia sido preso na noite anterior, após o cumprimento de uma ordem judicial. Segundo o delegado, a abordagem ocorreu sem resistência.
“Ele foi preso ontem, imediatamente após a decisão judicial de ordem de prisão, e, no interrogatório na manhã de hoje, confessa a autoria do crime como sendo executor da morte da doutora Elyne”, afirmou.
O delegado explicou que, embora a polícia já tenha identificado o suposto mandante e o executor, ainda trabalha para esclarecer toda a cadeia de intermediação entre os dois. A informação sobre o valor de R$ 40 mil foi apresentada a partir do depoimento do próprio Lucival.
“O valor total pelo qual foi pago para a morte da vítima foi o valor de R$ 40 mil, isso de acordo com o próprio executor [Lucival]. A ele coube a parte de R$ 10 mil”, declarou.
De acordo com Alex Dany, Lucival recebeu R$ 2 mil antecipadamente, enquanto os outros R$ 8 mil seriam pagos depois da morte da médica. Durante as buscas, os investigadores conseguiram apreender R$ 700, que podem ter relação com o pagamento.
“Para o Lucival, ele ia receber R$ 10 mil. Em espécie, ele recebeu R$ 2 mil de adiantamento para executar, os R$ 8 mil seriam pós-morte. Desses R$ 2 mil que ele recebeu, nós conseguimos arrecadar R$ 700 em sete cédulas de R$ 100”, detalhou.
A Polícia Civil também identificou a participação de outras pessoas na negociação. Segundo o delegado, os intermediários seriam responsáveis por estabelecer a ligação entre quem encomendou o assassinato e quem realizou os disparos. A investigação aponta que não houve apenas uma pessoa nessa etapa. “Já temos identificadas algumas pessoas, não apenas uma, mas algumas pessoas envolvidas nessa intermediação entre o mando e a execução da morte”, disse.
Alex Dany afirmou que a linha de investigação aponta o advogado como mandante e Lucival como executor. Entretanto, a motivação do assassinato ainda não foi esclarecida, já que Francisco Valadares Neto está hospitalizado e não teve condições de ser interrogado.
“Não temos como responder a motivação, visto que essa motivação é originária da própria pessoa que encomendou a morte dela, a qual não tivemos a oportunidade de interrogar, visto que está em uma situação de gravidade”, explicou.
Questionado sobre a possibilidade de o crime ter relação com o relacionamento anterior entre o advogado e a médica, o delegado afirmou que a polícia ainda não dispõe de elementos suficientes para confirmar essa hipótese. Ele mencionou a possibilidade de mágoa ou ressentimento, mas ressaltou que a motivação precisa ser esclarecida pelo próprio investigado.
“A questão de ser um crime passional, a questão de ser feito por qualquer outro motivo, uma vez que eles já não estavam mais nesse relacionamento, pode ter sido uma mágoa, algum rancor guardado. Então, não temos elementos que nos indiquem para essa situação”, afirmou.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do advogado, os policiais encontraram o investigado desacordado. Segundo Alex Dany, a Polícia Penal precisou arrombar a casa para prestar socorro, depois de perceber que a tornozeleira eletrônica não registrava movimentação.
“Os policiais penais, preocupados com a situação dele, pensando inclusive numa hipótese de suicídio, arrombaram o ambiente da casa dele para que pudesse ser prestado socorro”, relatou.
No imóvel, os investigadores encontraram medicamentos, uma substância com características semelhantes às da cocaína e um computador ligado. O equipamento apresentava pesquisas relacionadas à morte da médica.
“Encontramos no balcão remédio, um pó supostamente com as mesmas características de cocaína, o computador dele aberto, com páginas de pesquisas sobre a morte das vítimas e outros pertences mais que estavam ali naquele cenário”, afirmou.
Em outro momento da entrevista, o delegado acrescentou que o notebook foi apreendido e que o investigado havia pesquisado especificamente pelo nome da médica durante a madrugada. Também foram encontradas cartas na residência, que serão analisadas no decorrer da investigação.
O telefone celular do advogado, entretanto, não foi localizado durante as buscas. Segundo a equipe policial, o aparelho continua sendo procurado. A Polícia Civil também informou que o telefone da vítima foi recuperado após ter sido entregue por familiares a um advogado de confiança.
Outro detalhe apresentado na coletiva diz respeito à roupa encontrada pelos policiais durante as buscas. A peça foi considerada inicialmente como possivelmente utilizada no dia do assassinato. No entanto, durante o interrogatório, Lucival apresentou outra versão.
“Ele me disse o seguinte: delegado, essa roupa que vocês apreenderam não se refere à roupa que ele estava utilizando no dia da morte da médica, mas sim à roupa que ele estava utilizando no dia do roubo tentado, que não deu certo”, contou Alex Dany.
O delegado ressaltou que a prisão do executor representa uma resposta inicial à sociedade, mas que ainda existem etapas importantes para a conclusão do inquérito. Segundo ele, a Polícia Civil trabalha para identificar todos os intermediários e reunir provas que permitam esclarecer integralmente a participação de cada envolvido.
