Polícia
Polícia Civil deflagra Operação Salvaguarda e resgata bebê recém-nascido vítima de tráfico de pessoas
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), deflagrou, na manhã desta terça-feira (20/08), a Operação Salvaguarda e resgatou um bebê de 20 dias, vítima de tráfico de pessoas. Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados, sendo dois de prisão temporária e três de busca e apreensão.
O cumprimento dos mandados de prisão resultaram nas prisões de Ester Naissa Soares Tavares, 24, e Vitória Laissa Soares Tavares, 22, suspeitas de participarem do esquema criminoso.
Os detalhes do caso foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, na sede da Delegacia Geral, situada na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste, onde estiveram presentes Bruno Fraga e Guilherme Torres, delegado-geral e delegado-geral adjunto da PC-AM, respectivamente; a delegada Juliana Tuma, titular da Depca; e o delegado Juan Valério, coordenador da Core-AM.

O delegado-geral iniciou a coletiva parabenizando os policiais civis da Depca e da Core-AM pela condução da operação, que logrou êxito em salvar a vida do bebê sem que houvesse qualquer tipo de dano colateral.
“Estamos diante de uma situação bastante chocante, um caso em que um bebê foi entregue pela própria mãe biológica para pessoas envolvidas com o crime. A mulher que estava com o bebê já responde por tráfico de drogas e a sua irmã foi a intermediadora da situação, provavelmente ela iria vender esse bebê para terceiros”, disse o delegado-geral.
O delegado-geral adjunto ressaltou que a Polícia Civil tem feito esforços para combater todo tipo de violência contra crianças e adolescentes e a Operação Salvaguarda demonstra esse compromisso.
“Hoje é um dia feliz para a Polícia Civil, conseguimos restituir a dignidade desse bebê, que vai poder ter um futuro. Quero parabenizar as equipes da Depca e da Core-AM pela ação cirúrgica que conseguiu, sem nenhum dano colateral, resgatar essa vítima”, destacou o delegado-geral adjunto.

Entenda o caso
A delegada Juliana Tuma, titular da Depca, explicou que a mãe biológica da vítima, uma jovem de 19 anos, é dependente química e a entregou para as irmãs Ester Naissa e Vitória Laissa a fim de quitar uma dívida com o tráfico de drogas.
“Iniciamos essa investigação há aproximadamente 10 dias, após recebermos a denúncia de um familiar do bebê, do sexo feminino, que desconfiou da história contada pela mãe biológica de que ele teria falecido. Ela chegou a apresentar, inclusive, uma declaração de óbito falso em formato digital”, disse a delegada.
Conforme a delegada, em um primeiro olhar, a equipe policial da Depca pensou que o bebê teria sido adotado ilegalmente, todavia, com o decorrer das investigações, observaram que se tratava de um possível tráfico de pessoas.
“Fomos em busca de informações desde quando o caso iniciou. Ou seja, em resumo, a jovem deu entrada em uma maternidade localizada na zona norte de Manaus com um nome falso, e saiu de lá em um sábado, dia em que o cartório da maternidade não funcionava, para que não fosse necessário registrá-lo. Dias depois, ela inventou para a família que o bebê teria falecido”, falou a delegada.

