Polícia
Homens gravam e divulgam estupro coletivo contra indígena de 15 anos
Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo praticado por um grupo de cinco homens, com idades entre 22 e 50 anos, na comunidade Catitu, situada na área rural do município de Itamarati, no interior do Amazonas. O crime, ocorrido em setembro, foi gravado e divulgado em grupos do WhatsApp.
As imagens circularam, inclusive, em outros lugares do país, entre eles Rio de Janeiro e Brasília. Após ter acesso aos vídeos, uma mulher que não conhece a adolescente fez a denúncia às autoridades.
Dois homens foram presos e três estão foragidos.
Nos registros, os envolvido dizem que praticavam a violência sexual como uma espécie de “cobrança” contra a adolescente. Apesar da afirmativa, até o momento, as investigações não esclareceram a que a expressão se referia nem se há uma motivação específica por trás do crime.
Em uma das gravações, um homem aparece sobre a jovem, que está nua e deitada no chão da mata, praticando o crime enquanto uma terceira pessoa filma a cena. No segundo registro, três homens aparecem juntos fazendo consumo de bebida alcoólica. Um deles segura os braços da adolescente para trás enquanto os demais a tocam.
O material foi inicialmente compartilhado em dois grupos de indígenas. Os investigados, entretanto, afirmam não saber quem foi responsável por disseminar as gravações para além desses canais de mensagem.
O caso foi enquadrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) nos artigos 213 e 348 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de estupro e favorecimento pessoal, e nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminalizam a produção e a divulgação de imagens de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes.
Os investigados
Os cinco suspeitos foram identificados. Com ordem de prisão ativa desde o fim de setembro, três suspeitos são considerados foragidos da Justiça: Kodo Isaias Kanamari, de 22 anos; e Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari, de 25 anos. Até o fechamento desta reportagem, o nome do terceiro suspeito não havia sido divulgado.
Conhecido como “Zeca Bomba”, um dos investigados, de aproximadamente 50 anos, está preso desde 9 de outubro. Ele é o único homem não indígena do grupo.
Já Awano Rafael Kanamari, de 33 anos, apontado como responsável por filmar as cenas do crime, foi preso nesta segunda-feira (19/10), após se entregar à polícia do município.
Segundo as autoridades locais, a adolescente, pertencente ao povo Kanamari, está recebendo tratamento médico e psicológico especializado. Ela também foi matriculada em uma escola.
Invisibilidade de mulheres indígenas
Para a advogada indígena Inory Kanamari, que acompanha o caso, o episódio evidencia a invisibilidade e a negligência enfrentadas por mulheres indígenas vítimas de violência.
Ela aponta diferenças na repercussão de casos envolvendo vítimas indígenas e não indígenas e argumenta que fatores como origem étnica e condição socioeconômica influenciam a mobilização da sociedade e a resposta das instituições.
“Os corpos das mulheres indígenas parecem continuar ocupando um lugar de menor importância na atenção pública. É impossível não refletir sobre como a origem étnica e a condição socioeconômica influenciam a visibilidade de uma vítima, a mobilização da sociedade e a resposta das instituições”, afirma.
Inory, entretanto, reconhece os esforços empregados pela Polícia Civil de Itamarati, especialmente diante das limitações estruturais e de efetivo enfrentadas pela delegacia local.
“Enxergamos as prisões como um avanço importante para o andamento das investigações. É preciso reconhecer o trabalho desses profissionais, que atuam em um cenário de precariedade estrutural e ausência de recursos adequados do Estado, chegando, inclusive, a custear com recursos próprios despesas necessárias à realização de diligências, investigações e captura dos envolvidos”, destaca.
O delegado usou recursos próprios para abastecer a embarcação cedida pela prefeitura durante as diligências para prender Zeca Bomba. Na ocasião, a região enfrentava um período de estiagem, que dificultava o deslocamento fluvial e a chegada de combustível ao município.
A advogada Amanda Pinheiro, do Instituto as Manas, que também atua no processo, ressalta ainda dificuldades de acesso às políticas públicas de proteção em casos de violência sexual contra mulheres indígenas.
“É crime hediondo, violação de direitos humanos, invisibilizado por se tratar de adolescente indígena, oprimida pela cultura da responsabilização e desvalor da vítima. Essa conduta violadora ainda é naturalizada quando se trata de corpos indígenas, calados pelo medo e pela falta de acesso às políticas públicas que os alcancem na sua localidade e realidade”, lamenta Amanda.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Pai é suspeito de abusar e engravidar a filha de 13 anos
Um homem de 33 anos foi preso na segunda-feira (19), em Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus) suspeito de cometer violência sexual contra a própria filha, de 13 anos. Segundo a investigação policial, a adolescente engravidou em decorrência dos abusos. O caso ocorreu no bairro São João do Miriti, na casa da família.
De acordo com informações repassadas pela delegada Joyce Coelho, os episódios de violência teriam começado quando a vítima ainda era criança e aconteciam principalmente nos momentos em que a mãe não estava em casa.
Ainda conforme a polícia, o suspeito teria intimidado a adolescente com ameaças de morte contra ela, outra filha e a própria esposa, com o objetivo de evitar que os fatos fossem denunciados.
A situação foi descoberta depois que a mãe percebeu alterações físicas na filha e passou a desconfiar de uma possível gravidez. Ao conversar com a adolescente, ela soube dos abusos. As duas procuraram as autoridades para formalizar a denúncia.
Após a investigação, a Justiça autorizou a prisão do homem, que foi localizado e detido por uma equipe policial. Ele permanece sob investigação por suspeita de violência sexual contra a própria filha.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.
Fonte: d24am
Polícia
Mototaxista é esfaqueado e suspeito acaba preso perto da rodoviária
Um homem de 34 anos foi preso na manhã desta terça-feira (20) após tentar matar um mototaxista a facadas nas proximidades da rodoviária de Porto Velho (RO).
De acordo com as informações, o trabalhador estava sentado quando foi surpreendido pelo suspeito armado com uma faca. Durante o ataque, o mototaxista foi atingido no tórax e nas costas.
A vítima recebeu socorro às pressas e foi encaminhada ao Hospital João Paulo II para atendimento médico.
Após o ataque, o suspeito tentou fugir, mas acabou abordado por um policial militar que estava à paisana. Durante a ocorrência, populares também agrediram o homem.
Uma equipe do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação (BPTAR) realizou a condução do suspeito ao Departamento de Flagrantes da Polícia Civil, onde ficou à disposição das autoridades.

Polícia
Homem é executado a tiros por dupla de moto
Josivaldo de Mota Silva foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (19), no bairro Cai N’água, região central de Porto Velho (RO).
Conforme relatos de testemunhas, dois homens em uma motocicleta chegaram ao local e atiraram diversas vezes contra Josivaldo, utilizando uma pistola. Depois dos disparos, a dupla deixou a área e não foi localizada.
A Polícia Militar esteve no local, isolou a região e aguardou a realização dos procedimentos periciais. Após os trabalhos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A investigação está a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar os autores.