“Infelizmente, a Polícia Civil sempre atua após a ocorrência do crime, e mais uma vez a polícia é chamada a dar uma resposta à sociedade. A gente apresenta essa resposta intermediária, não a resposta final. A gente pretende ainda avançar nos trabalhos investigatórios para que traga uma resposta completa e conclua esse caso”, declarou.
Fonte: AC24horas
Polícia
Executor de médica nega crime, mas polícia reúne indícios e investiga ligação com procurador
A Polícia Civil do Acre confirmou que a morte da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi um crime encomendado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo delegado-geral da corporação, Pedro Paulo Buzolin. Com dois suspeitos presos, a investigação agora busca comprovar a ligação entre o homem apontado como executor e o suposto mandante do assassinato.
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A médica foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2), na calçada de um gastrobar, no Centro de Brasiléia. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem se aproxima por trás e dispara duas vezes contra a cabeça da vítima.
RELEMBRE O CRIME: Médica é morta a tiros em bar após relatar ameaças – VEJA O VÍDEO
Antes do ataque, o botão do pânico da médica havia sido acionado. O dispositivo estava vinculado a uma medida protetiva que ela possuía contra o ex-companheiro, o procurador municipal Francisco Valadares Neto. Segundo a Polícia Civil, não houve tempo suficiente para impedir o assassinato.
O homem apontado como autor dos disparos, Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca, foi preso na noite de quinta-feira (5), em uma área rural de Epitaciolândia.
De acordo com Buzolin, equipes policiais de Epitaciolândia e Brasiléia começaram as diligências logo após o crime e conseguiram identificar o suspeito. A Polícia Civil solicitou a prisão, que foi autorizada pela Justiça e cumprida ainda durante a noite.
Apesar de não ter confessado o assassinato durante entrevista aos policiais, Lucival é apontado como executor com base em diversos elementos reunidos pela investigação. Ele permanece detido em Brasiléia e deverá ser transferido para Rio Branco, onde será encaminhado ao sistema prisional e submetido a novo interrogatório.
Procurador também está preso
O procurador Francisco Valadares Neto, apontado pela investigação como suspeito de encomendar a morte da médica, também está preso preventivamente.
Ele foi encontrado desacordado em casa na manhã de terça-feira (3), sendo inicialmente levado ao Hospital Regional do Alto Acre e depois transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco.
Na quarta-feira (4), o boletim médico informava que o paciente apresentava quadro grave, porém estável, e permanecia intubado.
Segundo o delegado-geral, a família avalia a possibilidade de transferi-lo por UTI aérea para receber tratamento fora do Acre. Buzolin afirmou que a transferência não está descartada, desde que exista comprovação da necessidade médica, mesmo com a prisão preventiva em vigor.
Polícia não descarta outros envolvidos
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do assassinato e comprovar o vínculo entre o executor e o suposto mandante.
O delegado-geral afirmou que, embora os indícios reunidos até agora apontem para os dois homens presos, a Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no crime.
As diligências continuam para esclarecer a possível atuação de terceiros e reunir provas sobre a encomenda do assassinato.
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Polícia
Lutador espanca mulher com mais de 30 socos dentro de elevador – VEJA O VÍDEO
Um lutador de jiu-jítsu foi preso após agredir brutalmente uma mulher dentro do elevador de um condomínio na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. O ataque foi registrado por câmeras de segurança e mostra a violência das agressões, que incluíram socos, tapas, cotoveladas, chutes e um golpe conhecido como mata-leão.
O suspeito foi identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, ele desferiu pelo menos 35 golpes contra a vítima durante aproximadamente três minutos.
As imagens mostram que a mulher estava em pé quando começou a ser agredida. Em determinado momento, o lutador aplicou um mata-leão, fazendo com que ela caísse no chão. Mesmo desacordada, a vítima continuou sendo atacada.
Dois cachorros que estavam no elevador aparecem nas imagens e parecem tentar proteger a mulher. Após as agressões, o suspeito deixou o local e a vítima permaneceu caída e ensanguentada. Veja o vídeo abaixo;
Confusão começou dentro do condomínio
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência teve início no apartamento do lutador, onde vizinhos ouviram gritos e relataram agressões. A situação se agravou quando Lucas passou a invadir apartamentos e ameaçar moradores, dizendo que iria matar todos do prédio.
Uma das vizinhas conseguiu fugir pelas escadarias com a família. Em seguida, o suspeito invadiu outro apartamento e agrediu uma mulher de 65 anos, que também precisou ser hospitalizada.
Na sequência, uma terceira moradora tentou ajudar ao ouvir os gritos de outra vítima. Ao abrir a porta do elevador, ela se deparou com o agressor e também foi brutalmente atacada.
Policiais militares foram acionados para atender à ocorrência. Durante a abordagem, Lucas entrou em luta corporal com um dos agentes e acabou baleado na perna. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, assim como as vítimas.
Suspeito foi preso
A Polícia Civil realizou diligências, ouviu vítimas e testemunhas e analisou as imagens das câmeras de segurança. Diante da gravidade do caso, a Justiça autorizou a prisão temporária do suspeito, cumprida na manhã desta sexta-feira (6).
Lucas poderá responder por tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência. Após os procedimentos policiais, ele foi transferido para o Presídio de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.
