Polícia
Foragido é preso com arma e comparsa após perseguição na capital
Dois homens foram presos nesta quinta-feira (11) após serem flagrados armados em um posto de combustíveis no bairro Nova Porto Velho. Entre os detidos está Raphael, que era foragido da justiça.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma guarnição do Batalhão de Policiamento Tático de Ações Rápidas (BPTAR) patrulhava o bairro Lagoa quando avistou os suspeitos em uma motocicleta Honda Bros vermelha sem placa. Ao receberem a ordem de parada, os homens tentaram fugir.
Após uma breve perseguição, a dupla foi detida no cruzamento das Avenidas Rio Madeira e Rio de Janeiro. Durante a revista pessoal, foi encontrada uma arma de fabricação caseira calibre 38 com duas munições na cintura de Raphael.
Os suspeitos assumiram serem membros de facção criminosa e afirmaram que portavam a arma para defesa pessoal.


Polícia
Mãe e irmão de Oruam são presos em operação da PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19/10), uma operação para desarticular uma estrutura ligada ao Comando Vermelho (CV) que impõe o monopólio do fornecimento de internet em diversas comunidades do Rio de Janeiro (RJ) por meio de ameaças e do uso de armas de fogo. Até a atualização mais recente desta matéria, 19 pessoas haviam sido presas, entre elas Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, a esposa dele, Márcia Gama, e o filho, Lucas Santos Nepomuceno.
Marcinho VP está preso desde 1996 e atualmente cumpre pena em um presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande (MS). A medida judicial contra ele foi cumprida na própria unidade prisional.
Segundo a PF, moradores dos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na capital fluminense, estariam sendo obrigados a utilizar o sistema de internet do tráfico imposto pelos criminosos do CV. Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 558 milhões.
Batizada de Backbone, a operação foi deflagrada para cumprir 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de autorização do ministro Alexandre de Moraes.
O esquema
De acordo com as investigações, traficantes armados do CV cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. Os provedores autorizados pela facção pagam mensalmente uma “tarifa” pelo direito de operar no território.
Registros contábeis da própria facção indicam que, em um único mês, a cobrança sobre o serviço de internet respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha. A exploração desse serviço público tornou-se uma das principais atividades lucrativas do crime organizado e fomenta a guerra pelo controle de territórios: cada comunidade dominada representa uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para a facção.
As apurações revelaram, ainda, que, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, Marcinho VP continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção.
As investigações revelaram que os lucros chegavam à família dele por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem, e eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão – pagos em dinheiro vivo – e criptoativos.
A operação
As medidas judiciais são cumpridas no Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte dos mandados de prisão será cumprida no sistema prisional, inclusive em uma unidade do Sistema Penitenciário Federal.
O bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões alcança 40 pessoas físicas e 42 empresas. A ação policial também prevê a suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas.
A PF informou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficiada para a cassação das outorgas e a interdição dos serviços de telecomunicações prestados por tais empresas, com a adoção de providências para assegurar a continuidade do serviço aos moradores das localidades afetadas.
Os investigados responderão pelo crime de domínio social estruturado, que pune grupos que empregam violência, grave ameaça e coação para impor controle territorial e social, intimidar populações, reprimir autoridades e atacar serviços essenciais.
Além do domínio social estruturado, os investigados também poderão responder por extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem ser revelados no decorrer das apurações.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Após quase 9 anos, acusados de matar biólogo em RO vão a júri popular
Quase nove anos após o assassinato do biólogo Ismael Graunkel, a Justiça de Rondônia decidiu que o policial militar reformado Eduardo Bezerra da Cruz e Sidnei Batista dos Santos serão submetidos a júri popular. O crime ocorreu em 3 de agosto de 2017, na zona rural de Espigão d’Oeste (RO).
Segundo a denúncia do Ministério Público, Eduardo, que na época era secretário municipal de Saúde do município, teria planejado o assassinato para evitar que um relacionamento extraconjugal entre os dois fosse descoberto. Ele é apontado como mandante, enquanto Sidnei é acusado de executar o crime. A acusação afirma que Eduardo teria oferecido R$ 1 mil ao amigo para matar o biólogo.
Ismael foi atingido por três tiros nas costas durante uma emboscada, enquanto tentava fugir. Após o crime, os dois acusados foram presos preventivamente e confessaram envolvimento na delegacia, mas depois negaram as declarações e alegaram que foram coagidos.
Atualmente, ambos respondem ao processo em liberdade. A data do julgamento ainda não foi definida.
As defesas dos dois acusados pretendem recorrer da decisão. Eduardo afirma ser inocente, enquanto Sidnei sustenta que agiu em legítima defesa. A decisão de pronúncia não representa uma condenação, mas determina que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.
Polícia
Menino de 2 anos morre após cair em represa
Uma criança de apenas 2 anos morreu após cair em uma represa na tarde deste sábado (17), em uma propriedade rural localizada na Linha 48, em Nova Brasilândia do Oeste (RO). A morte de João Miguel Silva causou comoção entre familiares e amigos.
Conforme as informações preliminares, o menino estava com os pais em uma visita a parentes na região. Em determinado momento, a criança teria se afastado sem que os adultos percebessem e acabou caindo na represa.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. A perícia técnica também esteve na propriedade para realizar os procedimentos necessários à apuração do caso.
Após os trabalhos no local, o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde seriam realizados os exames de praxe.
A morte de João Miguel provocou tristeza entre pessoas próximas à família. As circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas conforme o andamento da apuração.