Segundo a delegada, as investigações contaram com o apoio da direção da maternidade, que não compactuou com a ação criminosa e ajudou a esclarecer a situação. Foi então que os policiais civis da Depca souberam que a jovem, inclusive, saiu da maternidade com a declaração de nascido-vivo.
“Chegamos a fazer diligências em cartórios e não encontramos o registro da criança em nenhum canto. Mas sabíamos que esse bebê estava com vida, então nosso maior objetivo era resgatá-lo com proteção. Por isso denominamos essa operação como Operação Salvaguarda pois o que mais queríamos era salvaguardar os direitos e a proteção da vítima, que estava em mãos de pessoas erradas”, contou a delegada.
Quem são as autoras
De acordo com a delegada, Vitória foi a responsável por intermediar a situação com a mãe biológica do bebê e sua irmã, Ester Naissa, foi quem ficou com a vítima depois de ela ser entregue.
“Todo o esquema criminoso premeditado pelas irmãs, com a mãe biológica do bebê, inclusive o atestado de óbito falso. Tendo a dimensão dessa situação, representamos por cinco mandados ao todo, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão temporária, para que pudéssemos solucionar esse caso”, mencionou a delegada.
Tuma disse que a mãe biológica do bebê chegou a se arrepender de tê-la entregue e tentou pegá-lo de volta com as irmãs. Ela não obteve sucesso e ainda foi ameaçada de morte por Ester Naissa, não apenas ela, mas toda a sua família.
“Toda essa situação nos afligiu e nos levou a fazer essas representações dessas cautelares. Fizemos um trabalho de inteligência, descobrimos onde esse bebê estaria e, em posse de todas as informações concisas, e saímos em diligências para cumprir os mandados”, citou a delegada.
As prisões, o resgate do bebê e os cumprimentos das busca e apreensão ocorreram no bairro Santa Etelvina, zona norte. Durante o cumprimento das buscas e apreensão, foram encontrados o atestado de óbito falso e outros documentos referentes a esse recém-nascido.
“O bebê está no sistema de acolhimento e o Juizado da Infância e da Juventude irá decidir o seu futuro de agora em diante”, ressaltou a delegada.
Atuação da Core-AM
Conforme o delegado Juan Valério, coordenador da Core-AM, a equipe operacional tática foi acionada pela Depca, a qual já tinha dados de inteligência, principalmente do local, em razão de ser uma área muito conflagrada pelo tráfico de drogas.
“Nós tínhamos que chegar ao local de maneira célere, até para não acusar ou não denunciar a nossa chegada, pois a nossa maior preocupação era que essas pessoas fossem avisadas e saíssem com o bebê para outro local. Mas, felizmente, ocorreu tudo bem, sem nenhum tipo de efeito colateral. Quero agradecer todo o levantamento de inteligência da equipe da Depca, pois, sem isso, não teríamos como planejarmos a melhor estratégia tático-operacional”, contou o delegado.
Procedimentos
As irmãs Ester Naissa e Vitória Laissa responderão por tráfico de pessoas e falsificação de documento público e ficarão à disposição do Poder Judiciário.
PC/AM
Polícia
Policial penal é suspeito de invadir casa e executar pai e filha
Um homem de 59 anos e a filha dele foram assassinados a tiros durante a madrugada desta quarta-feira (15), no distrito de Dom Marcolino, localizado na zona rural de Maxaranguape, no litoral Norte do Rio Grande do Norte. O principal suspeito do duplo homicídio é um policial penal, que segue foragido.
As vítimas foram identificadas como Denilson Paiva de Oliveira, de 59 anos, e Daiane Gonçalves da Silva. Conforme informações da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta da 1h, quando o suspeito invadiu a residência da família e efetuou diversos disparos contra pai e filha. Informações preliminares apontam que pelo menos oito tiros foram efetuados dentro do imóvel.
As investigações iniciais indicam que o policial penal, que seria servidor da Cadeia Pública de Ceará-Mirim, não aceitava o fim do relacionamento com Daiane. Após cometer o crime, ele ainda teria ameaçado matar um ex-cunhado, o que levou a Polícia Militar a intensificar as buscas para evitar novos ataques.
Equipes da PM realizaram diligências logo após o duplo homicídio e conseguiram impedir uma possível nova ação criminosa. Apesar das buscas, o suspeito não havia sido localizado até a última atualização do caso. Informações não oficiais indicam que ele pode estar escondido em uma área próxima ao distrito.
A morte de Daiane e de seu pai causou grande comoção entre os moradores de Dom Marcolino. Conhecida na comunidade, Daiane era comerciante e administrava um mercadinho na região.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime, confirmar a motivação e localizar o suspeito.
Polícia
Motorista ignora preferencial e causa acidente em cruzamento
Um acidente de trânsito envolvendo um Jeep Renegade e uma Chevrolet Trailblazer foi registrado na manhã desta quinta-feira (16), no cruzamento das ruas Abunã e Gonçalves Dias.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, o Jeep Renegade seguia pela Rua Gonçalves Dias quando o motorista teria avançado a preferencial no cruzamento com a Rua Abunã. Sem tempo hábil para frear, o condutor da Trailblazer acabou atingindo o Renegade.
Com a força da colisão, os dois veículos sofreram danos materiais. Apesar do impacto, não há informações sobre feridos. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.


Polícia
Indígena é baleado e fica em estado grave em aldeia de Rondônia
Um indígena identificado como Welliton Massacá foi socorrido em estado grave após ser atingido por um disparo de arma de fogo na madrugada desta terça-feira (14), na Aldeia Baía da Coca, localizada na zona rural do município de Costa Marques, em Rondônia.
De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, a corporação foi acionada após a vítima dar entrada no Hospital Municipal com um ferimento provocado por tiro. Diante da gravidade do quadro clínico, a equipe médica prestou os primeiros atendimentos e decidiu transferir o paciente para uma unidade hospitalar com estrutura especializada.
Segundo relatos de familiares aos policiais, antes do ocorrido, Welliton teria se desentendido com o pai. Após a discussão, ele teria saído em direção a uma área de mata próxima à aldeia levando uma espingarda calibre .22. Pouco tempo depois, o disparo foi registrado.
A Polícia Militar realizou os procedimentos de praxe, colheu o depoimento da principal testemunha e confeccionou o boletim de ocorrência. Até o momento, conforme as informações levantadas, não há indícios de envolvimento de outras pessoas no caso.
A ocorrência é tratada, inicialmente, como um disparo autoprovocado. As circunstâncias do fato deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes durante a apuração do caso.

Fonte: Notícias Urgentes com informações do Correio do Vale
